A União Europeia Intensifica os Efeitos do Desemprego




Tenho sido uma Euro-entusiasta desde os meus 16 anos; contudo, começo a compreender os Euro-cépticos...

A União Europeia (UE) foi criada sob o pretexto de trazer prosperidade a todos os seus membros.
Lembro-me bem de, pouco depois do Tratado de Maastricht ter sido assinado, algumas pessoas estarem preocupadas que a integração europeia fosse afectar as tradições e a cultura de cada país-membro - não estavam a ver a sua vida a ser comandada por Bruxelas. Também me lembro de ter tido uma discussão interessante, com um dos meus professores de Liceu, na qual argumentei que os Portugueses nada teriam a temer porque nos cabia a nós proteger a nossa cultura, a nossa história, o nosso modo de vida e, que os Euro-Deputados Portugueses certificar-se-iam que os nossos interesses estariam protegidos - como podem ver, aos 16 anos de idade eu era politicamente romântica.

A UE não mudou a base da nossa cultura nem tradições (ainda que os Portugueses tivessem começado a viajar mais); mas a união atacou a maneira como o pequeno negócio é feito em Portugal (e além fronteiras).
A Europa-Latina já teve taxas de desemprego altas antes (são cíclicas por n razões), contudo as pessoas não sentiam tanto o seu efeito porque havia sempre uma saída: se soubessem fazer compotas, fá-las-iam em casa e começariam a vendê-las no seu bairro; se soubessem fazer bolos, fá-los-iam em casa e vendê-los-iam na sua comunidade; se soubessem fazer queijo, fá-lo-iam e vendê-lo-iam aos seus clientes etc etc.
Mas à medida que o tempo foi passando, a UE começou a esfaquear a prosperidade nas costas com regulamentações múltiplas: um belo dia acordámos e as senhoras desempregadas já não podiam fazer as suas compotas em casa (tinham que arrendar um espaço, construir uma cozinha mini-industrial - com um tamanho específico; comprar materiais industriais para cozinhar a fruta, usar equipamento específico; o chão tinha de ter azulejos específicos etc); os queijeiros tradicionais já não podiam fazer queijos da maneira que haviam vindo a fazer há séculos (agora tinham que ter uma pequena fábrica e todas a coisas inerentes a ela); as pessoas que cozinhavam em casa para fornecer pequenos serviços de catering no seu bairro, já não o podiam fazer a não ser que a sua cozinha tivesse o tamanho X, com os azulejos Y, o fogão W e o frigorífico Z (e não nos esqueçamos do detalhe de não se poder cozinhar mais com colher de pau, mas sim com colher de silicone)...os exemplos são inúmeros, mas penso que estes poucos já oferecem uma imagem clara do que se passa no terreno.
Por alma de quem é que a União Europeia teve estas ideias: da saúde pública? Não, ainda que esta tivesse sido usada como desculpa. Os illuminati que se sentam na UE, tiveram estas ideias "brilhantes" para benefício de grupos específicos.

George Friedman, num artigo intitulado "Europe in 2013: A Year of Decision", disse "Os países com baixo desemprego tendem a estar no Norte da Europa, que é o coração da União Europeia, enquanto que aqueles com desemprego catastroficamente alto estão na periferia. É fácil ignorar as coisas quando se está longe."...e Max Coutinho acrescenta que o coração da União Europeia é, na verdade, um ninho de corrupção e de interesses à custa do cidadão comum.

Comentários

  1. Olá, Max!

    O povo que se revolte contra essas regulamentações estúpidas; mesmo que o problema evocado fosse saúde pública, o mercado é auto regulador; Ok?
    O problema é que, os regulamentos estão a ser desenhados, por gente que só conhece alimentos e bebidas instantâneas; estás a ver, não é?

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    Respostas
    1. Olá Lenny :D!

      Ok, ok... :).
      LOL LOL LOL é, estou a ver...

      Lenny, como sempre um mega comentário: muito obrigada, minha linda :D.

      Beijocas

      Eliminar

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