Angola, ¿Porqué No Te Callas?



Esta Semana falarei de dois tópicos relacionados com Angola: a sua relação com o Islão e a sua birra em relação à investigação num caso de corrupção.

1 - Deixem Angola em Paz! 

Li algures que Sua Excelência o senhor presidente de Angola, engenheiro José Eduardo dos Santos mandou demolir todas as mesquitas construídas em território angolano: bravo, senhor presidente!

Angola é o maior país cristão, em África, e assim quer permanecer. Angola não quer ver no seu país aquilo que todos assistimos por essa África adentro. Angola recusa-se a ser a próxima República Centro Africana isto é: um país cristão que permitiu a entrada de refugiados muçulmanos do Chade e, num abrir e fechar de olhos, os migrantes assaltaram o poder numa tentativa de o islamizarem; e desde logo começaram a roubar e a destruir a propriedade dos cristãos, dizimando-os sem dó nem piedade.

Não percebo porquê que o mundo está tão espantado com a posição angolana, porque na Arábia Saudita, país expoente do Islão, não existe uma única capelinha cristã e aparentemente ninguém quer saber, nem se espanta com isso. Pois é, meus caros leitores, os muçulmanos desta vez encontraram alguém do seu calibre: a religião cristã está para Angola assim como o Islão está para a Arábia Saudita.

Lá de longe, Angola está a ver o que o Islão fez na Europa (Madrid, Londres e Paris), nos EUA (9/11), no Brasil (a fronteira tríplice, reduto do Hezbollah, Hamas e outros similares, um antro de drogas, negócio de armas, tráfico de pessoas etc), na República Centro Africana (mortandade de cristãos), no Quénia (Centro Comercial Westgate, Universidade de Garissa), na Somália (banho de sangue diário), na República Democrática do Congo (guerrilheiros ADF), na Nigéria (Boko Haram cujo fundador foi cristão e virado na Arábia Saudita), em Trinidad e Tobago (onde 5% de muçulmanos estão a provocar o caos na Ilha, o fundador do grupo Jamaat al-Muslimeen foi também cristão).

Angola não tem ilusões, nem o seu presidente sofre de uma falsa superioridade moral  como o presidente Barack Obama (EUA), o primeiro ministro David Cameron (Inglaterra), o presidente François Hollande (França) e a chanceler Angela Merkel (Alemanha) que à pala de uma superioridade intelectual sobre os costumes do Islão, só colheram morte e violações de raparigas e rapazes nos respectivos países.

O presidente de Angola está somente a negar-se a ter o Islão no seu recanto. Quem quiser professá-lo é livre de partir para os países islâmicos, ficar por lá, e até casar com crianças entre os 6 e 10 anos – o que é legal porque o Alcorão não estabelece idade casadoira e fazer uso do bom senso também está fora de questão. Ao profeta nada lhe foi revelado sobre casamentos (mas, porrada nas gajas, isso foi revelado e está escrito no livro sagrado) e ele próprio casou com uma baby (de 6 anos) chamada A'isha.

2- Angola: o silêncio está longe de ser d'ouro, mas é sabedor...

Em Portugal, decorre uma investigação contra um funcionário do BCP Millennium que já foi procurador do ministério público no DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal). O sr. Orlando Figueira está supostamente a ser investigado por crimes de corrupção passiva/activa na forma agravada, branqueamento e falsidade informática. Alegadamente, quando era procurador terá sido encarregado de processos relacionados com vários políticos angolanos, entre os quais se encontrava o senhor Manuel Vicente - vice-presidente de Angola.

A propósito desta investigação, no país dos diamantes levantam-se vozes contra Portugal; e dizem-se barbaridades como o “colonialista está recalcado” e “precisa de terapia”. Caramba, Angola faz-me lembrar aqueles que gostam de se vitimizar por tudo e por nada – estando nesta categoria os negros dos EUA e os muçulmanos no mundo ocidental. Tantos aos negros como aos muçulmanos dou-lhes o devido desconto porque os políticos de esquerda (mesma cor do sistema político angolano) fizeram destes dois conjuntos uns inválidos, uns pedintes, uns preguiçosos e mesmo uns seres inferiores, quando os convenceram que perante as dificuldades eles não teriam que lutar como qualquer ser humano. Que se lhes negassem as oportunidades não tinham que continuar a fuçar até à exaustão, porque como uns e outros foram vítimas do homem branco; logo, tudo o que lhes bastava fazer era gritar estupidez que logo vinham o affirmative action e os subsídios de toda a sorte.

