Ocupa Wall Street, Roma, Londres...Ocupa-te!

Distribuição de Pão Branco de Otto Van Veen

No fim de semana passado, o mundo testemunhou uma série de protestos organizados pelo Movimento "Ocupa X": Wall Street, Ottawa, Berlim, Londres, Madrid, Roma, Tóquio e etc.
Fama est que as pessoas que participam nestes protestos estão zangadas por causa da injustiça social e financeira, e por causa de não haver traballho ou por não terem dinheiro.

Portugal teve a sua versão do dito movimento, "Os Indignados" (para imitar "Los Indignados" dos nuestros hermanos), organizado pela Extrema-Esquerda (numa pobre tentativa de reconquistar os votos perdidos nas legislativas e na Madeira [onde, nas eleições da semana passada, perderam o lugar que detinham no parlamento]). Esta versão foi tão pobre - na retórica - que os canais de notícias internacionais nem sequer mencionaram o evento.
Os indignados de Lisboa sairam às ruas para gritar "Fora com o Passos Coelhos [um Primeiro-Ministro eleito há 4 meses]!!" e "Chega de medidas de austeridade!" mais "Estão a condenar-nos à miséria!"...os indignados não sairam às ruas para exigir, ao governo, detalhes acerca de como é que o anterior governo socialista causou um desvio orçamental de cerca de €3,4 mil milhões, debaixo do nariz dos Membros do Parlamento. Os participantes do "Ocupa Lisboa" não exigiram saber como foi possível ao anterior governo gastar 70% do limite total de défice para 2011, até Junho deste ano. Não, os "Ocupa Lisboa" estiveram demasiado ocupados a proteger o poder de compra dos iPhones, das flad TVs, das Levi's, das Nikes, das saídas à noite e da marijuana - só pode ser essa a explicação para tamanha irracionalidade, e falta de inteligência política, testemunhada no passado fim-de-semana.

Os ocupantes de Berlim disseram que "O Capitalismo é uma Religião". E estavam tão zangados com o capitalismo e a injustiça social que dançaram a tarde (e provavelmente a noite) toda.
Os ocupantes de Londres também estavam zangados com tudo o que se passa e decidiram entrar em choque com a polícia de modo a expressar o seu descontentamento para com o establishment.
Os ocupantes de Roma expressavam pacificamente as suas preocupações acerca da crise económica e social quando arruaceiros Esquerdistas açambarcaram o evento para perturbar a paz e disseminar a destruição.
A ocupação de Wall Street é um protesto contra o capitalismo, disfarçado de preocupação social; mas penso que se houvesse realmente a intenção de expressar um descontentamento politico-social sincero, eles marchariam para, e ocupariam, Washington. Os ocupantes de Ottawa dizem estar solidários com o movimento "Ocupa Wall Street" (leia-se: imitar os Americanos)...

Reconheço o direito democrático a protestos pacíficos, especialmente quando os políticos não servem o Povo. Contudo, o que temos estado a assistir não é uma guerra contra os políticos e a sua péssima prestação; e nem sequer a uma acção para exigir a criação de empregos. O que estamos a assistir é a uma guerra contra os bancos, as grandes empresas e os ricos.

Faço uma pergunta: será que não há mesmo empregos ou será que as pessoas é que não estão dispostas a ter qualquer emprego? Coloco esta questão, porque em Portugal há várias indústrias  que se vêem obrigadas a "importar" trabalhadores porque os Portugueses não querem preencher certas vagas. Imagino que o mesmo aconteça noutros países.
Outra pergunta: estas pessoas estarão mesmo zangadas com o capitalismo ou estarão furiosas porque no fundo já se aperceberam que a redistribuição da riqueza nacional não funciona?

Os Movimentos "Ocupa" dizem "É tempo de colocar as pessoas e as comunidades à frente dos lucros e do grande capital" então porque não se ocupam a fazer voluntariado?
Eles que provem que colocam mesmo as pessoas e as comunidades em primeiro lugar. Que liderem dando o exemplo.

Comentários

  1. Os Indignados Lisboetas fizeram uma figura triste, quando comparados com os indignados de Wall Street, Londres ou mesmo Berlim: não sabiam explicar porque ali estavam só repetiam o mesmo mantra "Fora com Passos Coelho!" ou então "Estamos a ser roubados" como se eles não tivessem culpa alguma do estado português estar na desgraça!

