Guerra do Futuro: A Dificuldade em Criar Unidades Psíquicas


APES (Actividades de Percepção Extra-Sensorial) pode ser um instrumento bastante útil nas operações militares e de inteligência – e muitos países buscam usá-los a seu favor (ex: América, Grá-Bretanha e China) – contudo, quando lemos acerca de como os governos usam os médiuns para depois não dar em nada, é impossível não identificar o principal problema por detrás da falta de sucesso, i.e. o método empregado. Esta semana iremos começar a explorar este interessantíssimo instrumento que poderá ser utilizado na Era da Nova Guerra.

Nova Guerra

Este blogue concordou com os peritos Militares que defendem que a guerra evoluiu e que já não se lhe deve aplicar regras, leis e métodos antigos. A Guerra Convencional (onde armas e tácticas de batalha convencionais são empregadas no confronto aberto entre dois ou mais estados) parece estar a ser relegado para segundo plano, e agora temos a Guerra Urbana (um modo de travar guerras muito mais complexo, devido à constante mudança de táctica, ao aumento do número de baixas civis e o nível de destruição de objectos civis), Guerra Psicológica, a caminho da Guerra Espacial e talvez Guerra Psíquica (se os métodos de há décadas forem alterados).

Método Ineficaz

O primeiro mito acerca do uso de médiuns é que é necessário colocá-los num meio ambiente controlado “colocar um indivíduo no meio ambiente escuro controlado, fazendo-o(a) entrar num transe auto-hipnótico e fazer com que ele(a) descreva oralmente as imagens e outras impressões que lhe venham à cabeça” (fonte, em Inglês).

O Exército dos Estados Unidos, durante a Guerra Fria por exemplo, acreditava que através deste método os operacionais poderiam ver à distância as localizações russas, a título de exemplo, e prever ataques contra o alvo X ou Y. Mas, infelizmente, este método parece ter-se revelado bastante ineficaz.

Se qualquer governo realmente quiser proceder à conscrição de cidadãos com habilidade especiais, então precisa de se purgar de ideias obsoletas como “precisamos de cientistas e da classe académica para validar o nosso projecto secreto”. Com todo o devido respeito pelas mentes brilhantes que passam anos a estudar matemática, física et al; sozinhas, jamais poderão apresentar a solução para o problema devido à sua visão limitada (já que, de um modo geral, a sua mente foi formatada para pensar dentro das fronteiras científicas). Logo, o governo também precisa de indivíduos enriquecidos pelo conhecimento empírico – civis que lidam com o misticismo, de qualquer sorte (apesar de que pequenos grupos de pessoas oriundas de 7 regiões diferentes seria o ideal: místicos Celtas, místicos Cristãos, místicos Judaicos, místicos Islâmicos, místicos Hindús, místicos Africanos e Xamãs) – para esclarecer acerca dos meios ambientes mais propícios para o médium operar com sucesso.

O sucesso de um médio está na sua liberdade mental e de acção. O confinamento é, por isso, um método ineficaz – um laboratório frio, rodeado de gente (incluindo um qualquer céptico), não é um bom sítio para levar a cabo APES. Compreendo que os cientistas precisem de documentar todos os aspectos de um projecto, e que sejam obcecados pela estatística, mas neste caso o que é mais importante: as estatísticas ou os resultados? O processo ou o resultado final?

Método Eficaz

Em vez de encerrarem os médiuns numa sala ou edifício, enviem-nos para o mundo. Deixem-nos andar livremente para sentir o ar, cheirar os alvos, sentir as energias; e quando regressarem ser-lhes facultado o material habitual (SIGINT, HUMINT, OSINT, ou o que quer que necessitem saber) e verão que eles apresentarão os resultados pretendidos.

Nível Complexo de Guerra

Claro, o país que conseguir formar a mais eficaz das Unidades Psíquicas terá mais vantagem sobre os outros. E se juntarmos isto a uma futura aliança exopolítica (com tudo o que acarta tal parceria), então teremos uma teia militar muito complexa que resultarão num nível de guerra extremamente intrínseco – imaginem uma guerra multidimensional onde a guerra convencional, urbana e Espacial, a guerra psicológica e psíquica serão travadas em simultâneo.

Para além do mais, quanto mais um médium fizer uso das suas habilidades, mais estas serão expandidas; quanto mais ele as expandir, mais o governo se sentirá impelido a produzir soldados e operacionais de qualidade superior – de novo, através de meios diferentes daqueles que se empregaram até agora – qual poderia então ser o resultado? Uma guerra entre soldados psíquicos. Mas como seria tal guerra? E como iria ela beneficiar a humanidade? Poderemos estar diante da possibilidade de um tipo de guerra “mais limpo” - deveríamos sequer aspirar a tal coisa?
“Muda. Adapta-te. Dobra-te mas não ao ponto de quebra. Deixa a oportunidade guiar as tuas acções.” - Wayne Gerard Trotman, Veterans of the Psychic Wars

(Imagem: Galáxia Sombrero - NASA)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

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