Mulheres: Falsidade ou Relativização?


As mulheres estão perdidas. A sua auto-estima está na sarjeta. Elas são tudo menos originalmente fêmeas.

Está estabelecido que falsidade é um engano, mentira e/ou alteração da verdade. Contudo, para além daquele tipo de falsidade que pode provocar mágoa e danos morais noutrém, existe também um outro género de falsidade que, apesar de revestido de incompreensão, é tolerado e até aceitável, como por exemplo: se uma mente extremamente positivista for analisada por uma outra que se julga racional, esta dirá que a primeira se está a enganar a si própria e de caminho agasta quem não compreende os seus devaneios - i.e. Esperanças ou a crença no impossível. Bom, serve esta conversação para dizer que até a falsidade é ferida de relativização.

Mas mesmo na relativização da falsidade há que impor um postiço de honestidade. Porquê? Porque, no caso da mulheres, parece que as de hoje em dia regrediram para o tempo em que as coitadas eram obrigadas a andar com o “cinto de castidade”, dando assim uma valente estalada na pobre da Gabrielle Chanel que tanto se esforçou por libertar o look do mulherio. Senão vejamos:

Númeno Branco

São seres de pele pálida que se passeiam pelo mundo, travestidos de mulheres (intervencionadas cirurgicamente ou com botox). São todas loiras e, de tanto tintarem o cabelo, este parece palha, no qual enfiam uns ganchos junto ao escalpe para alongar ou engrossar os ditos fiapos que lhes cobre o crânio. As sobrancelhas são implantadas, as pestanas são coladas, as unhas são silicone, as mamas são implantes salinos, o ventre aspirado e desprovido de gordura, nádegas implantadas, vagina desprovida de uma das lábia - usada para aumentar os lábios da boca cujos dentes putrificados vêm-se velados por facetas dentárias.

Estes seres têm uma pele quase queimada de tanto UVA, uma cara rígida quase sem movimentos de tanta operação, ou botox; os seus olhos parecem de um espantalho. De tanta martelada, os seus narizes parecem os de um pássaro, as suas bochechas parecem duas bolas desalinhadas. Os seus lábios parecem uma vagina inflamada com uma qualquer DST ou cozidos por uma bebida cafreal moçambicana chamada ximatana (uma aguardente consumida pelo mais reles dos reles ou por alcoólicos sem recuperação possível).

Númeno Negro

São seres de pele escura que se passeiam pelo planeta, travestidos de mulheres de fenótipo africano. Algumas são aloiradas (aceitei a Tina Turner, porque a certas lutadoras perdoa-se-lhes alguma pirosice) mas na sua maioria são morenas. Alisam o cabelo industrialmente de tal modo que o enfraquecem, e quando pretendem descansar usam extensões cosidas ou entrançadas na fibra capilar.

Alguns destes seres também têm os seus narizes martelados, mas como têm a sorte da sua pele não encarquilhar facilmente, não fazem tanto uso do botox, embora os seus ventres também apresentem o síndrome masculino.

Quando era moçoila, despreocupada e desocupada, lia aquelas revistas pretensamente especialistas na beleza feminina. Confesso que se não tivesse um vasto número de mulheres na minha família, talvez tivesse sido uma bulímica ou suicida; porque os tais especialistas pretensiosos apregoavam que os peitos bonitos e sensuais seriam aqueles que no caimento dificilmente segurassem um lápis. Ora, hoje em dia, não só não seguram o lápis como são falsamente monumentais e quando as portadoras estão na posição horizontal exibem uma cavidade lateral mesmo junto aos implantes.

Nesse tempo de carefree, em conversas familiares, as mais claras e as menos castanhas diziam que algumas primas nossas tinham os lábios grossos; ou quando queriam ser mázinhas diziam “fulana tem lábios de guarda-chuva”. Hoje, os gabinetes de cirurgiões plásticos estão cheios de caras pálidas à procura de engrossar os seus lábios. Lembro-me também dos rabos de prateleira (para os traseiros naturalmente avantajados); e neste mesmo instante estarão umas bimbas a implantar os traseiros à la Kim Kobayashi - ou à la Brazilian, como soe dizer-se hoje em dia, como se os glúteos avantajados fossem uma marca registada do Brasil.

Minhas congéneres, e depois? 

Quem sois vós quando no recanto da vossa casa vos despis das sobrancelhas, pestanas, das nádegas almofadadas, peitos almofadados, sorriso aprisionado pelo botox, sacos mamários, bundas postiças, ganchos dos cabelos? E vós, minhas belas africanas, como fazeis quando o vosso homem vos toca nos cabelos cosidos?

