Promessas de Mudança: do Marxismo ao Barack Obama


Quando estão a concorrer a um cargo, os políticos invariavelmente evocam o slogan da mudança. O mais emblemático, até à data, foi o do então candidato Barack Obama “Change we can believe in”.

O Marxismo foi um manifesto político que propunha a mudança dos desígnios das nações através da troca de mãos dos meios de produção. No seu dia-a-dia, as pessoas fazem, a si próprias, mil e uma promessas de mudança de vida.

A) “Change we can believe in” é um slogan revestido de certas nuances

  • A mudança em que possamos acreditar: estar-se-ia a pensar numa mudança da mentalidade dos brancos dos Estados Unidos da América (EUA), ao votarem num mestiço categorizado Afro-American?
  • A mudança em que possamos acreditar: com a eleição de Obama, os Estados Unidos da América estariam prontos para conjuntamente (Presidente, Congresso, Senado) encetarem alterações significativas no sistema?
  • A mudança em que possamos acreditar, seria antes “the change we can be living in”: com a eleição de Obama, os brancos, pretos, latinos, asiáticos, orientais e índios poderiam enfim coabitar, assegurando-se assim da concretização do “I have a dream” do Reverendo Martin Luther King.
B) Os marxistas sabiam perfeitamente que o Manifesto de Marx e Lenine era uma pantominice

Por mais obtuso que fosse um proletário, este dar-se-ia conta de que o controlo exclusivo dos meios de produção por uma entidade, a redistribuição igualitária, a igualdade na intelectualidade e a formatação social através da substituição do domínio capitalista pelo domínio da classe operária eram uma extrapolação do nunca. Contudo o trabalhador mesquinho e vil deixou-se manipular e coadjuvou um síndico pernicioso composto por hedonistas, e niilistas, que organizaram um clube chamado Internacional Socialista - uma off-shore global que se encarregara da apropriação indevida dos bens da burguesia reaccionária para satisfazer o estilo de vida dos líderes do caciquismo marxista.

Todo o ser pensante que contestasse a doutrina marxista seria espezinhado pela classe proletária, cuja inveja cega contribuiu para que milhões de pessoas fossem dizimadas gratuitamente em proporções indescritíveis - as vala comuns à volta do mundo aguardam por escafandristas dentro de mil anos.

C) Embora possua o poder do livre arbítrio, individualmente o ser humano não é capaz de mudar a sua vida:

  • por estarem acorrentados num sistema político que lhes atravanca a vida
  • por serem prisioneiros dos seus medos e fantasmas
  • por serem escravos da sua inconstância intelectual
  • por simplesmente serem adeptos do laxismo

Então, o que inibe realmente a mudança; qual a razão do eterno statu quo?

A mudança anunciada pelo “Change we can believe in” não foi nem palpável nem convincente. O presidente Obama não recebeu a prestimosa cooperação nem do Senado nem tão pouco do Congresso, já que cada membro dessas duas casas trabalha e legisla conforme os interesses do Estado que o elegeu; e desde 2008 a 2016 não foi possível fazer com que as ideias convergissem para o interesse Federal (nacional).

Depois, a política externa do presidente Obama deixou o mundo baralhado: após de na campanha de 2008 ter declarado que Jerusalém era indivisível, assim que foi eleito embarcou na usual dismorfia do conflito israelo-árabe; foi de uma moleza fatigante no trato com países assoberbados de conflitos internos; e como bom esquerdista concentrou-se em demasia na execrável dicotomia intitulada direitos humanos: interferiu com a política interna das Filipinas e infligiu um embaraço póstumo à sua mãe. Por ter abusado do seu carácter apaziguador, não foi frontal perante o problema do terrorismo islamista (desviou-se da posição assumida no discurso de aceitação do Nobel da Paz em 2009). E para quem deseja ser soldado de Deus, falhou redondamente para com os cristãos da República Centro Africana quando estavam a ser chacinados pela minoria muçulmana; quis liderar sentado nos bastidores, conclusão: a Síria é dos russos, a Líbia é do ISIL e a União Europeia está a tornar-se um navio a abarrotar de gente desvairada.

