A Nova Geração de Crianças



Política Familiar: um campo em crise.

Há muito tempo atrás uma criança era bem-educada; respeitava os seus pais, os mais velhos, os professores e os agentes da polícia. As crianças sabiam o seu lugar e ser criança era lindo e inocente...
Mas a nova geração de crianças (de uma maneira geral) é mal-educada; desrespeitadora; ignoram o significado da “figura de autoridade”; estão confusas no que toca ao seu lugar na sociedade, e irritam uma pessoa.

As crianças são mal-educadas e desrespeitadoras
Observem a relação entre elas e os seus pais. Os pais dizem-lhes para fazer algo, não fazem. A mãe e o pai ralham com eles, e estes reclamam e fazem uso de linguagem pútrida. A mamã e o papá não lhes dão dinheiro, ou o gadget electrónico desejado, e das duas uma: ou os pirralhos mimados batem com os pés e choram, ou insultam os seus guardiães. E por consequência, este mau comportamento estende-se às relações com a sociedade em geral.

As crianças ignoram o termo “figura de autoridade”
Não sei como é no vosso país; mas no meu (Portugal) um número crescente de miúdos bate nos seus professores; reclama por tudo e por nada; usa telemoveis/celulares nas aulas e insulta os professores quando estes lhe dizem para desligar os aparelhos.
Os agentes da polícia são vistos como o inimigo público número um. E como a música Rap ensina aquela famosa frase “F*** the Police!” as crianças acham engraçado desrespeitar a polícia e diminuir a importância da sua tarefa.

As crianças estão confusas e irritam os outros
Elas estão confusas acerca do significado de ser criança (isto é: respeitar os mais velhos e a autoridade; fazer o que lhe dizem e reclamar depois; não usar linguagem vulgar etc); e estão sob a impressão de que uma família é uma democracia (novidade: família é uma ditadura...não uma ditadura do proletariado [que desgostamos] mas uma ditadura familiar – embora as crianças possam ter uma opinião, elas não podem ser opiniosas).
O comportamento destes miúdos chega a ser tão irritante que uma pessoa deseja fazer como os Latino-Americanos e os Latino-Europeus: palmadas até mais não.

Mas quem deveria assumir a culpa desta crise na Política Familiar? Os pais.
Estes precisam de compreender, de uma vez por todas, que ser mãe/pai não é ser amigo. Um amigo não tem o mesmo nível de responsabilidade que os pais têm: educar uma criança é ser um Anjo da Guarda, não só desse miúdo mas também do futuro da sociedade.

Está na hora de voltarmos ao básico...



Imagem: Mãe e Filho de Brocky

Comentários

  1. Mas bah, Max.
    Esse é um tema que me preocupa, tenho netas, até já escrevi sobre êle e estou preparando uma nova crônica...
    Do infanticìdio permitido de 200 anos atrás à tirania dos pequenos nos nossos dias, vai uma distância muito grande...Costumo dizer que somos da "geração coxinha de galinha"; quando eramos crianças a coxinha era do pai, o provedor, a autoridade...Quando tivemos nossos filhos a coxinha passou para os filhos, afinal podiam ficar traumatizados se não lhes dessem o melhor pedaço da penosa...Assim passaremos pelo mundo sem, jamais, comer o tão cobiçado pedaço!"

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  2. Oi Diler :D!

    "Esse é um tema que me preocupa, tenho netas, até já escrevi sobre êle e estou preparando uma nova crônica..."

    A mim, como futura mãe e actual tia, também me preocupa.
    Eu lembro-me bem desse artigo: muito bom.

    "Do infanticìdio permitido de 200 anos atrás à tirania dos pequenos nos nossos dias, vai uma distância muito grande...Costumo dizer que somos da "geração coxinha de galinha"; quando eramos crianças a coxinha era do pai, o provedor, a autoridade...Quando tivemos nossos filhos a coxinha passou para os filhos, afinal podiam ficar traumatizados se não lhes dessem o melhor pedaço da penosa...Assim passaremos pelo mundo sem, jamais, comer o tão cobiçado pedaço!"

    É uma boa analogia, mas eu acho que talvez a coxinha devesse ser partilhada por todos embora o pedaço maior devesse ficar com os pais (os dois) para que os miúdos saibam quem manda.

    Diler, amei o teu comentário: obrigada :D!

    Um abraço

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  3. Acho que não é tão simples assim, Max!

    Não estou eximindo os pais de suas responsabilidades, mas hoje temos um mercado global e indústrias milionárias operando sobre a mente e os corpos das crianças. Uma guerra injusta, como se pode ver.

    A criança assiste propagandas e programas que incentivam a importunar os pais para ganhar determinado produto, pois ele - e somente ele - pode trazer a felicidade.

    É claro que as crianças não têm discernimento suficiente para saber que estão sendo induzidas pura e simplesmente para o consumo, que estão sendo enganadas...

    Acho que os pais são também vítimas em meio a esse tiroteio...

    Não existe um jeito único ou "certo" de ser criança. As crianças são também construções sociais, sujeitas a modificações de acordo com a cultura que as cerca.

    Se a gente vive numa cultura de consumo, é natural que as crianças vão viver e se comportar da forma que essa cultura dita.

    Temos que pensar e refletir mais a fundo!

    Abraços!

