A Lusofonia: Goa


8 de Julho de 1497: 4 navios (S. Gabriel, S. Rafael, Bérrio, e o navio de mantimentos) zarpam de Lisboa em direcção à Índia.



18 de Maio de 1498: Vasco da Gama chegou à Índia (Calcute, no presente estado de Kerala, mas ser mais precisa). Teve que negociar com o governador local (o samutiri Manavikraman Rajá) para que pudesse obter tratados comerciais favoráveis - estas negociações vieram a provar-se mais difíceis do que se pensava, devido às diferenças culturais (no Ocidente os Reis ofereciam presentes aos seus convidados estrangeiros; no Oriente os Reis esperavam receber presentes sumptuosos); logo a mercadoria apresentada pelos Portugueses não causaram grande impressão nos samutiris (= Saamoothiris, um título usado pelos líderes Eradis).
Ainda assim, Vasco da Gama insistiu e, por fim, conseguiu obter um carta (do samutiri) concedendo a Portugal o comércio da canela, do cravinho, do gengibre, da pimente e de pedras preciosas. Em troca, Manavikraman Raja queria ouro, prata, coral e escarlata.

12 de Julho de 1499: Nicolau Coelho, na nau Bérrio, retorna a Lisboa (já que Vasco da Gama ficara nos Açores para tomar conta do seu irmão que adoecera) e anunciou que Portugal havia descoberto o caminho marítimo para a Índia.

25 de Novembro de 1510: Goa tornou-se a capital do Estado Português Indiano (uma vez que tinha o melhor porto da região).
Os Portugueses queriam que Goa se tornasse uma extensão de Lisboa no Oriente, e por isso criaram instituições; construiram várias igrejas, afim de expandir o Cristianismo; e fortes, para defender a cidade de ataques externos.

1560-1812: a chegada da Inquisição. Milhares de residentes locais foram violentamente convertidos ao Cristianismo (pelos missionários): se recusassem a conversão perderiam as suas terras, títulos, propriedades e seriam severamente castigados.

1797-1798/1802-1803: breve período de domínio Britânico na região.

1900: o primeiro jornal bilíngue (gujarati-Portuguese).

18-19 de Dezembro de 1961: 40,000 soldados Indianos invadem Goa e recuperam-na para a Índia (já que António de Oliveira Salazar - o líder fascista Português - se recusou a negociar com aquela nação, aquando da descolonização Britânica), e como forma de retaliação Portugal mandou fechar lojas de Indianos, em Moçambique; prendeu aqueles que não haviam nascido em solo Moçambicano, e colocou-os em campos de concentração, antes de serem expulsos do país. Portugal só reconheceu Goa, como sendo uma região da Índia independente, após a revolução Portuguesa de 1974.



Língua
A língua oficial de Goa é o concani; contudo há uma pequena porção da sociedade goense que fala Português (e que luta para manter a tradição Portuguesa bem viva).

Culinária
Uma mistura das cozinhas Portuguesas e Indianas. Antes da chegada dos Portugueses à região, as sopas não faziam parte do menú Goês, mas se hoje, visitares este estado Indiano, poderás provar as sopas de cabeça de peixe e a canja. Antes da influência Portuguesa, os Goeses não usavam vegetais como: o repolho, o feijão-verde, a couve-flôr, o espinafre e a beringela - que hoje são cozinhados, em Goa, com leite de côco e especiarias.
A cozinha Goesa inclui carne (vaca, porco e frango), sendo um dos meus pratos favoritos o Chacuti (preparado com galinha/perú, coco, especiarias e servido com arroz branco).
A cuisine desta região é tão rica, que terei de lhe dedicar um artigo à parte (de fazer água na boca).

Música
A música Goesa é extremamente influenciada por ritmos Europeus (uma vez que os Portugueses é que levaram para lá o piano, o bandolim e o violino).
Goa produz música clássica (sendo conhecida pela Orquestra Sinfónica de Goa e, pelo Coro Filarmónico de Goa - fundados por Lourdino Barreto); música pop (sendo Remos Fernandes um dos artistas pop mais conhecidos) que é cantada em concani; e Goa trance (música electrónica, primariamente criada por artistas como Goa Gil e Fred Disko).

Esta semana começaremos por experienciar Goa Trance: divirtam-se!



Próximo Porto: Timor Leste

Comentários

  1. Muito bom conhecer Goa e um pouco de sua cultura.
    Agora vamos desembarcar em Timor!

    beijos e uma ótima semana Max

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  2. Olá Dri :D!

    Ainda bem que gostaste, minha linda!

    Vam'bora!

    Beijos e tem uma óptima semana! :D

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  3. Maravilhoso post. Gostei muito do que aprendi.
    Ah, estou bem! A saúde vai voltando, graças a Deus!

    Abraço.

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  4. Não a conhecia nao Max..tem lugares que nos mesmos nao conhecemos ne....

    desculpe a demora mas..a correria mesmo..sempre aki...

    bjos

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  5. Opa! Mais uma aula, desta vez sobre Goa...muito bom :o)
    Eu estou bem sim, querida amiga, espero que vc tb esteja.
    Beijos e bom final de semana!

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  6. Oi Lula,

    Obrigada :D!

    Ainda bem que a saúde está a voltar: graças a Deus :D!

    Um abraço fraterno

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  7. Oi Philip,

    Compreendo-te bem...também tenho andado sem tempo para coisa alguma...

    Obrigada pela visita, e

    Beijos

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  8. Angel :D,

    Estou óptima! E fico feliz por estares bem :D!

    Beijos

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  9. Olá, Max! Prazer em conhecê-lo/a!

    Pelo que tenho sondado, pesquisado, analisado... será que em Goa (também em Damão e Diu - tudo, da/na Índia)... ainda existem MESMO umas tantas pessoas que falam/escrevem português? Parece-me que certas estatísticas são meras fantasias ufanistas de lusos e/ou lusófonos saudosos de tempos quiçá gloriosos. - Não será?... (Ora, nos Estados Unidos, em Luxemburgo, em tantos outros lugares existem - ainda que... temporariamente - vários portugueses, como há... turcos, paquistaneses, coreanos, senegaleses e tantos e tantos. Isso não justifica falar-se em "uma população lusófona" em tais países; mesmo porque... estrangeiros, sobretudo em fraca minoria e, mais ainda, em países mais desenvolvidos que a maior parte do Mundo, pouquíssimo representam e, em muitos casos, vivem lá fora meio calados, como que escondidos - não é?).
    - Pontos a serem questionados!!!

    Agradeço-lhe se puder acrescer algo a tal respeito.
    Um ótimo novo ano!

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