Em Portugal Ser Rico É Um Anátema



A conversa sobre ricos e pobres é o tema favorito da esquerda cocória e obscena. Por exemplo, Hilary Clinton anda pelas américas a dizer que a raíz de todos os males são os ricos; os mesmos que a ajudaram a juntar a bela maquia de $100.000.000 da sua fortuna pessoal.
Na Europa, anda um iluminado chamado Piketty que diz que o problema das sociedades modernas é que a riqueza que se encontra concentrada nas mãos de poucos e que a fortuna desses grupos é maior que os rendimentos nacionais dos países.

Piketty afirma também que esta conjuntura além de provocar desigualdade extrema é também a causa da perpetuação do capital sempre nas mãos dos mesmos grupos. Então propõe uma série de medidas que bem analisadas nada significam, por exemplo: transmissão internacional de informação bancária; uma base de dados global sobre os activos financeiros; uma coordenação global na taxação dessa riqueza; taxação progressiva da riqueza baseada na fiabilidade de dados estatísticos da riqueza – basicamente, o chico-esperto propõe que se parta para a bisbilhotice e a restrição de direitos e liberdades dos cidadãos.

Em Portugal, temos o PS de António Costa a advogar que as alterações fiscais relativas ao IRS, e que abragem as famílias numerosas, são injustas porque beneficiam mais uma criança rica do que uma criança pobre – ora, António Costa está a fazer demagogia barata porque as pessoas abastadas que tenham uma família numerosa gastam muito mais que um agregado de classe média que tenha igualmente uma família numerosa. Para além do mais, parece que António Costa tem algo contra as famílias numerosas quando estas são a solução para a crise demográfica nacional - não deveria o PS apoiar qualquer medida que incentive as pessoas a fazerem mais filhos?

A esquerda adora repetir o mantra da desigualdade. Pois bem, a desigualdade é um incentivo para aqueles que pretendem avançar na vida porque aquela espevita a curiosidade que conduzirá ao estudo, conhecimento e domínio da técnica; aquela estimula a invenção e a criatividade; aquela pode ser o motor para a concretização dum sonho. Logo, não entendo a razão pela qual os políticos querem convencer as pessoas de que a perpetuação da miséria e da pobreza nas famílias é motivo de resignação como se fosse o seu fado.

Eu sei que alguns princípios básicos (solidariedade, compaixão, amor, ânimo, fortaleza, esperança, caridade, perdão e fé) perderam todo o sentido e não fazem parte da formação dos cidadãos europeus, uma vez que as aulas de religião e moral foram substituídas pela endoutrinação ideológica (esta sim, a raíz da deturpação intelectual). A esquerda, para implementar a sua agenda e perpetuar-se no poder, conseguiu convencer os símplices de que o Estado resolveria colectivamente todos os problemas que afectassem as populações através da criação do Estado Provedor.
Ora, tal agenda teria sido fenomenal se:

  • A dignidade tivesse sido posta em primeiro lugar, ou seja, trabalho para todos e uma renumeração decente e justa - €1.000 
  • As licenças concedidas às Fundações de Utilidade Pública não fossem para outro fim senão para ajuda solidária aos concidadãos com famílias numerosas e aos desfavorecidos no geral
  • O Estado soubesse gerir os fundos do erário público: não desperdiçar dinheiro com a máquina do Estado; não criar subsídios nefastos só para ganhar eleições; não subsidiar escolas e hospitais privados; não subsidiar empresas privadas como a EDP e companhia; não desbaratar fundos com a duplicação de serviços e departamentos; não deter mais que uma Fundação Pública; não abraçar negócios sustentados pelo fazenda pública, que acumulem prejuízo atrás de prejuízo.

Foi o Estado Provedor que cavou acentuadamente o fosso da desigualdade que nas palavras de Monsieur Piketti “poderá um dia produzir possíveis impactos radicais”; porquanto a ideologia de esquerda convenceu-se de que as dívidas e deficits nacionais seriam sempre solucionadas através da espoliação e roubo dos bens dos ricos.

Nos outros países ser-se rico, ou contabilizar-se quantos milionários se produzem anualmente, é uma conquista nacional e uma realização pessoal, mas em Portugal parece ser um anátema; por isso, eu sugiro que a esquerda em uníssono grite “Fora com os ricos!” e lacre a Constituição Portuguesa com o seguinte “o grande capital, a acumulação de fortuna pessoal e familiar são expressamente proíbidos em território português”; já que o PS, BE, PCP e os Verdes estabeleceram entre si que na Lusitânia só se pode ser remediado, pobre e/ou miserável para assim manterem o velho e gasto discurso da luta contra a pobreza.

Bom, António Costa, por favor até ao nosso próximo embate, não me lixe com sofismas; a justiça social far-se-á no dia em que ajudar a munir os cidadãos de meios que, através do seu trabalho, os ajudem a vencer na vida.
A justiça fiscal é uma questão moral, pois uma vez que os meninos de todos os extractos sociais entendam qual o seu papel para com Portugal: o menino rico não pagará mais por ser rico nem o menino pobre pagará menos por ser pobre; será a medida justa.
Outra coisa António Costa, não seja pantomineiro, pois sabe bem que pobres existirão sempre; e o que se pretende em Portugal é a erradicação da miséria. 

Até para a semana

Comentários

  1. O problema não é ser rico, o poblema é ser mais rico do que eu, isso é que é um anatema! Lenny, a esquerda odeia os ricos quando lhe convém porque não viu nada de mal com o enriquecimento ilicito do camarada sócrates. Ah pois....!

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    1. Uau a inveja reina assim tanto em Portugal? Sim, senhor...

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    2. Olá, Anónimo!

