A Morte da Língua Portuguesa: estrangeirismos



Estrangeirismo é o uso de palavras, expressões ou contruções estrangeiras em vez da correspondente na nossa língua.

Após a Primeira Grande Guerra parece ter-se sentido uma animosidade aos estrangeirismos. Era como se estes representassem o assassínio non solum da língua nacional sed etiam da própria cultura.
Mas já na época de Eça (século XIX) se fazia uso dos estrangeirismos, coisa vista como sinal de sofisticação intelectual.
Então pergunto-me, quando é que nos tornámos adversos peregrinismo? Quando é que este virou alvo de desprezo?
Eu diria que o estrangeirismo virou barbarismo à medida que o mundo foi regredindo em termos intelectuais e sociais; e também durante crises económicas que levaram ao nacionalismo (obcessão pelos símbolos e orgulho nacionais).

Mas hoje, num contexto de aldeia global tornou-se imperativo falar mais de uma língua (por motivos vários, sem ser exactamente por intelectualidade polida)...será que o estrangeirismo poderá continuar a ser considerado um barbarismo? Não e não.

Antes de partilhar uma pequena lista de estrangeirismos, gostaria de dizer que há uma palavra em Português que (tomando tempo precioso a pronunciar) poucos reconhecem na língua Lusa mas que quase todos a conhecem na língua Inglesa: exogeneização = outsourcing.
O peregrinismo, por vezes, dá jeito....

Exemplos de estrangeirismos:

Alzheimer
Airbag
Antidoping
Apartheid
Atelier
Avant-garde
Baby-sitter
Ballet
Barbecue
Jacuzzi
Jeep
Jeans
Jet-leg

Para uma lista completa, clicar Aqui...

Assalto VIII

Comentários

  1. Aqui no Brasil usa-se o termo mídia, quando em Portugal é media. Isso aconteceu porque "alguém famoso na publicidade" escutou um americano falar media, cuja pronuncia é mídia, achou bonito e trouxe a palavra para o Brasil.
    Lamentável.

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  2. Oi Cidão :D!

    Pois é, embora em Portugal escrevamos "media" hoje em dia já se quer pronunciar de uma maneira diferente da incial (acho que agora querem que digamos "média")...enfim...

    Gato, obrigada pelo teu comentário! :D

    Beijos

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  3. Max, comercialmente algumas palavras são necessárias - funcionam como uma linguagem universal dentro do meio empresarial, mas acho pecaminoso usar estrangerismo na literatura.
    Quem sabe daqui 10 mil anos, a terra estará falando uma só língua? (rs*) Beijus,

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  4. Oi Luma :D!

    Bem pensado e dito; embora não concorde ser sempre pecaminoso o uso de estrangeirismos na literatura (mas também, já vi que depende do gosto de cada um).

    LOL imagina o que seria do mundo falar a mesma língua? Bem, isso já aconteceu e por causa da corrupção e soberba, o Criador resolveu "repartir" a língua para que novos códigos de linguagem fossem criados.

    Luma, muito obrigada pelo teu comentário :D. Amei.

    Beijos

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  5. E o que dizer das gírias que aqui no Brasil são assimiladas como palavras oficiais e colocadas nos dicionários sem qualquer pudor.
    Recentemente temos o uso até mesmo pela imprensa da palavra "presidenta", apesar de estar no dicionário, pessoalmente acho simplesmente vergonhoso. O brasileiro utiliza também chefa, como feminino de chefe e gerenta, referindo-se ao feminino de gerente. As palavras terminadas em nte são comuns aos dois gêneros e o Brasil atropela a própria língua para satisfazer a ignorância popular. O que teremos mais a frente? crenta e docenta como feminino de crente e docente? Creio ser um empobrecimento do português, não um avanço! Meus irmãos portugueses me corrijam se estou errado!

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    Respostas
    1. Olá Christian :D!

      Bem-vindo ao Etnias.
      Para lhe ser sincera, eu também penso que palavras como "presidenta", "chefa" e "gerenta" é um verdadeiro assassinato da gramática que chega a ser ofensivo. Mas o que poderemos fazer? Somente os puristas brasileiros poderão lutar contra este ataque ao nosso tão amado português. Não sou contra as diferentes formas de falar português (com algumas expressões emprestadas de dialectos locais e afins) mas defendo que pelo menos nos mantenhamos fiéis à gramática na conjugação dos verbos, na concordância e claro nas regras dos advérbios. É o mínimo que se pode fazer.

      "Creio ser um empobrecimento do português, não um avanço! Meus irmãos portugueses me corrijam se estou errado!"

      Concordo consigo.

      Christian, muito obrigada pelo seu comentário e volte sempre :D.

      Cumprimentos

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