Comentário: Política Contemporânea em Portugal



Após as independências das ex-colónias, algumas destas acoitaram catadupas de cooperantes cubanos cuja finalidade era in loco doutrinar os africanos sobre o ideal do marxismo-leninismo e as benesses que pudessem advir para as populações em geral; portanto, quando os africanos se tomavam de curiosidades, os súbditos de Fidel Castro sem perda de tempo replicavam “igualito como Cuba”. Pois eu estou absolutamente encantada por constatar que o modo de fazer política sigue siempre igualito como se o tempo tivesse simplesmente parado.

Em Portugal, todos acham normal que o primeiro-ministro do triunvirato da esquerda radical conduza as suas políticas baseado na fé, esperança e caridade: isto talvez fosse razoável se o chefe comicieiro-mor, pelo menos, entendesse a motivação do prosélito Saulo - mudança.

Sabe-se que todo o ser inteligente é por natureza adverso à estagnação, por conseguinte, o então Paulo decidira imprimir uma nova dinâmica nos ensinamentos do seu concidadão Jesus de Nazareth, enunciando os três princípios filosóficos para a cristandade que agora norteiam as políticas de António Costa.

  1. O seu secretário de estado da ATA fere a ética de morte, o premier mandou-o reembolsar a GALP na esperança que tudo fosse varrido da mente dos portugueses.
  2. O fogo consumiu o país: o primeiro-ministro num acto de generosidade veio prometer mundos e fundos às vítimas, ao poder local e ao governo regional da Madeira, excepto assegurar aos bombeiros que os equiparia de uma vez por todas e sem demora.
  3. Passos Coelho, o líder do PSD, ao exercer o seu papel de oposição criticou a “tróika” governamental. Ao invés de contra-argumentar, o cacique-mor (chefe da esquerda radical) contra-atacou dizendo que o líder da oposição deveria deixar-se de fazer previsões negativistas para o país, as quais jamais acontecerão, e começar a ser mais positivista – tal qual foram o PS, BE e PCP em relação às políticas de José Sócrates.
  4. Diz-se que o crescimento económico ficou em 0,2%, aquém dos previstos 0,7%, porém o governo tem fé que, ainda assim, o orçamento seja cumprido na íntegra.

Meus caros leitores, vamos analisar os três pilares nos quais assenta a gerência do governo do proletariado:

  • Admitindo que o António Costa seja um homem de : qual será o grau de intensidade da dita cuja? Ele na sua biografia diz-se um agnóstico; per se o agnosticismo é tal e qual como a fé pois ambos são questões que não são passíveis de análise pela razão; logo, isto significa que as políticas de Costa são geridas na base da incerteza; mas pergunto: se X não der certo, passa-se para Y e por aí fora até ao infinito? E se o método utilizado não for o adequado para a conjuntura e mesmo para a psicologia do país?
  • Digamos que a Esperança seja um silogismo politicamente válido: com que direito se assiste o primeiro-ministro para adicionar mais umas mezinhas às expectativas dos portugueses, fazendo-os crer que as suas políticas serão bem sucedidas; se as suas próprias expectativas estão/são à partida feridas pela incerteza?
  • Não me pronunciarei acerca deste último pilar – Caridade -  porque não é acerca de subsídios distribuídos justa e bastas vezes desnecessariamente; pelo contrário, a caridade significa amor, respeito e honradez. Quem ama a sua Nação e quem respeita o Povo, é detentor de honradez inabalável.

Hummm... António Costa fez uso da desonestidade para se sentar no poleiro. Estou pouco me lixando que a esquerda tenha a maioria no Hemiciclo de São Bento; António Costa fez chicana política porque antes das eleições não insinuou, nem tão pouco declarou, que se aliaria à esquerda radical para formar governo mesmo que não tivesse o maior número de votos. Se António Costa queria tanto governar Portugal e influenciar a política nacional para beneficiar o Povo, poderia ter aceitado o posto de vice-primeiro ministro mas, ao invés, preferiu servir-se de estratagemas opacos, demonstrando assim total falta de respeito pelo voto do Povo.

