Orçamento de Estado 2016: Injustiça Ambiental e Guerra ao Individualismo


O Orçamento de Estado elaborado pela esquerda radical foi aprovado em Parlamento. Não me vou pronunciar extensivamente sobre tal documento porque todo ele é um apanhado de incertezas. Falarei antes de três assuntos inspirados pelo OE2016: a injustiça ambiental deste governo do proletariado, o exemplo moçambicano da insídia e a inovação do capitalismo.

Veículos Eléctricos/Híbridos

Durante a crise económica de 2008, o sector automóvel foi um dos mais atingidos e como emprega milhões de pessoas (directa e indirectamente), os governos a nível mundial resolveram criar um estímulo económico para aumentar a procura de automóveis; só que alguns deles resolveram acoplar o dito estímulo com a eficiência ambiental (i.e. diminuição das emissões de CO2). Logo, cada país estabeleceu o seu próprio mecanismo: o de Portugal era parecido com o Francês, ou seja, concedia-se um subsídio no abate de veículos velhos na compra de um eléctrico e um benefício fiscal no abate de veículos velhos na compra de um híbrido (plug-in). Este programa verde, em Portugal, ficou conhecido como sendo uma bandeira da governação de Sócrates.

Ora, devido à falta de prudência nos gastos do governo socialista do eng. Sócrates, a dívida soberana fez com que Portugal recorresse ao FMI, à CE e ao BCE (trio mais conhecido por Troika); resultado: o governo de Sócrates caiu e a coligação de centro direita PSD/CDS ganhou a maioria dos votos nas eleições de 2011, foi empossada como governo e, conjuntamente com o povo português, teve de render-se a uma lancinante austeridade.

Devido à estucha imposta pela Troika, o programa verde foi um dos que sofreu um corte considerável no governo de centro direita. Os socialistas, então na oposição, perante a pseudo-conduta desleal gritaram: preconceito político!!! Pois bem, neste presente orçamento, os esquerdistas de António Costa redefiniram o conceito de preconceito político ao trucidar os fundos de apoio à compra de veículos eléctricos para particulares, porque aqueles vão ser empregados na:
“aquisição de veículos eléctricos para os segmentos com maior impacto energético ambiental: autocarros de serviço público de transporte, táxis, transporte escolar, transporte de mercadorias e logística urbana”.
Caros leitores, estamos perante uma capciosidade ultrajante, porque o governo radical taxa os combustíveis, logo a seguir ordena que toda a gente se sirva dos machibombos e do comboio, depois promete às companhias de transporte que lhes vai subsidiar a diferença e finalmente corta o subsídio e o incentivo fiscal  na compra de veículo eléctrico/híbrido aos particulares: digam-me se isto não vos cheira a uma táctica do comunismo puro e duro onde este governo do proletariado demonstra favoritismo pelo colectivo em detrimento do indivíduo?

O Exemplo Moçambicano da Insídia

Em Moçambique, depois da independência, o governo comunista da FRELIMO, tinha como um dos marcos da crueldade do colonialismo português, o massacre de Mueda em 1960; no qual alegadamente as autoridades portuguesas haviam massacrado uma população local agrícola que pedia melhores condições de vida. Esta barbárie terá sido o chamado ground zero para a luta armada pela independência de Moçambique.

Agora em 2016, Moçambique está novamente à beira da guerra civil. O Malawi, um país mais miserável que Moza, está mais uma vez a receber um fluxo de refugiados moçambicanos que relataram que soldados governamentais, na busca de aliados da RENAMO, destruiu-lhes as culturas e as suas casas. O governador de Tete, um lacaio nas fileiras do partido no poder como é bom de ver, nega tais alegações. Pois é, em 1960 os soldados portugueses utilizaram alegadamente tácticas intimidatórias contra a população agrícola em Mueda; e em 2015, os soldados da FRELIMO legadamente fizeram uso de tácticas intimidatórias contra populações rurais no nordeste de Moçambique?