    As pessoas deveriam ter vergonha na cara. Antes de acusarem os políticos, deveriam acusar-se a si mesmos: vivi acima das minhas possibilidades? Pedi demasiados empréstimos para comprar loiça que não precisava; para viajar até ao Brazil, para comprar os telemóveis, para ter um carro de ultimo modelo? Sou adepto da Cofidis?
    Donde pensavam que vinha o dinheiro para isto tudo?

    Portugal precisa de ter mais orgulho e trabalhar, em conjunto, para livrar a nação deste imbróglio (no qual se meteu)!!

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  2. Excelente matéria!! Por aqui também se "importa" trabalhadores, porque o bicho homem não evoluiu com suas máquinas? Sim, uma justificativa, afirmativa ou pergunta? (rs*)
    Querem acabar com os Bancos, grandes empresas, ricos... querem acabar com o país? Isso soa bastante retrógrado e me lembro de Chávez, afirmando que a crise mundial poderia ser o fim do capitalismo. Prefiro pensar como alguém que entende o que fala e nessa linha cito Chomsky que afirmou "O capitalismo não pode acabar porque na prática nunca começou". O capitalismo propriamente dito não começou, pois ainda vivemos um capitalismo de estado, como você afirmou acima - A economia sustenta o estado - é dessa máquina econômica que sai a tecnologia do futuro que é entregue ao poder privado para lucrar com ela e eu não acredito na socialização da economia, pois veja o que aconteceu com Wall Street que desapareceu com o colapso dos bancos de investimentos. Uma nova ordem mundial já estava em andamento e continuará até que toda crise se assente. Os personagens principais mudaram e estes tentam a todo custo manter-se em evidência, infelizmente para uns e felizmente para a maioria, depois de séculos, a américa latina comanda o circo.
    Bom restinho de semana!! Beijus,

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  3. Olá Anónimo :D!

    "Os Indignados Lisboetas fizeram uma figura triste, quando comparados com os indignados de Wall Street, Londres ou mesmo Berlim: não sabiam explicar porque ali estavam só repetiam o mesmo mantra "Fora com Passos Coelho!" ou então "Estamos a ser roubados" como se eles não tivessem culpa alguma do estado português estar na desgraça!"

    Compreendo bem o teu ponto de vista. Também fiquei desapontada com a prestação Lusitana.

    "As pessoas deveriam ter vergonha na cara. Antes de acusarem os políticos, deveriam acusar-se a si mesmos: vivi acima das minhas possibilidades? Pedi demasiados empréstimos para comprar loiça que não precisava; para viajar até ao Brazil, para comprar os telemóveis, para ter um carro de ultimo modelo? Sou adepto da Cofidis?
    Donde pensavam que vinha o dinheiro para isto tudo?"

    É, as pessoas não estão a analisar bem a situação, ou então não querem fazê-lo porque se torna mais fácil culpar os políticos, os bancos e o chamado "grande capital" pela crise - é sempre mais fácil culpar outrém, não é?
    Mas as pessoas deveriam olhar para si e rejeitar, por completo, a desresponsabilização pessoal (que nada mais é que cobardia).

    "Portugal precisa de ter mais orgulho e trabalhar, em conjunto, para livrar a nação deste imbróglio (no qual se meteu)!!"

    Trabalhar para desenvolver o país é um acto patriótico. E os Esquerdistas que, numa altura destas, apelam à greve geral (e participam nela) são uns traidores à pátria.

    Anónimo, muito obrigada pelo seu comentário :D.

    Um abraço e bom fim-de-semana

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  4. Olá Luma :D!

    "Excelente matéria!!"

    Obrigada.

    "Por aqui também se "importa" trabalhadores, porque o bicho homem não evoluiu com suas máquinas? Sim, uma justificativa, afirmativa ou pergunta? (rs*)"

    Excelente questão!

    "Querem acabar com os Bancos, grandes empresas, ricos... querem acabar com o país? Isso soa bastante retrógrado e me lembro de Chávez, afirmando que a crise mundial poderia ser o fim do capitalismo."

