O Líbano foi a votos, pela primeira vez em nove anos, no passado Domingo. Espera-se que o Hezbollah e aliados aumentem a sua representação no parlamento composto por 128 deputados. Mudanças foram feitas: os emigrantes puderam votar pela primeira vez, o sistema de voto foi alterado (para representação proporcional) e reduziu-se o número de distritos. Diz-se que estas mudanças favorecem o Hezbollah (um Grupo Terrorista Híbrido). Que cenários interessantes poderemos vir a ter se o Partido de Allah aumentar o seu poder no Líbano?
Cenário A
O Hezbollah toma conta do Líbano. Um Grupo Terrorista assume controle de uma Nação – encorajando assim outros grupos terroristas que acreditarão que vale a pena ser paciente o suficiente para atingir os seus objectivos através do terrorismo, principalmente se se aliarem a um Estado-Patrocinador.
O Partido de Allah irá aproveitar a sua nova posição para dar uma nova forma à arena Política Libanesa: gradualmente minará a posição de Saad Hariri; transformará lentamente o Líbano numa Teocracia, com o Irão a comandar as operações; irá eventualmente expulsar os Cristãos do Parlamento (se não for do país, se bem que conhecendo o Hezbollah eles manterão alguns Cristãos prominentes em casa para poderem chantagear e extorquir Cristãos libaneses no estrangeiro); e irá declarar guerra contra Israel, dado o seu amplo acesso às Forças de Segurança e Militares libanesas.
Conseguem imaginar o Hezbollah com acesso ao inventário da Força Aérea libanesa? Ainda que seja um inventário humilde, poderá todavia fazer muitos estragos se usado com perícia. Tal cenário é absolutamente inaceitável para Israel e, deste modo, quando a guerra rebentar uma das primeiras coisas a fazer poderá ser atingir a magra Frota Aérea libanesa.
Cenário B
O Hezbollah faz uma aliança com Saad Hariri e assume controle do desígnios do Líbano. Saad Hariri, um Sunita, será feito refém da agenda política iraniana e o Líbano será mais uma carta no deck do Médio Oriente dos Ayatollahs: Iraque, Síria, Líbano, Iémen...quem se segue? A Jordânia?
Os iranianos já nos mostraram que não se limitam às linhas sectárias: eles trabalham bem com os Sunitas quando lhes é conveniente (Hamas, Fatah, Al-Qaeda, Khorasan, ISIS e o Recep Erdogan). Logo, se for necessário o Irão irá fortalecer a Irmandade Muçulmana para desestabilizar a Jordânia, conduzi-la ao caos para aos poucos depôr o Rei e estabelecer outra Teocracia na região. Lembremo-nos que a Jordânia é de interesse vital para os EUA, e o Presidente Rouhani já ameaçou os Estados Unidos com uma severa retaliação em caso de perturbações no Acordo do Irão. Mas se o Irão atacar qualquer um dos interesses Americanos no Médio Oriente, aconselhamos a Administração Trump a soltar o Leão de Sião e a resolver o problema de uma vez por todas.
Cenário C
O Hezbollah convence o Parlamento libanês que Israel está a faze ingerência nos assuntos internos do seu país e que a ameaça deve ser contida de uma vez por todas – aqui devemos reconhecer a Assinatura Europeia de acusar os Judeus por tudo o que corre mal nos seus países – e por isso irão arrastar o Líbano para uma Guerra que irá certamente produzir uma assustadora destruição e uma mudança absoluta de como se joga o Jogo Político no Médio Oriente.
Isto não é 2006. Em 2018, 12 anos depois, Israel não aceitará ser atacado pelos proxies iranianos (seja o Hamas, a Jihad Islâmica, a OLP ou o Hezbollah) e preocupar-se com a Media. O mundo já foi avisado: se a ONU não consegue fazer o seu trabalho e a UE continuar a patrocinar a tentativa de massacre de Judeus e de cidadãos israelitas, tanto na Terra de Israel como no estrangeiro, então o Estado Judaico poderá ter que improvisar, adaptar-se e vencer de uma vez por todas.
Guerra Iminente
Qualquer cenário irá conduzir à guerra – com os cumprimentos da União Europeia que capacitou os Iranianos e vários Grupos Terroristas no Médio Oriente. Mas os Europeus não estão sozinhos: os Sul Americanos e os Africanos (os mesmos que buscam desesperadamente a reforma do Conselho de Segurança da ONU para poderem nele entrar e controlar os desígnios do mundo) também ajudaram e favoreceram o Irão, o Hezbollah, a OLP, a Al-Qaeda, o Al-Shabaab, o Boko Haram e o resto da camarilha jihadista. Olhem para países como o Brasil que estão envolvidos pelo fogo e pela violência desde que partidos de Esquerda tomaram conta do Governo – será que algguém já se deu ao trabalho de olhar para a relação promíscua entre o ex-Presidente Lula e o Irão?
Vem aí a Guerra. Mas de que tipo de Guerra é que estamos a falar? Depende dos passos que a Comunidade Internacional der:
- Irá continuar a permitir que grupos como o Hezbollah sejam donos de Bancos e de negócios fantasmas para lavarem dinheiro (que lhes permite dar a volta às sanções)?
- Irá permitir que o Hezbollah, um Grupo Terrorista, se apodere do Líbano?
- Irá continuar com a sua política de ambiguidade (ao diferenciar entre o Hezbollah Braço Militar e o Hezbollah Braço Político, quando não há diferença nenhuma)?
- Ou irá fazer o que está certo para variar?
A Guerra tem muitas caras e há maneiras de travá-la sem provocar uma absoluta destruição. Contudo, na maioria das vezes a destruição implica construção e se o mundo quiser empurrar certas potências mundiais a gerar uma completa destruição para promover uma construção duradoira e desenvolvimento, então que seja. Como é que vai ser? Faites vos jeux...
(Imagem: Hezbollah[Ed] - Google Imagens)
Olá, Max!
ResponderEliminarSe o mundo quer ver o circo pegar fogo: vamos para a guerra, mas desta vez Israel não pode recuar, nem ceder, nem sequer vacilar a quem quer que chore.
beijocas