Depressão: Menopausa e a Alegada Inveja do Amor do Macron



Depressão, deprimido, depressivo, e deprimente... 

Meus caros leitores, nas últimas semanas, a minha coluna tem-se focado em assuntos no  feminino, embora o Etnias: O Bisturi da Sociedade seja sobretudo um espaço de política nacional portuguesa (e internacional, claro). Mas lá terei que voltar novamente a dirigir-me às mulheres por se tratar de uma matéria vital para a política nacional, e por aparentemente estar a agastar mais às mulheres que os homens: depressão.

De que a depressão é uma patologia séria da qual padece muita gente à volta do mundo, não restam dúvidas; mas actualmente assiste-se a uma pandemia de depressões de toda a sorte. Quanto a mim a depressão é o resultado de uma sucessão de tensões atravessadas por um indivíduo, umas são mais severas e extenuantes que outras e dizem-me que são tratáveis com fármacos. Embora cada um saiba de si, desconhece-se contudo como buscar a estirpe do seu padecimento...adiante...

Esta conversa vem a propósito de dois tópicos:

Depressão causada pela Menopausa

Li no Daily Mail (DM) que à volta do mundo existem mais ou menos 480 milhões de mulheres com a menopausa, cuja condição está a causar estragos em muitas senhoras a ponto de umas não irem trabalhar e de algumas outras ponderarem o suicídio. Nesse artigo uma doutora dá várias pistas sobre a problemática do ventre feminino.

Caríssimas senhoras, eu e a menopausa por uns tempos fomos unha e carne, pois a connasse atravessou-se no meu caminho exactamente aos quarenta anos; não devido ao conflito da mente versus ao não fabrico de óvulos, mas por me ter submetido a uma histerectomia. Sim, tive hot flushes e se pensasse se quer em levantar um dedo, suava que nem uma porca; mas resolvi dar um basta a mim própria e dizer-me que se o Bom Deus me havia feito uma mulher trabalhadora então tinha que arranjar maneira de acabar com a opereta dos suores e nervos, afrontamentos e tormentos que tais.

Apliquei a filosofia budista à mente, repetindo incessantemente “eu sou una com a natureza” e, como era de prever, os miolos pretenderam ser mais fortes do que eu, então apliquei-lhes o dito inglês “when life goes tough, tougher gets going”. Pois sim, os suores acariciavam-me teimosamente o rosto. Em desespero de causa, fiz um manguito à vida e disse-lhe “o meu sobrenome é vida; se as minhas hormonas querem ser doidas, eu serei doida e meia”. Então escolhi ser produtiva; recusei o regresso à caverna; recusei qualquer tipo de tratamento hormonal, pois quero fazer parte da engrenagem e contribuir para o crescimento e enriquecimento social e económico de Portugal.

Caros leitores, o sofrimento no recato da família perdeu significado, pois a lamechice gratuita assenhoreou-se do globo terrestre. Nesta era do reallity show, todo aquele que não escâncara publicamente a sua dor, é tido como obsceno social. Como mulher decidi que a menopausa não me deitaria abaixo, antes pelo contrário tirei partido dela: sexo sem a preocupação de engravidar.

Andam por aí pessoas do género masculino que tentam convencer as mulheres que depois dos cinquenta elas devessem reduzir a sua actividade sexual. Cara leitora, se o seu homem se insere nesta categoria, mui discretamente tire-o das suas misérias e sugira-lhe que encontre alguém da sua “turma” que seja capaz de o “consolar”, e por sua vez você arranje um amigo que tenha tempo para a ajudar a livrar-se da secura de que fala o artigo do DM.

Caros leitores, nada nos deveria deprimir, mas se tiver que ser depressivo, lembre-se somente que está a contribuir para o enriquecimento das farmacêuticas e seus intermediários, atrasando deste modo a marcha da investigação da causa primária da depressão crónica e como curá-la sem a ingestão vitalícia de ansiolíticos. É deprimente conhecer um depressivo e nada fazer pela sua depressão.

Inveja do amor do presidente francês Emmanuel Macron e sua mulher Brigitte

A Enteada do presidente francês Emmanuel Macron veio à praça declarar que todos os que falam mal do amor de sua mãezinha e do seu ex-aluno, que hoje é a figura de proa em França, são invejosos.

Vamos lá a ver se compreendi: uma fêmea de 40 anos, casada e mãe de família seduz e coage sexualmente o seu aluno, um menino de 15 anos; isto é motivo de inveja?

Querida enteada, já que voltou à carga com essa história deprimente, devo esclarecê-la que percebeu tudo errado, o que as pessoas sentem é pena da sua maman; entende?

Porque Emmanuel é dado a uma velhinha e, a sua maman deve viver em constante sobressalto só de pensar que o poder lhe possa subir à cabeça e, o presidente se deixe cair nas malhas duma sénior de 80 anos igualmente com extensões no cabelo, botox nos lábios, silicone nos peitos, derrière recauchutado e que adore exibir os seus joelhos engelhados e gastos: enfin, c'est beau l'amour!

Até para a Semana!

(Imagem: Envelhecer [Ed] - Google Images)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Hehehehehe mana, mana, vucê é mortal! Mas como macron ia meter-se com uma cota de 80? Aqui na terra dizemos que depressão é coisa de branco. Claro que tá errado porque muitas manas no ocidente também têm por isso mudo para, depressão é coisa de ocidental! Nós aqui não temos tempo para isso.

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    1. Olá, Carlitos!
      Ok, viva a diversidade de sotaques e tudo o mais, mas...caríssimo, o léxico tem de ser respeitado, portanto, o pronome derivado da contracção de vossa mercê escreve-se com a 14ª letra do alfabeto português (sem contarmos com K, W, e Y); é só uma nota como futura referência ;)

      Sei lá, só ele é que sabe o que o move!
      Sim, é coisa de ocidental, porque graças ao Bom D**s temos as necessidades básicas todas satisfeitas e, temos nas mãos tempo em excesso, o que acaba por se virar contra nós: reflectimos pouco e divagamos em demasia.

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  2. Olá Lenny,

    Ainda não cheguei à fase da menopausa mas conheço muitas senhoras que estão nessa fase da vida, incluindo a minha mãe, e sinceramente nenhuma sofreu de depressão. Mas pronto, a maioria é africana: será por isso? Haverá alguma relação? Não sei, ainda.

    A enteada do Macron teve uma reacção típica de quem tem interesses especiais no negócio, não é? Ou então, tratou-se de um lapsus linguae: ela é que tem ciúmes da mãe com o padrasto?

    Shabbat Shalom, querida. Beijocas

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    1. Olá, Max!
      Não tem nada a ver com o ser africano; há africanas no ocidente sem mistura nenhuma que sofrem com a menopausa, deve ser contágio; tipo aquelas histerias que começa em alguém e num rastilho atinge uma multidão de gente. Ou então é da comida; não sei bem, do que seja! Pois, em África, conheço africanas brancas, pretas e mulatas, da minha geração, que sofrem bastante com a menopausa. Pronto, ser mulher é um Karma ;)

      "Só sei que nada sei" mas, essa rapariga é um bocado bizarra; para quê essa conversa? Juste maintenan, qu'il est déjà president de la République? Lapsus linguae ou in vino veritas: ça ne m'éttone pas, elle est française, voyons..!

      Boa semana de trabalho, querida. Beijocas

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