Que pensar desta similaridade: Os portugueses foram uns reaccionários e os soldados da FRELIMO são o proletariado a disciplinar quem vai contra a forma suprema da democracia: a ditadura do proletariado? Ou é simplesmente a merda que é sempre a mesma, o que muda são as moscas?

O Capitalismo é Essencial

Caros leitores, eu detesto qualquer ideologia radical, mas a ideologia marxista está para o racional como a pulga para o cão, porque é paternalista, castradora, limitadora, açambarcadora, controladora, contra a liberdade pessoal, contra a criatividade. Por exemplo, andavam aí no mercado umas pedra-pomes deploráveis para retirar calosidades dos pés, já que nada faziam senão esmigalharem-se em contacto com a água; depois apareceu um aparelho moderníssimo com o mesmo fim que dá pelo nome de Dr. Scholl e custa cerca de €40. De repente, apareceu outra pedra para os pés muito melhorada que exerce a mesma função que a maquineta do Dr. S e custa cerca de €1 - é esta que uso e os meus pés ficam super sedosos e macios.

Pois bem, se estivéssemos já sob o regime comunista, pelo qual o António Costa e o BE anseiam para Portugal, eu estaria a usar ou a pedra reles ou o Dr. S porque a pedra melhorada nunca teria sido colocada no mercado (porque só o capitalismo permite a criatividade e concorrência necessárias para a melhoria de um produto a preços acessíveis a todos).

Ó pá, abaixo a esquerda global! Abaixo a internacional socialista! 

A luta continua, até à organização dum capitalismo ético, liderado por uma direita com valores!

Até para a semana

(Imagem: Pedra Pomes - Google Imagens)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Os meus pêsames por portugal! Já vi este filme antes e não acaba bem, mana. Ééééé, o exemplo de moçambique foi bem dado e também só a mentira pegou porque os socialistas de portugal deram legitimidade à mentira para atingir o regime de salazar, né? Estou preocupado com a tuga, a sério.

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    1. Olá, Carlitos!

      Não, ainda não! O povo português pode estar a fingir que não percebe o que se passa; mas em dois tempos a festa do proletariado estará terminada e, Portugal será de novo um país esquisito mas não merdoso.
      A direita também tem as suas porras, mas tem o senso de Valores, e quando começa a suprimir as liberdades, logo se levantam vozes dentro da própria direita; aliando-se, por vezes, à esquerda para estirpar o mal. Mas a esquerda pode estar a assistir ao desmoronar do país, fecha-se em copas e espera que outros corrijam os seus erros: é uma cobardia desgraçada.

      Quanto a Moza é outra desgraceira típica da esquerda; pois não há ninguém dentro da própria Frelimo que exija transparência. Não duvido que tenha havido alguma escaramuça em Mueda mas não foi certamente um massacre de proporções escandalosas, visto que tal acontecimento tende sempre a deixar um rasto comprovativo.
      Assim como assim, acredito nos relatos das pessoas que, mais uma vez, se foram refugiar no Malawi.
      A luta pela independência foi louvável, mas foi manchada pelo que aconteceu logo a seguir: partido único, prisões em massa de dissidentes, campos de reeducação, fome e guerra civil desnecessária porque a esquerda marxista-leninista achava que não devia dialogar com quem se opusesse à frelimo toda poderosa.

      Tenho a certeza que a tuga se vai re-erguer, este país é guerreiro e não lida bem com bullshiteria: unga shaniséki, tatana :-)

      Aquele abraço, sobrevivente de Moza

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  2. Olá Lenny,

    Nunca entendi a maneira como a esquerda faz oposição em Portugal: gritam por gritar e depois quando chegam ao poder e fazem o mesmo, explicam ter sido obrigados pelo governo anterior. Chamo a isso, oposição preguiçosa.