    Já sabes como é a linguagem de Esquerda...e já vimos bem o quão destrutiva é quando passa da teoria à prática.
    lol O Chávez não sabe do que fala (nem ele, nem os que seguem esta linha de pensamento).

    "Prefiro pensar como alguém que entende o que fala e nessa linha cito Chomsky que afirmou "O capitalismo não pode acabar porque na prática nunca começou". O capitalismo propriamente dito não começou, pois ainda vivemos um capitalismo de estado, como você afirmou acima - A economia sustenta o estado - é dessa máquina econômica que sai a tecnologia do futuro que é entregue ao poder privado para lucrar com ela e eu não acredito na socialização da economia, pois veja o que aconteceu com Wall Street que desapareceu com o colapso dos bancos de investimentos."

    Muito bem dito. Claro que não: o estado ainda mete o dedo em tudo, e esse não é o seu papel. O estado nunca soube gerir e nunca saberá - o seu único papel é legislar, controlar, proteger e garantir serviços mínimos (educação, saúde) já que sem estes nenhum país se desenvolve (olhemos para África: o estado não providencia escolas nem hospitais e o nível de desenvolvimento é o que se vê).
    Quando a máquina do estado se envolve em tudo, só promove a corrupção (em detrimento do bem-estar dos contribuintes [isto foi o que aconteceu, em Portugal, com o anterior governos socialista, por exemplo]), ponto final.

    "Uma nova ordem mundial já estava em andamento e continuará até que toda crise se assente."

    Absolutamente. E vou mais longe: esta crise obrigará a uma re-educação da sociedade.

    "Os personagens principais mudaram e estes tentam a todo custo manter-se em evidência, infelizmente para uns e felizmente para a maioria, depois de séculos, a américa latina comanda o circo."

    Não sei se comanda o circo, mas está em lugar de destaque...pelo menos por enquanto.

    Luma, excelente comentário pelo qual, desde já, te agradeço! :D
    Tem um bom fim-de-semana, linda!

    Beijos

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  5. E tu o que fazes com a tua soberba inteligência? A tua mundividência e conhecimento de causa dá para indagar o quão conhecedor deves ser dos desfalques socráticos e seus ladrões...És voluntário em alguma IPSS?Participas de algum partido ou plataforma, movimento cívico.

    O falso moralismo é pernicioso. Olha para o teu umbigo também.

    Não é ataque...é simplesmente uma indagação!

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  6. Olá Marco :D!

    Bem-vindo ao Etnias: O Bisturi da Sociedade!

    "(...) a tua soberba inteligência?"

    Obrigada pelo elogio (ainda que disfarçado pelo sarcasmo, e todos sabemos o que Sartre disse acerca disto).

    "A tua mundividência e conhecimento de causa dá para indagar o quão conhecedor deves ser dos desfalques socráticos e seus ladrões...És voluntário em alguma IPSS?Participas de algum partido ou plataforma, movimento cívico."

    Sei que é novo neste espaço, por isso permita-me explicar-lhe que este Blogue não é acerca da partilha da minha vida pessoal, mas sim acerca de partilha intelectual.
    Este artigo é uma simples crítica aos que protestam por protestar ou que protestam nas horas mais inconvenientes (i.e. quando o país mais precisa deles). Penso que tais protestos (no caso de Portugal) tivessem sido mais eficazes durante a governação de ex-PM Sócrates, até para o ajudar a levar o país noutra direcção.

    "O falso moralismo é pernicioso. Olha para o teu umbigo também."

    Embora tenha todo o direito de criticar o meu artigo, o Marco não me conhece, nunca me viu, nunca convivemos, nem sabe onde habito por isso não está em posição alguma para julgar os meus valores (ou a falta deles). Quanto ao olhar para o meu umbigo, sim faço-o porque conhecendo-me bem conheço as pessoas e o mundo.

    "Não é ataque...é simplesmente uma indagação!"

    Espero somente que após o desabafo se sinta melhor...

    Marco, muito obrigada pelo seu comentário. Vi que aparenta fazer justiça ao seu perfil "um assoberbar de sentimentos" :)
    Aqui fica o convite para voltar ao Etnias e fazer ouvir a sua voz.

