Departamento de Estado: Política de Reduzir Israel para "Proporções Históricas"



"Não precisamos de Israel para ter influência no mundo árabe. Pelo contrário, Israel prejudica-nos mais do que nos beneficia no mundo árabe. (...) Não podemos negociar a existência de Israel, mas podemos reduzir o seu tamanho para proporções históricas." -- Henry Kissinger.

A citação acima apresentada faz parte da acta de uma conversa que teve lugar em Dezembro de 1975, em Paris (França); entre o Secretário de Estado americano, Henry Kissinger, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Sa'dun Hammadi.

É tido e sabido que o mundo árabe tem nutrido uma animosidade fútil para com Israel desde que o Povo Judeu decidiu retomar a sua nação histórica (um passo que Kissinger aparentemente pensava ter sido tolo e prejudicial); contudo, esta acta de 39 anos para além de revelar a perniciosidade de Kissinger, também expôs a verdadeira política externa americana em relação ao Estado Judaico, e mostrou que o departamento de estado americano tem sido o fuel do antagonismo árabe para com Israel - o que explica o comportamento ambíguo do mesmo departamento até ao presente.

"Se o assunto é a existência de Israel, não podemos cooperar. Mas se o assunto fôr fronteiras mais normais, então podemos cooperar." -- idem

Olhando para a maneira como, até agora, o Departamento de Estado dos Estados Unidos tem vindo a gerir o processo de paz do Médio Oriente, somos levados a acreditar que a sua política para «reduzir o tamanho [de Israel] para proporções históricas» permanece, afim de fazer com que as nações árabes se sintam mais satisfeitas com «fronteiras mais normais» - estas palavras deveriam ser lidas como «fronteiras israelitas indefensáveis que tornariam todos os jogadores, envolvidos na região, mais confortáveis'.

É compreensível que, em 1975, o Iraque e outras nações Árabes se sentissem ameaçados por Israel depois de terem perdido as guerras de 1947-48, de 1967 e de 1973. Também é compreensível que os EUA, na altura, precisassem de petróleo árabe para se desenvolverem ainda mais; mas, agora que são energeticamente independentes, qual é exactamente o interesse americano em perpetuar o acto de reduzir ainda mais «o tamanho [de Israel] para proporções históricas»? Será que os EUA ainda sentem que Israel os «prejudica mais do que beneficia no mundo árabe»? Da última vez que verificámos os factos, não foi Israel que apoiou os Curdos quando lhes foi conveniente para depois os abandonar (custando a vida de milhares de pessoas) quando o Iraque deixou de ser excessivamente pró-Soviético; não foi Israel que invadiu nações muçulmanas sob falsos pretextos...a não ser que o departamento de estado estivesse/esteja a tentar dizer-nos que Israel trabalha contra os seus interesses ao querer ajudar as nações árabes a manter a sua soberania...

"É impensável que pessoas com a riqueza e aptidão e tradição dos árabes não possam desenvolver a capacidade necessária. Por isso, penso que em 10-15 anos, Israel será como o Líbano - a lutar pela sua sobrevivência, sem influência alguma no mundo árabe." -- idem

O falhanço é o resultado dos políticos fazerem previsões baseadas em opiniões pessoais. Não obstante, o Sr Kissinger disse algo que não pode ser ignorado: Israel, entre 1985 e 1990, estaria a lutar pela sua sobrevivência e, logo, essa distracção impedi-lo-ia de influenciar a política das nações árabes. O Hamas foi criado em 1987, durante a primeira intifada - a que conclusão deveremos chegar?

"Queremos a sobrevivência de Israel mas não que este domine a área. Ninguém consegue conquistar o mundo árabe. Se eles tomarem Damasco, Cairo e Aman, vocês estarão lá, e a Líbia estará lá. Por isso se Israel quiser sobreviver como um estado, similar ao Líbano - um estado pequeno - nós podemos apoiá-los." -- idem

Reparem como o Sr Kissinger mencionou o Grande Israel sem usar o termo. Se seguirmos a sua linha de pensamento, o Departamento de Estado americano - durante todo este tempo - tem estado preocupado que Israel tente alcançar aquilo que a Liga das Nações concedeu ao Estado Judaico através da Conferência da San Remo (baseada na Declaração de Balfour): a nação histórica do Povo Judeu. E o mesmo departamento de estado, por alguma razão obscura, teme que Israel se torne numa Potência do Médio Oriente; porquê? Seria de esperar que tal potência, amigável e de confiança, na região fosse extremamente conveniente para a América.

Na semana passada, o secretário de estado, John Kerry, deu a entender que Israel tem culpa do surgimento do Estado Islâmico, já que falhou em fazer paz com os árabes da Palestina - menos de um mês depois do presidente Obama ter dito "Compreendam, a situação no Iraque e na Síria e na Líbia deveria curar qualquer pessoa da ilusão de que o conflito Árabe-Israelita é a principal fonte dos problemas na região. Por demasiado tempo, foi usado como desculpa para distrair as pessoas dos problemas domésticos."

Aparentemente, o ministério dos negócios estrangeiros americanos prossegue com a sua política de 39 anos de reduzir o tamanho de Israel para "proporções históricas". Pergunta: estará o Departamento de Estado fora de controle e o que estará por detrás desta obsessão por diminuir Israel?

Comentários


  1. Olá, Max!

    Em Portugal, nós temos um ditado que diz "Preso por ter cão; preso por não ter"; logo, os judeus têm de criar uma carapaça mais espessa, porque o que quer que façam nunca estará correcto.

    Os judeus têm de aprender a ignorar o Departamento nde Estado dos Estados Unidos da América, a Comissão Europeia e os anti-semitas natos, como: Austria, Suécia, Dinamarca, Noruega e Holanda.

    Se os árabes querem desperdiçar tempo e energia a odiar os judeus, a perda é sua.

    Quanto ao Henri Kissinger, só posso dizer que é mais um judeu que se odeia a si próprio, cujo perfil faz lembrar o dos judeus que vigiavam outros judeus nos campos e guettos.

    Para o Ocidente, os judeus serviam somente para o fazer prosperar, sob rédea curta. Mas a ideia de os judeus terem a sua própria nação, é uma aberração que, os Ocidentais prometeram aos árabes corrigi-lá de pronto.

    Até para a semana, Max!

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    1. Olá Lenny :D!

      Absolutamente.
      O Kissinger é uma vergonha. Enfim, é mais um...
      É isso mesmo; repara como certos países (incluíndo Portugal) correram a distribuir nacionalidades aos Judeus descendentes daqueles que expulsaram no século XV (e mais tarde)...sem pedirem desculpa pelo que fizeram. Devem pensar que as pessoas são parvas.

      Obrigada, Lenny, pelo teu comentário :D. É bom ver-te de regresso.

      Beijinhos

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  2. Como é que o Kissinger consegue dormir à noite sabendo que espatifou uma região inteira? Ele e os seus déspostas árabes?
    O Hamas a ser financiado pela américa não me espanta, e a europa está no golpe também! Que vergonha!

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    1. Olá Carla :D!

      Boa pergunta.

      Obrigada, querida, por ter passado por aqui :D.

      Um abraço

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