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  4. Verdade não dá para entender essa mudança no comportamento das crianças, pois se tivemos uma educação mais severa, porque as crianças de hoje em dia são educadas com mais liberdade, o dizer Não é muito importante para a formação. O que eu vejo hoje aqui em alguns lugares, crianças mal educadas que já vem de uma estrutura familiar falida e por consequência passando isso para o seus filhos. Em outros lugares, vejo respeito com as pessoas, mas infelizmente eu acho que a informatização, a ausência dos pais dentro do lar transformaram as crianças em pessoas frias e com atitudes inconsequentes, mas acredito na reflexão e ajuste familiar, antes que seja tarde demais. Abraços Marcia.

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  5. Max, que medo!!! Não é mito diferente aqui no Brasil!!!

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  6. A cosia anda bem complicada.Aqui, na suécia, nao podemos nem dar um tapinha que o tal BRIS é acionado.
    Tem mae, aqui, tao desesperada, que penas em mudar de pais.

    Achoq ue confusao anda feral

    Max, querida , nao escrevi sobre Direito Autorais, pensando em ti...kkk
    escrevi por que soube que viram uma fotoq eu fiz em Mocambique, em uma exposicao, num museu americano e outra, num site indiano...Sem dizerem, em ambos os casos, que eu sou a autora...
    bjs e dias felzies

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  7. Oi Pâmela :D!

    "Não estou eximindo os pais de suas responsabilidades, mas hoje temos um mercado global e indústrias milionárias operando sobre a mente e os corpos das crianças. Uma guerra injusta, como se pode ver."

    Não é o mercado que educa as crianças, mas sim os pais.

    "A criança assiste propagandas e programas que incentivam a importunar os pais para ganhar determinado produto, pois ele - e somente ele - pode trazer a felicidade."

    Quem nos ouvir falar até parece que as crianças de outrora não estiveram sujeitas a propagandas e programas...e no entanto os pais impunham disciplina, limites...é isso que é necessário fazer hoje.

    "Acho que os pais são também vítimas em meio a esse tiroteio..."

    Não penso que sejam vítimas...vitimizam-se de modo a desresponsabilizarem-se: é diferente.

    "Não existe um jeito único ou "certo" de ser criança. As crianças são também construções sociais, sujeitas a modificações de acordo com a cultura que as cerca."

    os Valores básicos não mudam consoante a cultura: o respeito ao próximo e à ordem; a disciplina; a organização, a responsabilidade...

    "Se a gente vive numa cultura de consumo, é natural que as crianças vão viver e se comportar da forma que essa cultura dita."

    Eu também vivi numa cultura de consumo; mas a minha mãe ensinou-me uma coisa "vais mesmo morrer se não tiveres isso?"...e esqueci tudo o que a sociedade tentava dizer-me.

    Pâmela, muito obrigada pelo super comentário: amei :D!

    Abraços

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  8. Olá Márcia :D!

    Bem-vindo ao Etnias!!

    "Verdade não dá para entender essa mudança no comportamento das crianças, pois se tivemos uma educação mais severa, porque as crianças de hoje em dia são educadas com mais liberdade, o dizer Não é muito importante para a formação."

    As justificações são tantas que até irritam: desde a TV ao consumismo; desde os pais estarem cansados após várias horas laborais...enfim, tudo serve para justificar a negligência.
    O "Não" é vital na formação.

    "O que eu vejo hoje aqui em alguns lugares, crianças mal educadas que já vem de uma estrutura familiar falida e por consequência passando isso para o seus filhos."

    É verdade. E aí vira uma bola de neve.

    "Em outros lugares, vejo respeito com as pessoas, mas infelizmente eu acho que a informatização, a ausência dos pais dentro do lar transformaram as crianças em pessoas frias e com atitudes inconsequentes, mas acredito na reflexão e ajuste familiar, antes que seja tarde demais."

    Muito bem dito!

    Márcia, obrigada pelo teu comentário maravilhoso :D!

    Beijos

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  9. Oi Cidão :D!

    "Max, que medo!!! Não é mito diferente aqui no Brasil!!!"

    E imagino como deva de ser para ti, como professor.

    Obrigada, gato, pelo teu comentário :D!

    Beijos

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  10. Oi Grace :D!

    "A cosia anda bem complicada.Aqui, na suécia, nao podemos nem dar um tapinha que o tal BRIS é acionado. Tem mae, aqui, tao desesperada, que penas em mudar de pais."

    A sério?

    "Max, querida , nao escrevi sobre Direito Autorais, pensando em ti...kkk
    escrevi por que soube que viram uma fotoq eu fiz em Mocambique, em uma exposicao, num museu americano e outra, num site indiano...Sem dizerem, em ambos os casos, que eu sou a autora..."

    lol eu sei, mas tinha que te dizer que jamais o faria.
    :O o quê? Num museu Americano? Isso é terrível...deverias processar!!

    Grace, mil vezes obrigada pelo teu comentário :D!

    Beijos

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  11. Puxa, esse tema sempre nos preocupa...Tenho 4 filhos e 6 netos, todos guris... A coisa anda preta pro lado deles para ofuturo.O que vemos, não nos agrada muito. Fico imaginando como será quendo eles forem grandes... Preocupante!abração,chica

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  12. Olá Chica :D!

    Pois é, eu também me preocupo pelo futuro das crianças...

    Obrigada pelo teu comentário :D!

    Beijos

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