    Um abraço

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  7. Este artigo é sem dúvida um espelho da sociedade e das pessoas que esta educa.
    Escrito num tom altamente sectário, por uma auto-proclamada "iluminada" que sabe e conhece o caminho para a felicidade de todos.
    O texto acima mostra igualmente um total desrespeito pelos milhares de pessoas que têm e continuarão a sair às ruas e praças de todo o mundo para expressarem a sua indignação, direito adquirido e de todos, e/ou procurarem juntas alternativas e soluções para um sistema em que não se revêem.
    Partir do pressuposto que as necessidades e direitos dessas pessoas e de muitas outras que nem sequer se podem manifestar não são legítimos é um reflexo que a autora se sente superior aos demais. Se calhar na sua mente as suas necessidades ou direitos são mais legítimos e correctos. Certo, é uma opinião. Vale o que vale. Não deixa de ser curioso é que isso exponha o mesmo extremismo que critica "à esquerda". "Esquerdas ou direitas, centros ou diagonais", a falta de abertura e de respeito pela liberdade e opinião dos outros sempre foram as melhores maneira para os autoritarismos vingarem.
    Enfim, se tão iluminada, capaz e crítica é Max Coutinho, talvez fosse interessante aparecer numa das reuniões dos indignados ou numa das ocupações e expor o seu ponto de vista. Claro que isto só faz sentido se mostrar disponibilidade para ouvir opiniões contrárias à sua, sendo que as suas palavras mostram que isso não lhe interessa. Enfim, isso sim poderia ser um pouco mais construtivo, bem mais do que este artigo escrito e protegido por uma capa cibernética e por uma clara incapacidade de diálogo com opiniões ou maneiras de agir diferentes da sua. Fica o convite e a opinião (que ainda que a possa dissecar já de seguida num dos seus comentários, lamento informá-la, é tão válida como a sua).

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  8. No entanto, como vai o Marco fazer ouvir a sua voz no blogue de Etnias se os comentarios sao moderados?

    Cumprimentos

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  9. Fica o convite para quem sabe um dia nos lançarmos num diálogo téte à téte.

    As palavras escritas valem o que valem, a dialéctica discursiva assume sempre mais relevância quando é feita olhos nos olhos.

    Um dia destes talvez nos encontremos algures por Lisboa.

    A minha foto de perfil corresponde ao que sou na realidade.

    Cumprimentos,

    Marco Mendes

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  10. Olá Inês :D!

    Bem-vinda ao Etnias :).

    "O texto acima mostra igualmente um total desrespeito pelos milhares de pessoas que têm e continuarão a sair às ruas e praças de todo o mundo para expressarem a sua indignação, direito adquirido e de todos, e/ou procurarem juntas alternativas e soluções para um sistema em que não se revêem."

    Fazer uma crítica (ao timing, à [des]organização, do protesto) em nada desrespeita o direito à manifestação. Sentir-se indignado pelo estado das coisas e pelo sistema (no qual não se "revêem") é extremamente legítimo em qualquer democracia "de facto". Contudo, não se pode evitar questionar por que é que os Portugueses não se indignaram contra o PM Sócrates, o que teria surtido mais efeito, e o que é que alcançaram de concreto com as tais manifestações fora de timing (porque no caso dos Americanos entendeu-se bem não só o timing como o propósito dos protestos [e.g. pôr o Tea Party em sentido, e mostrar ao país que o povo Americano não iria cair na retórica radical de alguns grupos Americanos])

    "a falta de abertura e de respeito pela liberdade e opinião dos outros sempre foram as melhores maneira para os autoritarismos vingarem."

    Concordo. E aprecio a crítica. Contudo, o timing do seu comentário (já que este post saiu em Outubro do ano passado) diz-me que a Inês não acompanha este blogue com regularidade e, logo, tudo o que possa dizer sobre a sua autora é baseado em percepções (formadas a partir de um artigo só).
    Participe mais aqui no Etnias, por algum tempo, entre em debate comigo (ensine-me coisas) e depois voltaremos a falar acerca das suas percepções.

    "Enfim, se tão iluminada, capaz e crítica é Max Coutinho, talvez fosse interessante aparecer numa das reuniões dos indignados ou numa das ocupações e expor o seu ponto de vista."

