Comentário: Greves

Vanitas Natureza-Morta de Edwart Collier

Senhoras e Senhores, peço-vos a vossa atenção, por favor! Prometo ser extremamente breve...

Os funcionários públicos Portugueses fizeram greve na passada Quinta-feira. Portugal está a atravessar uma crise económica e os sindicatos decidiram que o melhor que tinham a fazer era uma greve como forma de protesto contra o governo (governo este que está a dar o máximo para limpar a trapalhada feita e deixada pela Esquerda)...muito inteligente e produtivo.

Deve ser uma verdadeira benção trabalhar para o governo: vais para o trabalho, produzes (ou não); desrespeitas os contribuintes (basicamente, o teu verdadeiro patrão); recebes o salário ao fim do mês; passas a vida a reclamar da vida e quando alguém decide que deves fazer uma greve transformas a vida daqueles que te pagam o salário (i.e. os contribuintes) num verdadeiro caos...que sonho!
Se eu, como consultora política independente, sonhasse sequer em fazer greve, contra quem é que a faria? Deixem-me pensar: talvez contra aquele meu cliente especial (a quem providencio informação valiosa) que ainda não me pagou desde Janeiro? Não consigo imaginar o tipo de satisfação que ele possa tirar por não pagar o que deve, contudo já o vejo a rir às gargalhadas se eu me fosse sentar em frente ao seu edifício com um cartaz a vociferar toda a sorte de impropérios contra ele...que pesadelo!

Compreendo que as greves tenham nascido durante a Revolução Industrial quando os trabalhadores eram explorados (incluíndo crianças e mulheres [estas não tinham o direito ao voto, mas tinham o direito a serem escandalosamente exploradas]); compreendo que as greves sirvam o propósito de exercer pressão e exigir melhores condições; aprecio o facto destas acções de protesto posso ajudar a forçar o governo a mudar as suas políticas...compreendo tudo isso em tempos de prosperidade.
Não compreendo, contudo, como é que durante uma severa crise económica (em muitos países, provocada pela incompetência de governos socialistas com a conivência do Povo) os cidadãos nacionais recusam-se a pôr de parte a côr partidária e refusam-se a unirem-se para re-erguer a nação das cinzas. Não compreendo como é que um cidadão se empenha tanto para arruinar ainda mais o seu país. Não aprecio quando as pessoas vão atrás da demagogia de esquerda sem questionar esta prática nefasta e, cometem actos de traição (tais como greves sem sentido) quando o país mais precisa delas.

As greves hodiernas não são feitas para defender os direitos dos trabalhadores.
As greves hodiernas nada mais são que instrumentos políticos que raiam a actos anti-patriotas.

Obrigada, Senhoras e Senhores, pela vossa atenção; são verdadeiramente uma audiência maravilhosa...

Comentários

  1. Max,

    Como disse no "MAX:Dissecting Life & Society", como comentário partilharei uma citação:

    "Há duas formas de sabotar o direito à greve: regulamentá-la, como faz a direita; ou utilizá-la a torto e a direito, como faz o partido comunista" - François Mitterrand

    Achei por bem dizê-lo em Português também, já que em Portugal se abusa das greves e estas deveriam ser regulamentadas...
    Tchau

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  2. Olá Celeste :D!

    Mitterrand sabia do que estava a falar. Realmente os esquerdistas abusam do direito à greve; e em Portugal (infelizmente) a direita ainda não regulamentou esse direito como deve de ser (aliás a nossa constituição ainda continua muito esquerdista, o que a torna [à medida que o mundo evolui] obsoleta).

    Minha cara, obrigada pelo teu comentário :D.

    Tchau

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