António Costa suspeitou que, depois de ter achincalhado José Seguro, não ocuparia o lugar de primeiro-ministro – só posso imaginar o frenesim da sua inquietude quando se propôs organizar uma segunda golpada em menos de um ano – desde logo começou a maquinar como satisfaria o seu maior desejo, o seu agora ou nunca; e claro o seu momento histórico. Em suma, Costa é um confabulador desguarnecido de limites.

Querem que eu fale de honradez? Os leitores acham que existe tal coisa chamada de integridade de carácter na actual classe política? Não me lixem, não tenho pachorra! Mas, adorei ver no horário nobre das 20 horas (telejornal) a Judite de Sousa com a cara cheia de rouge e cabelos trigo: parecia uma boneca cosida à pressa pela avózinha, amanhada com uma fatiota cinzenta composta por uma túnica indianizada e os respectivos calções a revelar as suas pernas. Para quem não sabia, ficou a saber que tem uma perna branquíssima e que o dress code perdeu a sua importância: viva o verão!  
   
Outra deliciosa: na saída da reunião convocada pelo chefe comicieiro-mor para reforçar as suas promessas vãs de linhas de crédito para ressarcir agricultores e particulares que viram os seus bens engolidos pelo fogo etc etc; vi também uma mulher trajada de calções beje e uma outra de calças pretas justas e um top cavado, um ex-libris total, pois transformaram um acto solene numa tertúlia de bons rapazes que se reuniram para discutir o registo duma Fundação/ONG ambientalista patrocinada pelo governo da esquerda radical.

Até para a semana.


[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Ó lenny, minha cara, já não há integridade nem carácter político em lado nenhum! Desta geringonça tudo o que me ocorre dizer é que estamos metidos num cabo de trabalhos, senão veja bem: então agora querem andar a bisbilhotar em todas as contas de portugueses no estrangeiro? Porquê, para quê? A justificação do governo soviético português não me convenceu e parece-me tudo muito ilegal. Vamos lá ver no que isto vai dar, minha cara. Um grande beijinho e continue, continue que é a nossa alegria. JP

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    1. Olá, João Pedro!
      Ai querem bisbilhotar as contas de portugueses no estrangeiro? Se de cada vez que um invejoso queira fazer isso e apresentar um mandato Judicial, tudo bem; outro modo é uma violação clamorosa ao direito de privacidade. Ó pá detesto estar a regredir na minha vida, juro que pensei que me tivesse visto livre de governos do proletariado em Mozambique.
      Mas este Costa e a sua camarilha de esquerda radical está até a ultrapassar os marxistas-leninistas africanos. Primeiro o pagamento pela incidência da luz solar; agora querem bisbilhotar as contas bancária para poderem gastar por conta; finalmente irão nacionalizar as segundas habitações. Topas?

      Tudo de bom, caríssimo!

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  2. Olá Lenny,

    A corrupção na esquerda enraizou-se de tal modo que claro que aquela vê com normalidade o laisse faire do actual PM.

    Interessante como a esquerda ficou caladinha com o parco crescimento económico, mas rejubilou com a descida da taxa de desemprego (lembram-se quando as taxas começaram a descer no tempo do PM P. Coelho, e a esquerda gritou que a culpa era da emigração e não das políticas liberais?). Dois pesos e duas medidas.

    Estou pacientemente à espera do momento certo, e da pessoa certa para que o mundo mude.

    Beijocas e óptimo trabalho

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    1. Olá, Max!
      A esquerda é pitoyable et misérable.
      A esquerda nunca é culpada de coisa nenhuma; ela só pratica o bem; olha para a Rússia que ganhava tudo...

      Beijocas, minha linda!

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  3. "Galpgate [não se pediram demissões], economia [mal se sussurraram críticas], incêndios [e não se exigiram cabeças] e silêncio à esquerda. Não há fogo amigo contra o PS"

    http://observador.pt/2016/08/19/gaplgate-economia-incendios-silencio-a-esquerda-nao-ha-fogo-amigo-contra-o-ps/

    La izquierda sigue igualita....

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    1. Olá, Cristina Gianchini!
      Minha linda, como vês há uma total falta de fortitude testicular à esquerda; D**s guarde esta nação!

      Bom te ver por estas bandas, ciao.

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