    Meu Deus, esta verborreia toda era para me convidar para uma das vossas reuniões? Devo dizer que a abordagem foi mal feita; mas na mesma agradeço o convite.

    Inês, muito obrigada pelo seu comentário. É um prazer ter os meus compatriotas aqui neste espaço :D.

    Um abraço

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  11. Olá Anónimo :D!

    "No entanto, como vai o Marco fazer ouvir a sua voz no blogue de Etnias se os comentarios sao moderados?"

    Moderados mas jamais rejeitados...

    Cumprimentos e volte sempre.

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  12. Marco,

    "Fica o convite para quem sabe um dia nos lançarmos num diálogo téte à téte."

    Muito obrigada e talvez um dia isso aconteça, quem sabe :)?

    "As palavras escritas valem o que valem, a dialéctica discursiva assume sempre mais relevância quando é feita olhos nos olhos."

    A dialéctica escrita é bem mais difícil, e requer mais concentração, que aquela executada oralmente. E para além disso, um frente-a-frente não é garantia de "olhos nos olhos", como o Marco bem sabe. Mas compreendo o que quis dizer...

    Marco, foi sem dúvida um prazer. E foi óptimo ter um Lisboeta "in the house" :D.

    Um abraço

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  13. Inês e Max, fico feliz por ver que o debate finalmente chegou ao Etnias.
    Para começar, a Inês Subtil de subtil não tem nada (pelos menos nos modos). Se ficou picada com o artigo, pois muito bem tem todo o direito de o criticar mas o que me chocou mais foram os ataques pessoais à autora deste blog - isto faz-me lembrar aquelas pessoas intelectualmente pobres que quando não têm argumentos em vez de ficarem caladinhas partem para a ofensa. Tem a certeza de que é jornalista, querida?

    Olha Max, pela "classe" da criaturinha Subtil já podes ver o que te espera na tal reunião dos Indignados; embora eu ache que ela só se tenha comportado desta maneira porque se sente protegida pela "capa cibernética".
    Mas também, se fores diz que prepararemos um grupinho e vamos contigo à dita reunião para enfrentar os valentes Indignados (como a Inês) tão abertos à opinião contrária à sua.

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  14. Olá Ana :D!

    "Inês e Max, fico feliz por ver que o debate finalmente chegou ao Etnias."

    Pois é, já estamos habituadas aos debates na zona Anglófona, não é? ;)

    "Se ficou picada com o artigo, pois muito bem tem todo o direito de o criticar mas o que me chocou mais foram os ataques pessoais à autora deste blog - isto faz-me lembrar aquelas pessoas intelectualmente pobres que quando não têm argumentos em vez de ficarem caladinhas partem para a ofensa. Tem a certeza de que é jornalista, querida?"

    E tu agora queres descer ao seu nível, não é Ana?

    "Olha Max, pela "classe" da criaturinha Subtil já podes ver o que te espera na tal reunião dos Indignados; embora eu ache que ela só se tenha comportado desta maneira porque se sente protegida pela "capa cibernética"."

    Graças a Deus vivemos num país livre onde as pessoas podem expressar-se como bem entendem; mas para discordar não é necessário tentar ofender. Se bem, que na minha opinião essa nem era a intenção da Inês: a sua intenção talvez fosse provocar uma reacção?

    "Mas também, se fores diz que prepararemos um grupinho e vamos contigo à dita reunião para enfrentar os valentes Indignados (como a Inês) tão abertos à opinião contrária à sua."

    LOL LOL LOL...essa foi boa! Obrigada pela oferta, Ana.

    Ah Ana, obrigada pelo teu comentário :D.
    Olha, vocês todos [o Marco, a Inês e tu] são extremamente engraçados.

    Beijos

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  15. Leio este blogue praticamente desde o principio e nunca me lembro da sua autora ser adversa à opinião contrária, pelo contrário, o espirito deste blogue é exactamente dar voz a toda a sorte de opiniões para elevar o debate. A presença Brasileira aqui no Etnias tem sempre sido cortês mesmo quando discorda e é uma pena que quando Portugueses resolvem comentar partem para o insulto fazendo com que a sua mensagem se perca na falta de cortesia e boas maneiras.
    Mas como disse Deepak Chopra "Se as pessoas falam mal de alguém éporque essa pessoa está a fazer algo de bom."

