Pensamentos Vários sobre o Irão

A Ilha dos Mortos de Arnold Böckland

Estudantes Iranianos atacam a Embaixada Britânica, em Teerão, e uma pletora de pensamentos vagueam pela minha mente...

Ver os analistas de assuntos internacionais, na TV, a falarem do Irão pode ser extremamente cansativo. Primeiro, dizem todos a mesma coisa; depois, podemos sentir o seu desapontamento perante a inacção militar Americana e Israelita. Ver os dentes de vampiro ensanguentados dos analistas de assuntos internacionais enquanto debatem o Irão é como assistir a uma versão ainda mais barata da Saga Twilight.
A presença militar dos EUA no Iraque está a chegar ao fim; e, a sua presença no Afeganistão também terminará em breve. A Primavera/Verão/Outono (e quase Inverno) Árabe ir-se-á esvanecer à medida que o povo for deitando abaixo ditadores (um por um) ou, então, à medida que líderes políticos inteligentes forem procedendo às reformas que o seu povo exige.
Portanto, o que é que está agendado no calendário dos institutos/centros de relações internacionais? Um conflito com o Irão.

O mais curioso é que estes institutos/centros parecem querer dar ao Irão aquilo que este mais deseja: ver o Ocidente ceder à sua provocação afim de se enfraquecer ainda mais (pode parecer estranho mas ao focar-se nas guerras, contra o Bin Laden e o Saddam Hussein, o Ocidente negligenciou a sua economia e, num desvairio, esbanjou dinheiro em acções militares que infelizmente enfraqueceram o seu poder económico - o BRICS aproveitou-se disso e o Irão esfregou as mãos com um sorriso nos lábios).
O Ocidente deveria refrear-se de travar guerras, contra quem quer que seja, antes de se fortalecer economicamente. Contudo, hard power deve ser utilizado contra o Irão, sem dúvida, mas de uma maneira inteligente e eficaz em termos de custo.

E por falar na Nação Persa: aqueles que atacaram as embaixadas em Teerão...eram estudantes-trabalhadores, não? Ao vê-los a destruirem a Embaixada Britânica a primeira coisa que pensei foi "Ah, trabalham para a Guarda Revolucionária de dia e estudam à noite". Quer dizer, os tais estudantes pareciam demasiado velhos para serem simples "estudantes". Para além disso, não faz muito sentido que os mesmos estudantes Iranianos que praticamente deram à luz a "Primavera Árabe" fossem agora defender aqueles que eles desejam deitar abaixo...

É sempre interessante ver os jornalistas Ocidentais a matarem-se por uma entrevista com o Presidente Ahmadinejad e eu, francamente, gostaria de saber porquê já que ele diz sempre a mesma coisa, ele é um hipócrita ao falar de liberdade e direitos humanos; ele arranja sempre maneira de ser obnóxio, tenta sempre ofender os valores ocidentais e, por fim, arranja sempre maneira de incluir os Sionistas no seu monólogo. O que estou prestes a dizer pode não parecer correcto, mas seria incorrecto da minha parte não mencioná-lo: penso que o Presidente Ahmadinejad fume algo antes das entrevistas, e não é tabaco.

O que admiro no Ahmadinejad é o seu DOC: como Presidente da Câmara de Teerão, ele mantinha a sua cidade limpinha e, como Presidente ele assegura-se de que o país esteja completamente limpo, sob pena de ele apanhar uma doença quando viaja dentro da Pérsia. Parabéns, pá! Seria interessante se os líderes Africanos seguissem o exemplo do Ahmadinejad: sê um ditador mas atenção à limpeza.

A Pérsia poderia procurar poder regional de uma maneira mais positiva, mas em vez disso opta por ser poderosa através do patrocínio de grupos terroristas tais como o Hamas e o Hezbollah.

Dividir, disseminar o mal e destruir para conquistar...essa é a nova filosofia Persa.

Comentários

  1. Desde que Mahmoud Ahmadinejad tornou-se presidente em 2005, os estudantes estão sendo perseguidos; foi adotado o sistema de contagem de estrelas pelo Ministério da inteligência e hoje em dia, o histórico político tem sido analisado na admissão de empregos e muitos formandos estão procurando emprego em outros países. Este governo quer calar os "corajosos", já que o medo também é uma arma de guerra. No Brasil, os estudantes iranianos já estão recebendo apoio.

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  2. Olá Luma :D!

    Já sabes que em qualquer revolução os estudantes estão na linha da frente (para o bem e para o mal).

    O governo Iraniano quer impedir uma segunda revolução.

    Pois é, os estudantes Iranianos (muitos também no estrangeiro) foram quem colocou o Ayatollah e "cúmplices" no poder. Dito isto, nada nos diz que os estudantes iranianos que estudam no estrangeiro não estejam a recolher apoios somente para usurpar o poder (à semelhança do que está a acontecer na Líbia [em que a promessa de um dia melhor, está a ser um pouco quebrada] e no Egipto [onde os militares e religiosos apoiaram os estudantes somente para tentar ocupar o lugar do ditador])...é complexo, mas vamos esperar para ver.

    Luma, obrigada pelo teu comentário e link (que lerei atentamente) :D.

    Bom fim-de-semana

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