Moçambique: País Patrocinador de Terrorismo por Proxy?


Moçambique tem um enorme potencial para se tornar uma das maiores economias africanas; no entanto os seus líderes insistem em travar o seu progresso: sem desenvolvimento humano, não há desenvolvimento real.
Há quem tenha sugerido que a eleição do Presidente Filipe Nyusi trouxe esperança de que a realidade de muitos moçambicanos vá mudar; contudo, pelo que temos estado a ler, essa mudança não poderá ser produzida enquanto a corrupção corrosiva continuar a infectar o seu país.

Em 2010, o Wikileaks expôs que os EUA estavam preocupados que o topo da liderança moçambicana (incluindo o então Presidente Guebuza) estivesse envolvido no tráfico da droga. Os cabos também diziam que ainda que Moçambique não fosse um "narco-estado totalmente corrompido" (como a Guiné Bissau) era ainda assim o "segundo país africano mais activo para a actividade dos traficantes de droga, a seguir à Guiné Bissau".
O tráfico de droga, em Moçambique, é controlado por Mohammed Bashir Suleiman e Ghulam Rassul Moti (ambos de origem paquistanesa, com escritórios no Dubai) com a benção do governo. Vários relatos afirmam que o ex-presidente Guebuza e Suleiman são amigos próximos (tendo inclusivamente o último financiado a campanha eleitoral do primeiro).

Outros cabos revelaram que as drogas fluem via duas rotas:
Rota 1 – chegam de avião a Moçambique, oriundas do Brasil, via Johannesburg, Lisboa e Luanda, para depois seguirem, por terra, para a África do Sul para fornecer ou o mercado local ou voar para o mercado europeu.
Rota 2 – chegam de barco, oriundas do Paquistão, Afeganistão e Índia, aos portos de Maputo, Beira e Nacala (geridos por pessoas directamente ligadas a Suleiman e ao ex-presidente Guebuza).

A oposição está a pedir a prisão do ex-Presidente (o que iria resultar na investigação de muitos outros membros do Partido da Frelimo) pelo seu alegado envolvimento em dois casos de corrupção (ref: EDM e EMATUM); contudo, como poderá ser possível atender a tal pedido quando o sistema está todo viciado pelo jogo do suborno?

Sob um tal sistema, Moçambique levará muito mais tempo a desenvolver-se completamente, e a concretizar o seu potencial, já que a riqueza do país acabará sempre nas mãos de uma elite desconsiderada e criminosa. 
Será possível, após décadas de corrupção corrosiva sancionada pelo estado, mudar o modo como as coisas são feitas naquele país? É. Se o presidente Nyusi de facto tiver vontade política para melhorar a situação dos moçambicanos, ele poderá fazer pequenas alterações sem perturbar as oportunidades empresariais dos Frelimistas mais velhos, ao mesmo tempo que corta um ciclo vicioso que só prejudica o cidadão comum. Se Filipe Nyusi quer atrair investidores de peso, terá de agir.

De modo a se criar uma indústria de peso em Moçambique (afim de se gerar milhares de postos de trabalho), será necessário olhar para as ameaças à Segurança Nacional do país: o facto do governo e/ou oficiais do governo manterem negócios, participarem na prática de lavagem de dinheiro, e socializarem, com traficantes de droga paquistaneses é problemático; especialmente quando o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro estão associados à prática de terrorismo. A que grupos terroristas estará o Sr Suleiman associado, directa ou indirectamente? Participará ele em algum negócio relacionado com minérios moçambicanos, e se sim colaborará ele com Iranianos? Estas são questões sérias que precisam de respostas, sob pena de Moçambique se tornar conhecido como um estado-patrocinador de terrorismo por proxy.
Falando ainda de assuntos de segurança: há uns anos atrás, os Serviços de Informação moçambicanos convidaram Israel e os EUA para treinarem os seu agentes e forças armadas em operações de contra-terrorismo. Fontes revelaram-nos que os dois países foram des-convidados porque o governo sofreu pressões do Sr Suleiman e dos seus associados. Se juntarmos esta informação à repentina proliferação de mesquitas em Maputo (NB: comparar com relatórios de que a Arábia Saudita se ofereceu para construir 200 mesquitas na Alemanha, como solução para a crise da migração), dever-se-ia concluir que Moçambique tem um problema grave e, logo, um investimento massivo que de facto contribua para o desenvolvimento humano nacional será mais difícil de concretizar.

A FRELIMO acha que pelo facto de ter lutado pela independência (ainda que não o tenha feito sozinha), e ter aceitado uma má proposta dos Socialistas Portugueses, tem todo o direito de governar Moçambique para sempre, meter os seus recursos naturais no bolso, deixar o povo moçambicano à míngua e abrir os seus portões ao Terrorismo Islâmico.
Se a FRELIMO continuar na mesma senda, acabará por corroer o país. Desenvolvimento no papel não é um real desenvolvimento.

O nosso conselho é limpar a casa e melhorar o sistema. Como? O Dissecting Society tem um plano. Mas se Moçambique estiver interessado em concretizar o seu potencial, terá de nos contactar.

Comentários

  1. O problema são os dirigentes (nunca serão líderes) africanos que se menosprezam. África está a saque e nas mãos de libaneses, paquistaneses, iranianos, turcos etc etc..
    É por isso que qualquer borrabota pensa que pode chegar a África e comprar qualquer preto.
    E pensar que nesses países se diz zorqa free, a não ser que sirva para trabalho escravo e se for cristão é morto como se fosse um porco sarnento.
    Tenho a certeza que quando o povo moçambicano se fartar da bandalhada do narcotráfico: o paqui e a sua camarilha vão vender droga para outra freguesia; o Guebuza será julgado; a frelimo perderá o poleiro e o povo ganhará o controle de Moçambique livre de extorsão, de sangue sugas, corrupção, assassinatos e enriquecimento ílicito 

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    Respostas
    1. Olá Lenny :D!

      Infelizmente é isso mesmo. E agora temos o Burkina Faso a ir pelo mesmo caminho....
      Bem, a corrupção existirá sempre...mas que seja ao menos construtiva. Sim, os moçambicanos merecem ter o controle do seu país - a sua soberania não deve estar nas mãos de um bando de estrangeiros que só quer usar o país para fins imperialistas (que giro, o tal imperialismo que a FRELIMO tanto fez para combater).

      Lenny, obrigada pelo teu super comentário :D.

      Beijocas

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