Juro, sinto tanta indiferença pelo vosso tipo de pessoas! E também me sinto compelida a ter pena das strippers a quem vós também tentais roubar a luz da ribalta quando andais na rua calçadas com aqueles sapatos incompreensíveis que, na certa, sufocam as vossas canelas e tornozelos. Tantas batalhas femininas para isto?
  • Queridas, por favor descartem as mini saias (estas são para as rapariguinhas) - porra, já repararam nos vossos joelhos infantilizados, magricelos e engelhados? Dá dó!
  • Queridas, depois dos 50 anos (mesmo sendo evangélica radical), por favor, descartem-se do possidonismo dos cabelos compridos porque pareceis uma figueira sem figos.
  • Queridas, já aqui mencionei que engoli o facto de certas mulheres serem olhadas de lado porque não coleccionaram, na juventude, uma carteira de amigos coloridos (roubando trabalho às prostitutas); estou aos poucos a familiarizar-me com o facto das habitués do reality shows estarem a roubar o trabalho às strippers.
  • Mas queridas o quê que se segue: ver mulheres maduras no youtube a fazer danças de burlesque?

O que irá sobrar para as verdadeiras fêmeas? 

Nada, ou quase isso, porque os homens que estão a ser criados pelos seres acima descritos não sabem reconhecer, nem respeitar, uma mulher na verdadeira acepção da palavra:
  • Se uma mulher resolve deixar certos serviços sexuais para quem o faz na perfeição (as prostitutas), é vista como anormal já que apanhar doenças cancerígenas - devido ao sexo oral, segundo os médicos - para depois se morrer de doença prolongada...
  • Se uma mulher não tiver no seu quarto a barra metálica para fazer umas malabarices e no processo der cabo da espinha, já não é coitável...
  • Se uma mulher não é uma Von Teese também já não é uma boa qu*ca.
Os homens andam tolhidos. E aqueles que queiram simplesmente estar com uma dama, e valorizá-la, correm o risco de não arranjar com quem passar um bom bocado para assim se abstraírem da trapalhada que são as excessivas solicitações diárias.

Por tudo isto, repito: mesmo na relativização da falsidade há que impor um postiço de honestidade.

Até para a semana

(Imagem; A Carta de Amor - Jean-Honoré Fragonard)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Xiiiiii! Hehehehehehe ai lenny, realmente as mulheres estão muito artificiais. Olha, eu é que não quero uma dama plástica! Gosto das minhas damas fortes, verdadeiras e de cabelo delas mesmo! Obrigado pela gargalhada, mana.

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    1. Olá, Carlitos!
      Sempre que queiras ficar bem disposto, passa por cá ;-)

      Aquele abraço, sobrevivente de Moza

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  2. Hehehe Tenho uma vizinha que encheu os lábios de botox e ela fazia-me espécie mas agora estou a ver que é porque fazia lembrar mesmo as partes privadas de uma dama demasiadamente rodada, sem cuidados médicos. Olhe lenny, fiquei com má impressão das mulheres que desfilam pelas ruas desta maneira. A menina descreve um quadro tão negro que enviarei este artigo à minha filha na esperança que ela jamais recorra a tais...métodos de acasalamento. Um abraço
    JP

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    1. Olá, João Pedro!
      O rico é tão querido! Conheci a sua menina quando me pediu que lhe levasse aquela encomenda a Edinburgh.
      Por Zeus, homem, pelo que vi a sua menina não pertence ao calibre dessa gente; mas se a quer fazer rir: esteja à vontade.

      Só faz esse género de bizarrice quem já foi apanhado na teia da massificação e, como são eles que vão futuramente governar o planeta, atrevi-me a fazer este reparo para que a sociedade não resvale para a miséria de costumes.

      Pessoas como nós estaremos de certeza numa ilha comprada à Grécia, onde estaremos livre da extorsão fiscal, da esquerda frenética e invejosa, dos reality shows, de comentadores televesivos ignorantes, do Parlamento europeu e a respectiva Comissão comprados pelos árabes, do ram-ram anti-semita, do mau gosto e da pulhice humana no geral.
      Pas de soucis, mon cher!

      Um abraço

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  3. Olá Lenny,

    ROFL ROFL ROFL ai meu Deus, já me doi a barriga. LOL

    Não conheço ninguém que se tenha sujeitado à humilhação do botox e das cirurgias plásticas; mas conheço as moças do cabelo cosido. O trend é tão corriqueiro que quando vou a África, as manas perguntam-me se o meu cabelo são extensões (admiradas com a qualidade das mesmas) lol...coitadas.

    Lenny, obrigada pela gargalhada. Bem precisamos de humor no meio de tanta parvoíce no mundo.

    Beijocas e Shabbat Shalom

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    1. Olá, Max!
      Essas queridas quando coçam a cabeça ouve o raque-raque; nem quero imaginar aquelas cabeças durante os meses de verão: quel infer!

      Ainda bem que te fiz rir, boss!

      Beijocas e Shabbat Shalom

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  4. Hahahahahaha ó meu Deus, lenny, mataste-me com essa. A sério! Por acaso já usei peruca e extensões mas o meu namorado não gostava por isso I went natural. E sabes que mais? Até gosto! Era pura preguiça de pentear e tratar do cabelo todos os dias, mas agora tá-se bem, vale a pena. As magweres que se plastificam ficam ridiculas, e então quando põem lábios, meu Deus...parece boca de fififi. Gostei e obrigada pela gargalhada!

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    1. Olá, Leila!
      Natural is beautiful, o teu namorado tinha toda a razão; darling!
      Beijocas

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