A Prova de Ariel Sharon e Pedido de Desculpas do Presidente Obama a Israel

Ariel Sharon (Fonte: IDF Blog)
"A nossa Doutrina é que não há missão que não possamos cumprir" - Ariel Sharon (1928-2014)

Ariel Sharon foi uma das principais figuras que ajudaram a dar forma ao Estado de Israel; e serviu o seu país de modo impecável.
Esta semana, iremos concentrarmo-nos numa das suas mais controversas decisões: a retirada unilateral da Faixa de Gaza.

Sumário: no dia 12 de Setembro de 2005, o Estado de Israel concluiu a operação de desenraizamento do seu próprio povo das suas casas, da sua terra, afim de basicamente dar Gaza, e partes da Samaria, à Fatah e ao Hamas.
Hussein Ibish escreveu (para a Foreign Policy) "Sharon não era o líder israelita que fosse fazer um acordo de paz final com os palestinianos. Mas ele deu um passo significativo, cujas implicações não podem ser subestimadas tanto por palestinianos como por israelitas: ele evacuou colonatos tanto em Gaza como no norte da Cisjordânia. Sharon não o fez no interesse da paz; fê-lo como um imperativo nacional israelita (...)"
Concordo com Ibish quando ele diz que Ariel Sharon não implementou o Plano de Retirada para fazer paz com os "palestinianos", mas não sei se concordo que o tenha feito como um imperativo nacional israelita. Na minha opinião, fê-lo para provar algo.

Israel tem estado sob pressão internacional praticamente desde o seu renascimento. Até o seu aliado mais próximo (os Estados Unidos da América), para acomodar os seus interesses junto do Mundo Árabe, tem-se sentido no direito de ocasionalmente ao longo dos anos retratar Israel, em público, como o menino mau comportado do Médio Oriente (ME).
Claro que os EUA apoiam Israel; claro que a América coopera com Israel; mas é inegável que os Estados Unidos tenham vindo a exercer uma política infrutífera de condenar os "colonatos" israelitas que causou mais danos do que benefícios na região (apesar de saberem bem que não são ilegais, tal como o afirmou o Presidente Reagan). A América tem vindo a enviar os sinais errados ao Mundo Árabe desde os anos 60 e por essa razão deveria admitir que se não há paz entre Israel e Árabes é porque os EUA certificaram-se de que ela não teria lugar. O Presidente Barack Obama, em nome dos Estados Unidos da América, deveria pedir desculpas a Israel por isso.
Mas divago...

A comunidade internacional insiste em fazer pressão sobre Israel para dar terras aos Árabes - e dividir a sua capital ao meio (como se Jerusalém fosse Berlim) - já que vivem sob a ilusão de que ao fazê-lo todos os problemas do Médio Oriente desaparecerão. Ariel Sharon provou que estavam todos errados.

Gaza foi entregue à Fatah e ao Hamas. Fizeram eles uso dos donativos para construir um estado e provar que eram capazes de cumprir com os Acordos de Oslo? Não, de modo nenhum. Em vez disso, utilizaram (e ainda utilizam) os fundos da ajuda para financiar as suas actividades terroristas desde o primeiro minuto que receberam a escritura das terras.
Logo depois de Israel se ter retirado da Faixa e de partes da Samaria, os "palestinianos" começaram a cantar nas ruas que Gaza não era suficiente, que a resistência continuaria até que eles recuperassem todo o Israel - a América e a Europa sabem bem disto, todavia optam por ignorar os factos e continuar com as suas políticas falhadas no que toca ao ME.

Desde 2005, a segurança de Israel tem vindo a deteriorar-se, e o mundo está a tentar convencer-nos que ao entregar a Judeia & Samaria, Israel estará melhor? Fazê-lo só garantiria a aniquilação do Estado Judaico.

Ariel Sharon, ע"ה, provou que dar terra pela paz não é viável; logo, Israel não se deve vergar à comunidade internacional, não mais.
Está na hora de argumentar o caso.


Comentários

  1. Que Israel não caia no erro de lhes dar terra. Vou rezar para haja sabedoria no governo israelita!

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    1. Olá Maria Joaquina :D!

      Israel saberá o que fazer, minha cara.

      Muito obrigada pelo seu comentário :D.

      Um abraço

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  2. Que Sharon descanse em paz e que Israel retome o que é seu.

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    1. Olá Carla :D!

      Amén e amén.

      Obrigada pelo seu comentário, Carla :D.

      Um abraço

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  3. sionistas...
    sempre jogando essa de anti-semitismo...
    PAREM DE HIPOCRISIA
    A Palestina Sionista(conhecia mundialmente como Israel) é tão antissemita quanto os wahhabis da Arábia.

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    1. Olá Anónimo :D!

      Então diga lá como é que a Palestina Sionista é tão anti-semita quantos os Wahhabis da Arábia Saudita? Se vai fazer uma acusação dessas então apresente factos e não frases de autocolantes Iranianos.

      Foi uma honra receber um Persa aqui no blogue (uau...atacar a Arábia Saudita, hein? Não sabia que tinham tanto medo dela assim). Obrigada pelo seu comentário infundado.

      Um abraço

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    2. Ó senhor Anónimo, o senhor é um ignorante e vou rezar para que Jesus o ilumine!

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