Portugal Vai Mal Mas o Importante É a Eurovisão e o Museu da Emigração


Noblesse oblige que eu estenda os meus parabéns ao Salvador e à Luísa Sobral pelo seu êxito no festival da Eurovisão. Mas o que me causou estranheza não foi certamente o outpouring dos saloios na Assembleia da República, mas a escolha de palavras por parte do primeiro ministro António Costa:

 “Expressão pessoal do sentimento” 

Tradução: quando fui obrigado a ver o vídeo detestei os seus maneirismos. 

Por parte do presidente Marcelo R. Sousa – porta-voz do governo da esquerda radical – ao afirmar:

“Quando somos muito bons, somos os melhores” 

Tradução: os políticos portugueses têm-se agachado na perfeição perante a Internacional Socialista (IS), esta intimou os seus satélites a declararem o social-economic soundness de Portugal como extraordinário e para elevar o moral do povo, a IS instruiu a malta da Eurovision a votar em Portugal; e a temperar a votação nas redes sociais para que o prémio fosse atribuído ao Sobral. O resto como é bom de ver é cantiga da rua.    

Os Socialistas só podem estar debaixo da influência dum delirium tremens. Os seus parlamentares, imbuídos na cabala do bem-estar nacional, convenceram-se de que já fizeram tudo o que há a fazer pela nação, daí toca a passar uma proposta para a construção dum museu dedicado à emigração; ora de todos os museus existentes em Portugal, o da emigração é evidentemente uma necessidade básica sem a qual os portugueses não sobreviverão: quão cretino é isto?

Falando sério, um amigo meu contou-me o seguinte:
  • Há passageiros vindos de Angola que aterram nos aeroportos nacionais (Lisboa, Porto) deixam as suas malas e regressam para Luanda no mesmo dia. 
  • Abertura de contas a granel para cidadãos comuns angolanos em bancos portugueses na zona metropolitana de Lisboa.
  • Existe um escritório de uma empresa privada em Luanda que emite vistos e cidadania portugueses para angolanos endinheirados mas com maior incidência para cidadãos persas, libaneses, qatares, turcos etc, etc.
  • Angolanos com autorização de permanência em Portugal quando regressam ao seu país de origem vendem o documento para os angolanos ilegais em Portugal. 

Não serão estes tópicos do conhecimento dos políticos portugueses? Se a resposta é negativa, então além de inacreditável é também suspeito porque o franco-angolano que me relatou o acima descrito, confidenciou-me que os grupos de pressão portugueses estão ligados a alguns políticos nacionais. Se a resposta é sim, então porquê ocupar o tempo na assembleia da república com futilidades como a paixão de Luaty, a cantilena dos Sobral ou ainda a criação de um museu supérfluo? Não deveriam os deputados estar a legislar e disponibilizar às polícias os meios para melhor entender o significado de tais movimentações e combatê-las eficazmente?

O parlamento, na semana passada, andou às voltas com propostas e contra-propostas sobre a segurança nacional, e um dos tópicos era do tipo “Não, essa gaja do PSD não pode chefiar o departamento, porque não tem perfil...” a outra cretinice era “Se dermos/vendermos a nacionalidade a um cidadão que entretanto se transformou num terrorista vil, pronto não há crise, como lusitano dos quatro costados, só pode ser preso, alimentado e reintegrado na sociedade depois das merecidas férias nos calabouços”. Bem, como eleitora e cidadã portuguesa aconselho-vos a não perderem tempo com picardias estúpidas, porque a única coisa a fazer é apertar ainda mais a malha da atribuição da nacionalidade, e munir o Serviços de Estrangeiro e Fronteiras (SEF) com os meios para evitar erros que poderão custar vidas ao povo português.

Até para a semana    


[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Os políticos são todos patéticos, ou então estão todos nos bolsos de alguém!

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    1. Olá, Anónimo!
      Creio que estejam nos bolsos de alguém.

      Cumprimentos

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  2. Começo a achar que há demasiado pão e circo em Portugal. E quando se dão ao trabalhar de divertir o povo desta maneira é porque o real estado da nação vai de mal a pior, só que não convém que o povo saiba, nem que se aperceba. Já vimos isto antes, não?

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    1. Olá, CCG
      Pão e circo, só?

      Boa semana de trabalho, cherie.

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