      Então o problema é a inveja: muito me conta!
      Mas eu tenho uma solução para a cobiça: trabalhe-se 16 horas por dia; veja-se a família só ao fim de semana; seja-se rezingão por tudo e por nada; e culpe-se a mulher ou quem tenha a cargo os seus filhos de ser imprestável, porque um dos meninos é um meliante.

      Ser rico consolidado é muito dispendioso; enriquecer ilicitamente é uma consumição e pode dar cadeia, o que não deixa de ser um preço altíssimo pelo risco de se banhar na argila da corrupção.
      Cumprimentos

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  2. Olá Lenny,

    O meu comentário vai ser breve e feito por pontos:

    1. Os socialistas querem penalizar os casais que façam mais de 2 filhos mas ficam histéricos se se mexe na lei do aborto: que mensagem querem enviar aos nossos jovens?

    2. Com a mensagem de que fazer filhos em Portugal é mau e elitista, como pretende o PS resolver a crise demográfica nacional (que segundo os peritos é um problema para a segurança social tão prezada pela esquerda?)

    3. Mas afinal fazer filhos não era coisa de pobre (daí os argumentos que favoreciam a descriminalização do aborto)? Em quê que ficamos: fazem filhos os mais ricos ou os mais pobres?

    4. Porque é que o PS segue conselhos económicos de um menino que veste roupa de designer ao mesmo tempo que ataca os ricos (a não ser que ele use roupa de marcas piratas - o que é crime) e que ainda por cima bate em mulheres? Portugal não cessa de me espantar com o seu deslumbramento pacóvio.

    5. O PS, e a esquerda em geral, é contra os ricos, como? Aposto que estão cheios de esquerdistas-caviar que de dia falam mal daqueles que mantêm as suas fortunas intactas e à noite sentam-se à mesa a falar mal dos pobres, dos ciganos, negros e de todos os estrangeiros que "fornicam e se reproduzem como coelhos". Tenham a santa paciência.

    Vivam as famílias numerosas e as suas decisões patrióticas.

    Beijocas

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    1. Olá, Max!
      1- Os socialistas são desconchavados e ponto final.
      2- A crise demográfico segundo António Costa resolver-se-à com a importação de 25 mil ilegais muçulmanos se 1/4 dos migrantes ilegais forem mulheres e cada uma der 5 filhos e os filhosn dos filhos derem outros 5 filhos conforme propõe Erdogan da Túrqia, em menos de um fósforo o problema estará resolvido e sanado. Só que as histórias a volta da mesa não serão de egas Moniz, D.Afonso Henriques, Herman José, Gatoe Fedorentos, José Sócrates, velho do Restelo, Fernando Pessoa, Francisco Sá Carneiro, Almada Negreiros, Eça de Queirós, Alexandre herculano, Luís de Camões, Salazar, 25 de Abril, 1º de dezembro, 5 de Outubro, Fátima, pastéis de Belém, pastéis de bacalhau, caldo verde, caldeirada de peixe etc etc....nessas famílias falar-se-á de massacre de Alepo, dos gelados de Damasco, de Beiruti, de Tripoli, do Vale de Bekka, de Bagdade, falafel, baklava e baba ganouch e Mecca.
      3. ficamos que é bonito encher a boca e falar das mulheres pobres que são agredidas e violadas pelos maridos, engravidam sem o desejarem, não têm dinheiro para procurar uma clínica no estrangeiro como o fazem as mulheres ricas (estas engravidam por fornicarem a torto e a direito nesses bacanais de milionários) daí a descriminalização do aborto.
      4. Segue os conselhos do agressor de mulheres porque ele é a coqueluche do momento é o Krugman europeu sem o prémio Nobel
      5. São todos uns burgeois...patético!

      Vivam as famílias numerosas e por favor criem uma fundação vossa para sustentar os vossos anseios. O Estado não é isso tudo. Façam lobby para recuperarem o IVA da comida, calçado, livros, roupa, compra de automóveis e se por acaso vos apetecer matricular os vossos filhos na escola privada não concordo eu vos ajudar com o subsídio para tal efeito: paguem do vosso bolso porque a escola pública em Portugal é muito melhor que muitos colégios privados.

      beijocas

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    2. Concordo, lenny: se fazem muitos filhos ponham-nos na escola pública! Mas que é isto que pedir subsídios para escolas privadas? Pá, assim não há porque levá-los a sério! A luta não deve ser essa!

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  3. Olá meus amores! Oiçam, o que é que esperavam de um país que dizem jamais eleger um candidato rico? Pá, só na Tuga!
    Yah, as famílias numerosas são sempre atacadas pela esquerda portuguesa como se isso representasse a escravatura da mulher! Hahahahaha ridiculos! Olha lenny, só espero que o PS perca nas eleições. Até agora as sondagens dão vitória ao governo mas este ano só têm sido surpresas eleitorais, como aconteceu em Israel e aqui em inglaterra, por isso espero para ver! Mas que o tipo perca e cá estarei para votar contra!

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    1. Hey, hey, hey...!
      Os portugueses não elegeriam um rico porque para eles é impensável alguém servir a nação sem ser para encher os bolsos com salários e reformas que não correspondem em nada ao trabalho exercido.
      O PS só ganharia as eleições se os portugueses fossem uns mentecaptos corruptos.
      O governo deve saber explicar o quão importante é deixá-lo consolidar as contas e a imagem de Portugal como um país fiscal e financeiramente disciplinado.
      Aquele Abraço

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    2. Deve ser horrível ter um político rico que não roube portugal e o povo português! Pois, o bom é ter mesmo os sócrates da vida. Boa!

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  4. Prontos para votar? Espero que o PS perca e que portugal continue a vingar! Vocês viram o nosso presidente na ONU? Espectáculo! Fiquei orgulhosa. Bom post, lenny, e já: nós por cá gostamos da boa fortuna :-)

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