Mas não compreendo a reacção de Angola. Confesso estar desapontada:
  • Sim, foram colonizados por Portugal; e depois?
  • Sim, Portugal após as independências não teve inteligência suficiente e capaz para se reaproximar das suas ex-colónias; e depois?
  • Sim, os colonizados fizeram as suas escolhas políticas e viraram-se para o pior dos sistemas políticos; e depois?
  • Sim, os colonialistas através da polícia secreta prenderam e mataram pessoas inocentes somente por defenderem uma sociedade diferente; e depois?   
  • Sim, os colonizados devido ao alinhamento com o marxismo-leninismo agiram tal e qual os colonialistas, porque em vez de conversar com os seus opositores partiram para guerras civis desnecessárias - traumatizando, mutilando e dizimando os seus próprios cidadãos; e depois?
  • Sim, há uma CPLP que é basicamente uma merda, porque tanto a ex-potência como as ex-colónias são um bando de incapazes; e depois?
  • Sim, em Portugal investigam-se pessoas e ninguém está acima da lei; e depois?

Claro que todos sabemos que quem não deve não teme; mas terá o direito de por vezes se sentir acossado porque numa investigação o seu bom nome pode vir à baila e ser enlameado. Porém, enquanto houver um juiz (que o seja na verdadeira acepção da palavra), as pessoas devem manter a calma; não se deve ir para a rua conspurcar o trabalho de 11 procuradores, 8 juízes e 60 inspectores da polícia judiciária. Os generais e o vice-presidente de Angola sabem muito bem que existe uma provisão legal chamada presunção de inocência; logo, até serem constituídos arguidos ou não, o melindre é suspeito e d'ailleurs mau conselheiro.

As investigações são uma normalidade democrática, que não devem ser usadas como arma de arremesso para fazer tremer relações entre países e povos que se conhecem tão bem. Nem tão pouco devem ser usadas como prova de força para exercer o tit for tat. É com chagrin que verifico que os políticos só vão para a política to cover their arse; senão como é que se explica que com entidades como os PALOPS e a maldita CPLP as ex-colónias e a ex-potência estejam nesta miséria?

Calculo que nas reuniões ainda se discuta o passado em vez do futuro. Calculo que a linguagem rasteira como a que veio de Angola sobre Portugal e o povo português seja o menú principal. Os povos dos componentes dessas organizações não contam para nada até que os meninos da Internacional Socialista acabem de lamber as suas feridas, e de caminho ganhem alguma bufunfa: como é que é possível que ao fim de 40 anos ainda reine a burrice e a ignorância chez les politiciens?

Sua Exa. Presidente José Eduardo dos Santos, o senhor sabe tão bem quanto eu que qualquer pessoa que veja o seu bom nome enlameado injustamente, pode igualmente recorrer aos tribunais civis e pedir uma indemnização (ok, boa sorte com o montante em Portugal) por danos morais e psicológicos. Portanto, senhor presidente, para quem teve a visão de fazer o descrito no ponto 1, faça-nos o favor de num bom moçambicanês dizer ao seu vice: Vicente, fusseca i miela pongwé[1]!

Até para a semana

[1] Pergunte o significado a alguém da embaixada moçambicana em Luanda.


[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Olá meus amores! Ui, hoje fui a primeira: quanta honra! Hahahahaha Pá, os angolanos estão malaikos! Mas qué esta conversa de colonizadores e merdas que tais? Já tava na hora de isso ficar para atrás, e o mais giro é que falam de portugal mas deixam-se colonizar pelo brazil? Yah.
    Eu sempre pensei que a CPLP e os PALOPS fossem somente mais um motivo para se reunirem para um almoço, porque nunca entendi o que esses gajos lá fazem! Vocês já viram o quanto moçambique cobra por um visto? É-me mais barato ir à tanzânia!

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    1. Hey, hey, hey...
      E a última dos complexados é que Portugal não deve escolher o Secretário executivo, porque supostamente alguém os convenceu de que se um português estivesse no comando seria o mesmo que estar a colonizá-los de novo: os dirigentes socialistas como o Brasil. Angola e Moçambique não admira pois essas personagens são no mínimo dignos de pena, mas o finca pé de Cabo-Verde é até ultrajante.

      O Trump disse na semana passada "África precisa de ser re-colonizada"; a sua ingorância e estupidez é alimentada por políticos africanos que ainda não compreenderam que governar não é por em primeiro lugar os seus ideais, mas sim lutar pelos respectivos povos.

