Imposto Solidário da ONU: Violação de Direitos & Ineficiência no Sistema de Ajuda?


Foi-se o direito à liberdade de escolha. E se pensam que eleger um governo de direita ocidental equivaleria a menos governo e liberalismo (no puro sentido da palavra: liberdade pessoal, economia de mercado etc), estão muito enganados – esses dias acabaram porque até a Direita parece ter sido corrompida pela Esquerda. Devem-se estar a perguntar a que é que me refiro, logo, sem mais demoras, partilharei a raiz da minha apreensão: a ONU e o governo alemão querem obrigar-nos à solidariedade.

Como serva do Senhor, sou a favor da partilha. Acredito que se cada família protegesse os seus familiares mais desafortunados (por protecção leia-se providenciar-lhes instrumentos para vingarem na vida – de acordo com a sabedoria de Confúcio “dá um peixe a um homem e ele comerá por um dia, ensina-lhe a pescar e ele comerá para sempre”) haveria menos miséria no mundo. Na ausência de família, passa-se para o grupo seguinte que se considere como tal (amigos, vizinhos, membros da comunidade etc).

Acredito em dar assistência, em dar às pessoas aquele empurrão inicial; mas eu quero poder escolher a quem ajudo; quais as pessoas que tirarão melhor partido da minha ajuda. Mais simplesmente, quero ser livre de escolher com quem sou solidária. Deveria um governo (ou pior, um orgão internacional composto por elementos com agendas perigosas) retirar-me, e vós também, esse direito?

O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, sugeriu que os países europeus aumentassem o imposto nos combustíveis para que todos contribuamos para a crise da migração. Uns dias mais tarde, foi reportado que a UN publicou um relatório defendendo que deveria haver um imposto solidário global nos combustíveis, jogos de futebol e espectáculos de modo a financiar crises humanitárias – não está claro quem inspirou quem, terão os alemães inspirado a ONU ou terão as Nações Unidas inspirado a Ministro Alemão? De qualquer maneira, não me parece que as pessoas (que já são multi-taxadas através de impostos directos e indirectos) aceitassem este claro assalto ao seu bolso – D**s nos livre que haja alguém que organize uma insurreição popular, por conta disto.

Senhoras e senhores, temos um problema sério. Todos os anos, o mundo dá mais de $100 mil milhões (dos contribuintes, excepto no caso dos Estados Rentier) para ajuda no estrangeiro, e no entanto a “pobreza” não diminuiu, o número de refugiados não desceu, as crises humanitárias parecem estar a aumentar e não estão a “ensinar as pessoas a pescar” porque estão demasiado ocupados a demonizar o único país que tem tecnologia para cultivar países áridos. Logo, faço uma pergunta: para onde é que vai o dinheiro? Desta vez, até farei uso de um dos mantras de mau gosto esquerdistas: com $100 mil milhões poder-se-ia alimentar muita gente.

Gostaria de relembrar ao Sr Schaeuble e à ONU que impostos em excesso foram um dos factores que conduziram à quenda de XVI, resultando na sua decapitação, e naquela da sua família. Os republicanos lutaram para acabar com a – e afastarem-se da – Monarquia porque, segundo eles, quanto mais os Reis recebiam em impostos mais queriam. E agora, quanto mais os republicanos, federalistas, democratas (ou o que quer que eles se apelidem hoje em dia) recebem em impostos mais querem. Está a tornar-se claro que o problema não era o sistema político monárquico, mas sim os homens...homens corruptos, sedentos de dinheiro...

Por todas estas razões, suspeito que muitos países rejeitarão a iniciativa absurda alemã e da ONU. Não obstante, tenho uma pergunta a fazer: dos mais de $100 mil milhões, quanto é que é gasto em salários, em despesas de deslocação e alojamento dos funcionários da ONU e UE etc; e quanto é que é mesmo utilizado para ajudar? Esperemos que não se trate de um caso similar ao da Fundação Clinton que, segundo a Fox News reportou, só dá 10% do total dos donativos para caridade. Logo, talvez o problema possa ser resolvido não através do aumento de mais impostos mas através da colocação dos doados fundos de maneira mais eficiente e transparente.

Deixo-vos com um pedaço de informação interessante para a vossa meditação:
O enorme campo de refugiados de Azraq, na Jordânia, exibe um outdoor enorme dizendo 'Obrigado' à Britânia, à União Europeia e a dez outros países por terem providenciado os £100 milhões que custou construir e gerir o campo. Este abriu em Abril de 2014, com a intenção de albergar até 130,000 sírios fugidos da guerra civil – embora só 15.000 ali estejam de momento. Azraq era suposto ser o segundo maior, e o melhor, campo de refugiados...e está às moscas (fonte, em inglês)

(Imagem retirada go Google Images) 

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Olá, Max!
    Não gasto gasolina, nem querosene e nem diesel; não vou mais ao teatro porque os artistas resolveram abertamente expressar as suas opiniões políticas; e quanto ao cinema prefiro pagar o cabo e ver na paz da minha casa, com os meus amigos e familiares; futebol graças a D**s nem sequer é minha praia.
    O ministro alemão que me desculpe: ele recordar-se-á na certa que a Alemanha cobrava 60% de imposto aos seus cidadãos, é só voltar ao mesmo.
    A ONU, esse bando de inúteis, aconselho-os a que se vão catar; o meu dinheiro não patrocinará missões nas quais crianças acabam sendo violadas pelos seus soldados: jamais, mr.Ban ki Moon!
    Conclusão: de mim não obterão cheta!

    Bom trabalho, Max!

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    Respostas
    1. Olá Lenny :D!

      É de mau gosto os artistas serem abertamente políticos, não é?

      "A ONU, esse bando de inúteis, aconselho-os a que se vão catar; o meu dinheiro não patrocinará missões nas quais crianças acabam sendo violadas pelos seus soldados: jamais, mr.Ban ki Moon!"

      Muito bem dito!

      Ah, Lenny, obrigada pelo teu super comentário :D.

      Beijocas

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