Brasil: Tornando-se o Principal Centro Jihadista da América Latina e das Caraíbas


De Cristina C. Giancchini

O Brasil tem estado debaixo do radar da comunidade dos serviços de informação há já algum tempo. Mas quando a Palestina sugeriu abandonar os EUA, enquanto mediador de confiança para a paz, de modo a substitui-los pelo Brasil - entre outros - os alarmes começaram a soar. Quando os brasileiros decidiram que estava na hora de terem mais visibilidade internacional, viraram-se para o lugar mais quente do mundo - o Médio Oriente. Mas o Brasil de facto deseja ser mesmo um actor mais activo no palco internacional ou estará simplesmente a tentar desviar a nossa atenção de um problem mais profundo que ameaça o mundo?

O Problema da Fronteira Tríplice

A Fronteira Tríplice é uma área onde os rios Panamá e Iguaçú convergem, na junção do Paraguai, Argentina e Brasil.
Três cidades carregam o fardo da actividade ilegal: o Porto do Iguazu (Argentina), a Cidade del Este (Paraguai) e a Foz do Iguaçú (Brasil). Nestas cidades isoladas, as leis não são aplicadas, o dinheiro é lavado, traficam-se armas, drogas e pessoas todos os dias, e muito pouco se faz para travar as actividades. Crimes e traficantes têm podido aumentar e vingar no mercado negro, devido à falta de uma aplicação da lei consistente por parte de qualquer dos três países que partilham a fronteira. - Shelley Munson
Áreas com tais características são solo fértil para a criação de redes terroristas.

O Brasil - na fronteira tríplice, em São Paulo e Pernanmbuco (onde pelo menos um israelita foi executado em pleno dia, nas ruas do Recife, em 2011) - é agora a Sede de vários grupos terroristas, tais como:
  • Al-Qaeda
  • OLP
  • Hamas
  • Hizbullah
  • e agora provavelmente o ISIS
De Acordo com a Polícia Federal Brasileira, o Hizbullah até se associou a um grupo criminoso local, chamado "PCC" - que recebe armas libanesas em troca da protecção de criminosos muçulmanos encarcerados em instituições prisionais brasileiras. O Hizbullah mantém ligações estreitas com o Hamas e muitas vezes utiliza operativos da OLP como proxies, em Israel. Se juntarmos isto à informação de que elementos da OLP têm ajudado o ISIS, não é difícil concluir que o PCC também esteja então ligado a outros grupos da Jihad Global. Não admira, por isso, que a Polícia Federal tema um ataque terrorista em solo brasileiro.

Contexto Histórico

A história de como este país se tornou um solo fértil para a desestabilização, e terrorismo, é muito interessante já que tudo começou com a gema favorita do mundo: a OLP. Desde os anos 70' - do século passado - a OLP tem travado uma batalha diplomática na América Latina para retirar apoios aos Estado Judaico. Para esse fim, o grupo trabalhou de perto com o regime radical sandinista, da Nicarágua, ajudou aqueles que queriam depor o governo democraticamente eleito de El Salvador, treinou terroristas em Cuba e no Médio Oriente (que regressariam aos seus respectivos países para minar os regimes no poder - tal qual a Al-Qaeda e o ISIS fazem agora com os Combatentes Estrangeiros [código: Foreign Fighters]) e a OLP operou, a partir dos escritórios da Liga Árabe em Brasília, para provocar "hostilidades anti-Semitas contra os 160.000 judeus brasileiros" (in The PLO's Growing Latin American Base, Heritage Foundation), uma tendência que ainda persiste até os dias de hoje - como bem se viu aquando da notícia de que a Associação de Solidariedade para com o Povo Palestino pediu a uma Universidade brasileira para que lhes providenciasse uma lista com os nomes dos seus estudantes e professores judeus "nos programas de pós-graduação".

No Brasil, tal como noutros principais países da América Latina, a OLP beneficia da campanha da Liga Árabe para acordar a consciência nacional e étnica da população árabe indígena. Um milhão de Sul Americanos são de origem médio oriental. - idem

Tudo começou com a OLP. Mas desde que o mundo começou a depender do petróleo árabe e decidiu a conveniência de utilizar Israel como bode expiatório, ele fez de conta que não via as actividades palestinianas à volta do globo, principalmente nas regiões onde eles pudessem explorar crises políticas - um modus operandi empregado pela Al-Qaeda, pelo ISIS, e por outros grupos jihadistas hoje em dia.

A Redes de Grupos Terroristas no Brasil

Um colega e eu, enquanto buscávamos um elo entre o Khorasan e o Hizb-ut-Tahrir, conversámos sobre o Brasil e daí resultou um produto interessante:

  • Ambos concordámos que o problema não começou com a Presidente Dilma Rousseff, apesar da sua ascendência búlgara e passado comunista.
  • Os elos búlgaros e comunistas são curiosos porque os Árabes mantinham fortes laços com a Bulgária, com ex-países da União Soviética e com os Nazis. Algumas nações árabes estiveram inclusivé alinhadas com o Hitler e deu-se um enorme fluxo migratório árabe para a América Latina. A presença árabe no Brasil começou provavelmente aí. 
  • O Presidente Lula piorou a situação com a sua política externa ambígua e insidiosa. 

Para além do mais, o meu colega fez-me compreender o seguinte:

"O que estamos a ver nesta Região é a criação de uma rede através de Associações, da Classe Empresarial, da Educação, Religião e das Trocas Comerciais. Por exemplo, aquando das apreensões do ataque bombista do JFK vimos elos jihadistas entre Trinidad e Tobago, a Guiana e o Suriname. Também vimos um elo narcótico entre Trinidad, Suriname, Panamá e os EUA. Também sabemos que existe um elo entre os corredores do narco-tráfico da Venezuela e Columbia, Guiana, Suriname e Trinidad. Estas redes movem terroristas, pessoas, fundos, informação, armas e servem como portos seguros para muitos. O Brasil, a Argentina e a Bolívia estão a tornar-se ligados a estas redes através das redes da OLP, Al-Qaeda e do IS. 

Eu vejo o Brasil a tornar-se cada vez mais envolvido e há a possibilidade de que o país se torne o principal centro jihadista da América Latina e das Caraíbas."

Por tudo o acima disposto, eu recomendo que se vigie o Brazil e as suas ligações perigosas ainda mais de perto. Esta nação, com mais de 200 milhões de pessoas, e o mundo não se podem dar ao luxo de a ver cair no controle jihadista. Se tal coisa acontecer, representaria a maior vitória jihadista já que, a partir dali, os Mujahideen estariam um passo mais perto de alcançar regiões cruciais (América do Norte e do Sul, África  e Europa). É urgente pensar numa nova estratégia.


(Este artigo foi originalmente publicado no Dissecting Society em Fevereiro. Traduzido por Max Coutinho)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. É tanta bobagem que logo se percebe o total desconhecimento da história brasileira...

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    1. Olá Anónimo,

      Obrigada pelo seu comentário despropositado. Se não tem nada a dizer de construtivo (como esclarecer em que é que este artigo contraria a história brasileira) evite comentar neste blogue porque este tipo de comentário inútil será doravante apagado.

      Cumprimentos

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    2. Discordo, anónimo. Parece-me que você é que desconhece por total e completo a história do seu país se é que o brasil é mesmo o seu país! Este artigo mostra bem a realidade de um país que se quer passar por uma potência mundial mas que na verdade não deixou de ser o mesmo paísinho de sempre! Não se deixe enganar pelo presidente português que só disse o que disse porque quer sair de lá inteiro.

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