O Falhanço do Marxismo

O marxismo foi uma catástrofe, pois a esquerda na sua patética tentativa de querer  controlar o incontrolável, para bem se entregar à lascívia política, dedicou-se à corrupção (aceitação de dinheiro sujo muçulmano) e à sonegação de bens dos cidadãos abastados. Hoje, estamos perante um pretenso multiculturalismo falhado porque foi comprado pelos árabes muçulmanos, e quando a esquerda acabou com a religião cristã nas nossas escolas, permitiu que, sorrateiramente, os soldados de Muhammad permeabilizassem o Ocidente, e ei-lo agora sujeito aos hábitos muçulmanos e subsequente islamização de grandes áreas nos seus territórios.

A outra pulhice da esquerda foi os tais chamados direitos humanos, cuja invenção facilitou o uso e abuso das leis ocidentais em favor dos muçulmanos. Os cidadãos ocidentais, sujeitos a constantes lavagens cerebrais, foram obrigados a amordaçar o seu viver, visto que qualquer protesto contra o terror do Islão é sinónimo de racismo. O marxismo ajudou a cimentar a ideia de que a religião é o ópio do povo; conclusão: nos lugares de culto já não se encontram padres, andam por lá uns tipos de batinas a violar miúdos e outros farsantes mais vermelhos que a rosa da Internacional Socialista, mascarados de padres que gravitam pelas universidades a doutrinar os jovens a favor da esquerda global.

Conclusão

Infelizmente, as pessoas não mudam porque a mudança é assustadora, é dolorosa, é combativa e além de exigir jogo de cintura, requer ponderação. Como dizer à “razão” que ela está errada? Pode um ser atrever-se a contradizer uma maioria histérica, a dizer que o curso dos acontecimentos está viciado, quando aquela está bêbeda de promessas idealistas, fabricadas em seu nome por gente insidiosa? Como proceder à mudança se o medo é um elemento dissuasor - não no sentido da prudência, mas na arte condicionamento da vontade do ser?

Mas... por exemplo, sendo os políticos pessoas sujeitas às mesmas vulnerabilidades, que qualquer ser, então eles têm de ante-mão a noção de que nada irá mudar e contudo escolhem deliberadamente mentir aos eleitores, só para se sentarem no poleiro e, baseados numa premissa falsa, chupar o dinheiro dos cidadãos para encher os cofres da Internacional Socialista.

Até para a semana

 
(Imagem retirada do Google Imagens)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. A mudança só pode acontecer se estamos preparados para ela, mana. A mudança pode até tar ali mesmo mas se não a queremos nãao a temos. Por isso os políticos podem prometer tudo e mais alguma coisa mas se a máquina governativa não quiser mudança ela não acontece! Bom texto, mana, voto em ti! hehehehe

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    1. Olá, Carlitos!
      Obrigada pelo voto, se me candidatasse a algum cargo, sabes bem que se os meus colegas não fizessem o óbvio (servir verdadeiramente o povo): sairia boxe lol.

      Aquele abraço, resistente de Moza!

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  2. Minha cara amiga, para muitos quanto menos mudanças melhor; afinal, como lidar com elas? O que esperar delas? O Obama tentou mudar as coisas mas foi completamente barrado, o pobre coitado.

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  3. Olá, Anónimo!
    Exactamente, o que fazer e o que esperar das mudanças? Pois, se calhar é por isso que muitas vezes é preferível lidar com o diabo que se conhece do que com o desconhecido; que pena que seja o medo a reger as nossas vidas.
    Quanto ao Obama, eu diria que desperdiçou demasiado tempo, com o diploma SNS à americana, enquanto teve a maioria democrata no congresso e um Senado que lhe era favorável: tant pis como dizem os franceses.

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  4. Pá, Obama nunca teve de hipóteses! Eu não sou chegada a políticos que prometem mudanças. Se vão mudar, então mudem as coisas mas não façam promessas parvas! Olhem, grande mudança foi a que os americanos provocaram com a eleição do Trump. Caramba, está a tudo a borrar-se hehehe.

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  5. OLá, Celeste!
    O povo votou, está escolhido: não percebo a razão de tanta celeuma.
    Cêcê, estimei revê-la por aqui, volte sempre que queira!

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