Portugal: Ser Pobre Não É Ser Leproso - Há Que Ser Pró-Activo!



O Instituto Nacional de Estatística (INE) diz que em 2017 havia em Portugal 2.399.000 pobres, menos 196.000 do que em 2016. Ó, agora estamos todos muito consternados com a situação dos pobrezinhos, todos exigem medidas para acabar com a pobreza, outros culpam o governo de Passos Coelho, outros como a Catarina Martins ainda “exigem um conjunto de medidas públicas”.

  • Os que exigem medidas para acabar com a pobreza são uns idiotas porque segundo De*s e Jesus Cristo pobres sempre existirão na terra 
  • Os que culpam o governo de Passos Coelho são uns insidiosos de primeira apanha porque a eminente bancarrota devido ao endividamento privado e público atingiu o auge no segundo mandato do então socialista primeiro-ministro José Sócrates 
  • A Catarina Martins que meta as suas ideias para solucionar o problema da pobreza num lugar escuro e inominável: medidas públicas?

Yah, há pobres em Portugal como os há em todo o lado. Esta naturalidade transformou-se em problema quando os marxistas o transformaram num hino da esquerda internacional e desde logo ficou estabelecido que a existência da pobreza e miséria crónicas seria uma narrativa constante para que, à custa dos desfavorecidos, incapacitados e desarreigados, se alimentar a revolução emocional para – assim – se manterem no poder ou na sua periferia, com o propósito de penetração.

Como em tudo, há vários tipos de pobreza: temporariamente longa, a crónica e de escolha. 

Quando o INE anuncia números daquela natureza deve fazê-lo servindo-se de uma precisão extraordinária: sim, sabemos que as crianças e os idosos são o elo mais fraco, mas resta saber se no caso das crianças os pais sabem quais são os dispositivos e mecanismos que podem ser accionados para mitigar um tempo de crise prolongada. É preciso também saber se os pais destas crianças já se deixaram derrotar pelas circunstâncias; se os idosos são os abandonados na sarjeta dos hospitais pelos familiares ou se são reformados tramados pelas Câmaras Municipais da sua residência com as mil e uma taxas e acréscimo de IVA nas contas da luz, água e gás (e como a pensão é miserável caem em desgraça).

É ainda necessário saber se os desempregados são pessoas com formação superior e disfuncionais que não aceitam fazer qualquer coisa pela vida; se as pessoas estão semi-desempregadas e a beneficiar de subsídios e se sintam acomodadas com a sua condição e sem se aperceberem que prejudicam quem os rodeia; ou então se são pessoas que escolhem a pobreza como modo de vida; ou ainda mais perversamente se são indivíduos que são pagos para posar como pobre por algum interesse obscuro .

Perante o alarme soado pelo INE, antes do descabelamento enfeitado de frases feitas e da proposição de medidas absurdas e gastas como convidar o estado para tratar de um assunto no qual está mais que embrenhado sem resultados palpáveis; temos de parar e pensar seriamente como mitigar a pobreza e como ajudar o maior número de pessoas a ultrapassá-la – de modo a evitar-se o resvalamento para a miséria.

Plano de Emergência Contra a Pobreza

Quem é pobre não deve olhar para si próprio como sendo um estigma social, embora seja inegável que perturba o funcionamento interpessoal; é também verdade que ser pobre e sequioso de bens materiais pode conduzir as pessoas para uma vida de transviamento; como soe dizer-se “enquanto o pau vem e vai folgam as costas”, o que no meu conceito quer dizer que há que saber oxigenar o cérebro e pensar; logo, pobres de Portugal vamos esquecer o governo e vamos aqui organizar um plano de emergência e de co-ajuda:

  • É pobre, não é leproso; logo não se esconda nem se envergonhe e quem disser que nunca caiu está a mentir ou é um ladrão desqualificado
  • Tente saber na sua comunidade/bairro através do pároco da freguesia quem esteja na mesma situação
  • Conversar, formar um grupo e arranjar um ponto em comum para produzir e vender coisas simples do dia a dia
  • Façam o básico como: aventais, biscoitos, bolos, bordados, crochet, cachecóis, pão, pegas de cozinha, pastéis variados, sopas para as “madames” que não têm tempo de fazer uma sopinha caseira livre de químicos das comidas pré-feitas dos supermercados. 

Já estou a ouvir daqui a chamarem-me nomes. Com certeza que sem material para iniciar a actividade, a minha sugestão é idiótica. Pois bem, têm mesmo que organizar-se em grupos de cinco ou dez e rogar ao pároco que faça as demarches necessárias junto dos congregantes mais abastados e talvez até se surpreendam com a ajuda de gente simples e boa que queira simplesmente ajudar o próximo. Assim verão que farinha, ovos, açúcar, fermentos, agulhas de cróchet, novelos de lã, linhas de bordar, sobras de tecidos e vegetais surgirão para iniciarem a vossa empreitada.

