terça-feira, 24 de maio de 2016

Estará Israel Prestes a Adoptar o Relatório de Levy?


O Primeiro Ministro Netanyahu busca alargar a sua coligação e para esse efeito convidou Yitzkhak Herzog (do Partido Trabalhista) e tornou a convidar Avigdor Liberman (do Yisrael Beiteinu) para formar um governo de unidade. A priori, estas manobras políticas indicam que Israel se está a preparar para dar um grande passo e, logo, precisa de ter uma maior representação popular na sua administração. Mas sabendo que a maioria dos israelitas está contra o Governo de Unidade nacional, especialmente com um partido de esquerda, o que é que o PM Netanyahu andava a fazer?

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Migrantes, Turquia, Ministro da Educação e seu Alegado Comportamento Doloso


Muito Estranho que mais de sessenta e dois (62) por cento dos refugiados sejam jovens do sexo masculino. Aparentemente, nos países muçulmanos a idade militar é a partir dos quarenta (40) anos, ou então, os militares nesses países são um grupo elitista e de génese hereditária. Muito estranho que a ONU, UE, USA e ONGs insistam para que a Europa reparta entre si os refugiados de guerra (Síria e Iraque) e os migrantes vindos dos países muçulmanos da Ásia e África, sem que haja uma triagem rigorosa e que se recorra a uma medida de excepção: a de repatriação dos migrantes ilegais.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Dignidade: Pres. Dilma Deveria Admitir que Falhou & Aceitar o Seu Destino


Tem sido francamente triste seguir a crise política que assola o Brasil. Não só foi exposta a corrupção da maioria dos políticos do país, mas também foi revelada a falta de dignidade de Dilma Rousseff. Esta nação sul americana busca, mais uma vez, a destituição de um presidente, só que desta vez o processo está a ser mais amargo, mais divisionista, mais demagogo e mais insidioso.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Últimos Defensores da Língua Portuguesa e Saneamentos à La Gauche


Esta semana irei falar de dois assuntos que francamente me atingiram um de forma positiva e outro de forma negativa. Falo dos últimos defensores da língua portuguesa (Moçambique, Angola e Cabo-Verde) e dos saneamentos na função pública.

Acordo Ortográfico

Houve, em 1990, um acordo ortográfico; e inexplicavelmente, em 2010, o ex-presidente do Brasil, Luís Inácio da Silva decidiu que era tempo de nivelar por baixo a língua portuguesa. Daí que tenha convencido o ex-primeiro ministro português José Sócrates a embarcar num novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Desgraçada e arrogantemente, os dois comparsas – trabalhistas brasileiros e socialistas portugueses - esqueceram-se de consultar dois grandes parceiros – marxistas e leninistas – da CPLP, Angola e Moçambique, que pertencem também a uma outra grande organização/comunidade chamada PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).

Com base na sua filosofia de literacia massificada, Lula da Silva achou por bem manter o brasileirismo das tremas (ä) mas impôs a eliminação de quase tudo que distinguia a língua lusa do português do Brasil; como se às massas, lhes estivesse vedada a capacidade de elevação mental e suplantação intelectual, ou seja: ir além daquilo que ouvem, vêem ou lêem. O ex-presidente do Brasil cujo plano era ser um presidente de carreira – Putin-style – nutria também uma sede insaciável pelo reconhecimento público e é seu desejo constar nos anais da história brasileira com o cognome de padroeiro da causa dos pobres que conseguiu que o pórrtuguês fosse tão acessível ao povão tanto quanto o seu programa de cesta básica.

As mentes idióticas do governo do PSD/CDS apressaram-se – contra muitas vozes da comunidade científica portuguesa – a mudar o sistema linguístico, mais outra vez, sem conferenciar com as comunidades científicas dos PALOP; e agora estão surpreendidos com o facto de Angola, Moçambique e Cabo-Verde estarem a ponderar a validade científica da arbitrariedade luso-brasileira: puro cinismo! Na minha opinião, os africanos têm o direito de calcular todos os custos inerentes a este empreendedorismo imposto pelo Brasil, pelas empresas gráficas e pelo lobby da manutenção da elementaridade da sociedade do proletário.

Opinião: Eu amo o português bem falado e escrito (nem sempre me é possível), adoro os sotaques das várias comunidades falantes da língua portuguesa, gosto de ir catando aqui e acolá a etimologia da língua e hoje consequentemente sei um pouquinho de latim. Não aceito portanto a descaracterização da língua portuguesa imposta pelo proletário brasileiro nem pelo português socialista caviar; contudo se vós marxistas e leninistas de Angola e Moçambique quiserem ser um travão científico e cultural desta charada de 2010: Eu apoio!

Saneamentos políticos: la puta hemorragia de la democracia!  

Tal qual no tempo áureo do marxismo-leninismo, este governo do proletariado ultrapassou as suas competências étnico-políticas, se tivermos em conta que António Costa e a sua plataforma de esquerda radical não ganharam as últimas eleições legislativas (embora lhe tenha sido permitido assaltarem o poder da república). Então que legitimidade tem o governo socialista-bloquo-comunista para encetar a política de saneamentos na função pública?

Vou-me cingir à realidade que conheço: a Frelimo quando tomou o poder ilegitimamente em Moçambique de 1975, também fez uso da política de saneamentos políticos em todos os espectros da sociedade moçambicana e – tal tal queria fazer Otelo Saraiva de Carvalho com os retornados (metê-los no Campo pequeno quais bois e vacas) – algumas das vítimas da inveja política vil foram enviados para campos de “reeducação = concentração” como sabotadores de alguma espécie. Estarão os esquerdistas radicais a comando do PS, a dizer-nos que finalmente em Portugal se instalou um sistema no qual quem, verdadeiramente, detém o poder é o proletariado; onde tudo lhe é permitido, menos questionar; porque imediatamente virá uma resposta com o cheiro de uma tonelada de fezes sulfurosas?

Embora os bloquistas se gabem de ter ultrapassado os comunistas nas últimas eleições legislativas, tiro o meu chapéu ao Jerónimo de Sousa, porque é um líder brilhante que sem grandes malabarismos fez com que o Partido Comunista Português (PCP) devagar, devagarinho, penetrasse no tecido estatal, inundando-o de proletários da sua confiança, na figura dos sindicalistas. E espantosamente parece ter controlo sobre algumas políticas do governo liderado por António Costa; obrigando este a portar-se como um lacaio do PCP.

Quanto a mim, se este governo se mantiver à tona, o chefe dos comunistas, Jerónimo de Sousa, será o líder do ano em Portugal - “Olhe que sim, olhe que sim”...

Até para a semana  
     
(Imagem: O Pintor Insatisfeito - József Borsos)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]