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  16. Realmente o convite não foi feito da melhor maneira, dou-lhe a mão à palmatória nesse ponto. E reformulo o meu sincero interesse em debater consigo e com outras pessoas este e outros temas. Discussão de ideias e opiniões contrárias são coisas que prezo e estimulo na minha vida e no mundo.
    Quanto a timings passados ou futuros, certos e/ou errados, para mim isso não é o mais importante. Se assim o decido, comento um tema que me parece actual ainda que as palavras em causa possam ter sido escritas para o antes ou depois deste "agora". Ou citando o brilhante Eduardo Galeano: "Quando me perguntam o que vai acontecer, eu respondo: - Não sei. Não me importa muito o que irá acontecer, importa-me o que "está" acontecendo. Importa-me o tempo que "é"."
    Enfim, se acaso decidir aceitar o convite e aparecer numa ocupação ou reunião de indignados quero apenas relembrar a Max e aos seus leitores que lá se debatem opiniões e que não promovemos ameaças. Por isso não precisa de ir em grupo para se sentir segura ou valente. Afinal, o medo e a violência sempre estiveram ao serviço daqueles que sabem que as ideias são mais poderosas que os homens e que, por isso, as temem. E esse não é, de todo, o caso.

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  17. Olá Cláudia :D!

    Obrigada pelo apoio ao Blog e pela sua generosidade.
    Deepak Chopra disse isso? Olhe, aprendi algo novo hoje e por isso estou-lhe imensamente grata :).

    Cláudia, merci pelo seu comentário :D.

    Um abraço

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  18. Inês,

    «Discussão de ideias e opiniões contrárias são coisas que prezo e estimulo na minha vida e no mundo.»

    Então sempre temos algo em comum :).

    «Quanto a timings passados ou futuros, certos e/ou errados, para mim isso não é o mais importante.»

    Mas como jornalista deveria ser importante para si...

    «Se assim o decido, comento um tema que me parece actual ainda que as palavras em causa possam ter sido escritas para o antes ou depois deste "agora". Ou citando o brilhante Eduardo Galeano: "Quando me perguntam o que vai acontecer, eu respondo: - Não sei. Não me importa muito o que irá acontecer, importa-me o que "está" acontecendo. Importa-me o tempo que "é"."»

    Compreendo...
    Bem, essa citação levar-nos-ia para outros campos (principalmente metafísicos). Sei que há pessoas (e não digo que a Inês seja uma delas, até porque não a conheço para poder inclui-la no campo) que preferem refugiar-se atrás da máscara do presente (ou assim crêem elas que o fazem; porque o presente, na verdade, é o futuro não só do passado como o do próprio presente; logo, poderemos sempre ter uma visão do futuro se soubermos ler e interpretar o que "está acontencendo" e o "tempo que é"). Mas divago: obrigada por ter partilhado esta citação tão inspiradora.

    «Enfim, se acaso decidir aceitar o convite e aparecer numa ocupação ou reunião de indignados quero apenas relembrar a Max e aos seus leitores que lá se debatem opiniões e que não promovemos ameaças. Por isso não precisa de ir em grupo para se sentir segura ou valente. Afinal, o medo e a violência sempre estiveram ao serviço daqueles que sabem que as ideias são mais poderosas que os homens e que, por isso, as temem. E esse não é, de todo, o caso."

    LOL LOL LOL ah Inês, aonde é que está o seu sentido de humor? A Ana tem um humor próprio dos génios, e penso que a sua mensagem fosse tipo "lighten up!", ok? Nos meus blogues não se promove a violência (sob forma alguma); preferimos promover o voluntariado :).

    Inês, o nosso modesto debate foi muito interessante e deu uma chacoalhada nas energias deste Blogue, pelo que lhe estou imensamente agradecida :D. Desejo-lhe tudo de bom, minha cara.

    Um abraço

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  19. Respostas
    1. Olá Anónimo :D!

      Obrigada pela visita e volte sempre.

      Tenha um bom fim-de-semana.

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