A maioria do povo português não é invejoso e isto já é um aval para o sucesso, nem todos os párocos e/ou padres são elementos desinteressados e acomodados. Ó gentes de Portugal, embora haja o Banco Alimentar, os restos de refeições dos restaurantes e Instituições que oferecem a sua solidariedade, têm de concordar que é bom produzir algo para a auto-dignificação sua e da família e ao mesmo tempo contribuir para a sua comunidade.

Os políticos estão ali para se safarem a si e suas famílias. 

Você como parte integrante do povo que os alimenta, enchendo-lhes os bolsos, não pode cair na ilusão e esperar indefinitivamente por uma solução que nunca virá;  eles querem que você seja pobre para que nas campanhas falem da sua pobreza com promessas de ajudas que nunca virão à luz do dia. Por isso, deixe-se de lamentos, deixe de ser mais uma estúpida que quer entrar para as estatísticas, levante-se e peça ajuda real: seja senhora do seu nariz e comandante da sua casa e líder dos seus filhos. Refiro-me mais às mulheres, mas se é homem e está nesta condição revoltante, o plano aplica-se a si também, com a possibilidade de acrescentar outras actividades.

Não me cansem com um problema que não é problema: nem todos serão ricos, outros serão classe média, mas o pobre pode transformar-se num remediado digno que poderá (ou não) ascender para outro patamar, mas pobre miserável e acomodado ao estilo terceiro mundista não é aceitável: seja um pobre pró-activo porque tem mecanismos ao seu dispôr.

Até para a semana

PS: Cuidado com os preços a cobrar: não queiram ficar ricos da noite para o dia porque senão voltarão a cair (a ganância é um cancro). 

(Imagem: Cartoon[Ed] - Ivan Cabral via Google Imagens)

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Comentários

  1. Mana, maningue nice! A sério! Ser pobre não quer dizer que seja porco, que viva na sujidade, na doença que é resultado dessa sujidade. Ser pobre não é não ter dignidade, não é doença contagiosa! Sim, pode-se ser pobre por opção mas fogo trabalha, sê limpo, tem dignidade! Espero que muita gente leia isto e já sabes: voto em ti! hehehehe

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    1. Olá, Carlitos!
      Por seres o meu moçambicano favorito, aceito o teu voto, caríssimo!

      Aquele abraço, resistente de Moza

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  2. Olá Lenny,

    Pá, fizeste-me lembrar o PM Modi que também disse aos pobres da Índia para se mexerem e para limparem as suas ruas, visto que pobreza não é equivalente a porqueza e à inacção.
    E é por isto que nutro um profundo amor à Direita: nós primamos pelo desenvolvimento humano e não pela standardização de comportamentos e estereotipação de raças e de classes sociais (para fins políticos).

    Haja respeito pelas pessoas (e a esquerda não tem nenhum por elas).

    Obrigada pela tua mensagem poderosa!

    Beijocas

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    1. Olá, Max!
      Obrigada, minha linda patroa.

      Beijocas

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  3. Lenny, boas dicas de como combater a miséria. Ser pobre não tem de significar ser miserável; por isso bom trabalho, caríssima.

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    1. Olá, CCG!
      Espero que alguém aproveite, porque não está com nada contar com os tipos que estão no governo, pois eles nada farão pelo povo.

      Ciao, bella mia!

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  4. Infelizmente é isso: os políticos estão ali para si, pelo menos a maioria que até recai no PS! Os que realmente se importam vêem-se isolados e impotentes no meio de tanta corrupção. Mas as tuas dicas são o máximo, lenny. Espero que alguém que opere numa ONG leia isto. Feliz Yom Yerushalayim!

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    1. Olá, Cêcê!
      Ó pá não me fales em ONG, são todos uns capciosos, têm todos uma agenda nefasta. Cada um que se associe com os da sua comunidade "todos por um e um por todos".
      Para o ano em Yerushalayim...., darling.

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  5. Que Deus tenha misericórdia de todos nós, lenny! Só Deus para nos ajudar perante tanta incompetência! Pobres haverão sempre bem disse o nosso bom senhor Jesus Cristo, mas nós devemos ajudar a mitigar a sua pobreza não tentar acabar com ela porque e se a pessoa não quiser, hein? Não se pode obrigar as pessoas a serem classe média ou mesmo ricas, não é verdade? Que Deus a abençoe, lenny por tentar ajudar os mais desfavorecidos! Oremos pela nossa irmã!

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    1. Olá, Mary Jo!
      Amén, minha amiga!
      Vivemos numa sociedade aparentemente livre; por tal as pessoas podem ser livres de escolher o que pretendem da sua vida, mas as crianças e idosos merecem da parte de todos nós, uma dedicação e proteçcão extremosas.

      Beijinhos, amiga!

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