Ser Islamofóbico ou Islamocéptico, Eis a Questão

 Imagem de Cairo - David Roberts

"[Afim de se] protegerem da crítica, os Islamistas inventaram o termo 'Islamofobia' para difamar os seus críticos" -- Bassam Tibi

Os islamistas lançaram um duplopensar ao Ocidente e muitas pessoas (geralmente as mais influentes) caíram na armadilha. Isto significa que nenhum indivíduo pode criticar um islamista sem ser chamado de islamofóbico - i.e. um racista.
Há que admitir que foram extremamente astutos ao cunhar a expressão, tendo em conta que muitos negros (na América e na África do Sul, por exemplo) ensinaram muita gente a vitimizar-se e a capitalizar com o passado negro das nações (em vez de andar para a frente e mostrar que apesar de terem tentado deitá-los abaixo, eles sobreviveram e são tão competentes e inteligentes quanto qualquer ser capaz, sem ter de recorrer a quotas ou qualquer outra medida social vexante)
. Resultado: se um não-negro se dirige a um negro da "maneira errada" é racismo; mas se um negro fôr ofensivo para com um não-negro, então é justificado devido à repressão do passado.

Não obstante, continuamos com um problema em mãos: os islamistas, muitas das vezes patrocinados por países como a Arábia Saudita e o Qatar (através de centro culturais islâmicos, Madrasas etc), estão a tentar empurrar-nos para o abismo da involução; e os nossos políticos, juntamente com outros na sociedade civil, estão a tentar varrer o problema para debaixo do tapete.
O dilema tornou-se tão grande que em Birmingham, na Grã-Bretanha, várias escolas foram tomadas de assalto por islamistas que impuseram a segregação de género e tentaram alterar o currículo académico de modo a aquele se focar somente nos ensinamentos islâmicos. O governo está agora a tratar do assunto após ter recebido uma carta anónima denunciando a tomada de assalto educativa. O PM Cameron, no mês passado, escreveu "Nos últimos anos temos corrido o perigo de enviar uma mensagem perigosa: que se não quiserem acreditar na democracia, está tudo bem; se a igualdade não é algo que lhes agrade, não se preocupem; se forem completamente intolerantes para com os outros, nós ir-vos-emos tolerar na mesma. Tal como eu disse previamente, este tipo de atitude não só deu azo a divisões, mas também permitiu que o extremismo - tanto violento como não-violento - florescesse." - Premier Cameron, infelizmente toda a Europa já enviou essa mensagem e agora o Gremlin cresceu ainda mais e está mais feio.
O comportamento de um estado pode ser influenciado por percepções e, neste momento, David Cameron parece ser o estandarte do combate pela preservação dos valores, não só britânicos como também, europeus.

As eleições europeias, em Maio, resultaram na ressurreição dos partidos da extrema direita cujo tema central de campanha foi a islamização da Europa. Serão eles islamofóbicos, paranóicos? Talvez, mas eu diria que eles tiraram partido de uma situação que borbulha de entre os europeus - que já se aperceberam da crise de identidade e de valores há muito tempo, e só vêem os seus representantes políticos a serem demasiado cautelosos em vez de lidarem com o assunto de uma vez por todas. Ao votarem na extrema direita, os cidadãos estão a dar um aviso aos seus líderes, antes que seja demasiado tarde.

A política não é um jogo fácil: demasiados interesses, demasiado dinheiro a rolar por aí, demasiado ego na jogada, demasiado perigo. Muitos de nós conseguem certamente entender isso. Mas será que um povo enfadado compreenderá?

Eu aprecio a minha liberdade de expressão. Este direito humano concede-me a liberdade de criticar o que acredito ser um ataque aos valores e direitos adquiridos ocidentais.
Por exemplo, as mulheres lutaram pelo direito ao voto, pelo direito à rejeição do corpete (se assim o desejassem), lutaram pelo direito a participar de forma activa nos desígnios da nossa sociedade, elas contribuiram para o nosso desenvolvimento, e elas trabalharam ao lado dos homens para construir o mundo que conhecemos e amamos; logo, não penso que devamos aceitar ordens de islamistas no que toca às liberdades das mulheres em terras ocidentais. Se as senhoras muçulmanas desejam usar o seu niqab, a sua burka e qualquer outra peça de vestuário que ofenda a memória das Mulheres que lutaram pela emancipação feminina, são bem-vindas de fazê-lo em terras islâmicas anacrónicas.

Serei uma islamofóbica? Não, porque não tenho medo dos islamistas nem os acho repugnantes. Sou contudo uma islamocéptica.
Sou céptica em relação ao tipo de muçulmano que não se rege pela máxima "vive e deixa viver" e quer impôr aos demais as suas crenças, os seus valores e a sua visão do mundo.  Sou céptica em relação áqueles muçulmanos que rejeitam integrar-se na nossa sociedade. Sou céptica em relação aos muçulmanos que pervertem o Islão e a história islâmica para propósitos políticos. Sou céptica em relação áqueles muçulmanos que odeiam e incitam ao ódio.
Sou uma islamocéptica porque duvido, questiono e discordo daquele tipo de muçulmanos que corrompe a Vida e a Paz.

E vocês, são Islamofóbicos ou Islamocépticos?


Comentários

  1. Nem uma coisa nem outra, não acho que lhes deva dar essa importância toda! São seres humanos como eu, se me deixarem em paz tudo bem, se não temos problemas; mas isso é como com qualquer pessoa! Mas isso não quer dizer que não esteja a ver o problema que eles representam neste momento.

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  2. Olá, Max!

    Deus sabe o quanto os amo, aos meus primos que professam o islão; Deua sabe as saudades que sinto do cheirinho das especiarias no quiri da tia Nacira; mas neste momento, quanto a mim, o islão é uma crença detestável: "afasta de mim esse cálice, Pai"!

    Não sou uma coisa nem outra, simplesmente os acho uma perturbação sanguinária e monstruosa!

    Bjcas!

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