      Uma pequena estorieta: fui a Tanzânia em 1999, e como em Portugal não havia embaixada, quando cheguei ao Aeroporto na fila estava um sueco e eu, a mim cobraram-me $20 e ao sueco $40 e reclamou e o funcionário disse-lhe que o seu país era mais rico que o meu: rimo-nos todos a bom rir e adorei Dar-es-Salam e as pessoas apesar de a ter achado mais suja que Lusaka.
      Próxima vez falaremos do falhanço que são os PALOPS e a CPLP.

      Shabbat Shalom

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  2. Lenny, na mouche! Os mwangolês pensavam que era só chegar na tuga, pôr lá moneda e que os tugas iriam permitir tudo. Mas a tuga é um estado de direito, não é uma ditadura onde os amigos dos amigos se safam sempre. Agora, a corrupção é assim tão grande aí? Pensei que só por estas bandas se ouviam tais enredos...

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    1. Olá, Carlitos!

      A corrupção não é tão grande porque exactamente, quando há indícios, a justiça entra na roda e varre tudo e todos; mas há quem tente a ver se passa.
      Disseste bem, é um estado de direito por isso nada os devia espantar. Quanto aos seus dinheiros não sei o que diga: a Isa dos Santos deu uma entrevista dizendo que o dinheiro era seu, e não do governo de Angola.
      Ó pá! Por uma questão de transparência e honestidade, não custa nada dizer que teve um empurrão inicial do estado angolano (povo angolano chefiado por seu pai), mas como fez investimentos lucrativos, o estado foi ressarcido.
      Não tenho nada contra os negócios de quem quer que seja, mas a transparência nos negócios é a profilaxia que impede investigações desnecessárias sobre a origem dos fundos: digo eu.
      Tenho quase a certeza que um dia por essas bandas ouviremos falar de luta contra a corrupção e justiça será feita: basta-vos um juíz co-adjuvado por gente sem medo.

      Aquele abraço, sobrevivente de Moza.

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  3. O Eduardo dos Santos vai sair do poder daqui a dois anos, quem vai ser o herdeiro? De qualquer maneira, também acho que tá na hora dos países africanos pararem com essa conversa velha de colonialismo, já lá vai pá! E também isso não pode ser usado como desculpa para a incompetência dos políticos africanos, já cheira mal! Sonho com o dia em que os países africanos também investiguem casos de corrupção e prendam políticos como em portugal. Bom fim-de-semana, lenny.

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    1. Olá, Leila!
      Pouco importa o herdeiro desde que seja sábio.
      Claro que a história do colonialismo é para mascarar a sua incompetência política e assim poderem continuar a encher os bolsos á custa dos países doadores(impostos pagos pelos dos povos desses países).
      O teu sonho será uma realidade nem que seja daqui a 30 anos quando o povo se fartar de "fuba podre, panos ruins e 50 míseros tostões".

      Bom fim-de-semana, guerreira de Moza

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  4. Olá Lenny,

    Acho bem que Angola se proteja do terrorismo islâmico. Infelizmente, sabe-se bem que o radicalismo começa nas mesquitas e em lares islamistas radicais, por isso faz todo o sentido não só banir as burqas e os chadores (como o Presidente dos Santos fez) como também diminuir o número de mesquitas no país. Olha, Moçambique deveria fazer o mesmo.

    Quanto à parvoíce de Angola em relação a Portugal: acho que Angola é que precisa de terapia urgentemente.

    Muito bom post.

    Shabbat Shalom

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    1. Olá, Max!
      Eu também acho bem que, Angola se proteja dessa corja de assassinos islâmicos.
      Essas mesquitas e seus centros culturais seriam o passo indutor para que, os arábes se servissem dos novos convertidos para causar o caos em Angola.
      Repara que todos os países africanos que têm petróleo e gaz natural e minerais utilizados em Hi-Tec estão em guerra provocada pelos seus cidadãos muçulmanos.Porquê?
      Porque os arábes não querem o desenvolvimento de África que por questões culturais, o respeito pela mulher sendo um deles, os africanos se se organizassem num abrir e fechar de olhos seriam um protentado logo: os arábes e os persas perderiam a sua relevância chantagista perante o Ocidente e de caminho muitos petrodollars.

      Moçambique (terra que me viu nascer) é um caso quase perdido, pois o chefe do cartel das drogas que alimenta os corruptos moçambicanos é um paqui muçulmano: topas?

      O meu conselho para os dirigentes da CPLP e PALOPS é: complexo de inferioridade e agressão verbal gratuita tem limites.

      Shabbat Shalom

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