    É como esta história do orçamento: em vez de debaterem o OE que produziram, António Costa e a sua camarilha desviaram o assunto para o governo anterior, e para o seu OE. Mas o que é isto? Não só são preguiçosos na oposição como também na governação.

    Gostaria de saber o que a Deputada Apolónia tem a dizer acerca desta machadada nos incentivos à revolução verde: ela que grita o slogan de algo como "justiça ambiental" (expressão que nos fez rir à gargalhadas, a mim e aos meus amigos aqui no estrangeiro).

    Ainda não há um sistema melhor que o capitalismo. O mesmo pode ser melhorado; e eu defendo um capitalismo ético. Mas socialismo, comunismo, socialismo democrata, liberalismo social, nacionalismo socialista e derivados, são um insulto à dignidade humana, e criam toda a sorte de injustiças sociais.

    Bom trabalho, querida.

    Beijocas

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    1. Olá, Max!

      A oposição em Portugal é desleal; não defende o povo nem Portugal, defendem somente a sua ideologia: bando de demagogos.

      Se debatessem o seu OE, o PS teria que confessar que se dobrou perante Bruxelas (qual negociação qual carapuça) assim vai dizendo que o seu orçamento é melhor que aqueloutro porque contém poucachinha austeridade, o PCP coitado para manter Costa no poder foi contra os seus princípios e as mulherzinhas do BE foram completamente domadas pelo António Costa: " The taming of the shrew", o Babush trá-las pela trela.

      A Apolónia? Quem é essa personagem? Ah, a que tem os cabelos super oleosos, ela faz-me espécie, faço sempre o fast forward quando ela tem a palavra.

      Cada um de nós pode ser o que quiser dentro do sistema capitalista. O sistema não é perfeito mas tem toda a chance de ser melhorado, ou seja: além de ser versado para o lucro, deve também ser orientado para valorização do humanismo no trabalho; pois o seu maior activo são os seus trabalhadores e a comunidade onde estão inseridas as empresas.

      Obrigada e Shabbat Shalom


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  3. Pá, só sei que este governo penaliza os trabalhadores do sector privado, e estou pissed com isso. Como disse antes, lenny só estou à espera da queda do costa.

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    1. Olá, Cêcê!

      Amore, este é o tempo da justiça do proletariado; com a graça de D**s e do povo português outro tempo virá: o da justiça social na verdadeira acepção do conceito de justiça.

      Não percas energias a ficar pissed, investe-as no combate a esquerda global e ficaremos todos a ganhar e de caminho temos que ir avisando a direita de que: quando o seu tempo chegar. deverá ser um tempo de bom senso; pois farta de merdas anda o povo.

      Eu estou de camarote, minha cara!

      Aquele abraço

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  4. Sinto-me nos meses a seguir à revolução de 25 de Abril quando este país parecia uma miniatura da União Soviética. Só estou à espera de ver quando é que o BE mais os apoiantes do Costa vão formar um grupo terrorista à la FUP ou FP25 e começar a perseguir todas as pessoas de bem e os ricos, claro. Olhe, lenny, é uma tristeza ver no que o nosso país se está a tornar muito au ralenti. Bom fim-de-semana, minha cara.
    JP

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    1. Olá, João Pedro!
      Pois é, quem será o general Eanes desta vez? Quem será a população que então defendera a Rádio Renascença das mãos dos comunistas? Pois é meu caro, parece mentira que: o PS de António Costa tenha dado relevância a partidos que estavam reduzidos a sua insignificância.

      Espero que nunca chegue tal dia, senão lá teríamos que, mais uma vez, recorrer aos nortenhos e as mocas de Rio Maior. Seria uma espécie de "dejá vu" liberalistas contra colectivistas.

      Pois bem aconselho-o a que au plus vite possible se prepare para ir votar e levar gente consigo, mesmo aqueles que acham que não vale a pena: a direita auto-sabotadora.

      Bom fim-de-semana, mon résistant

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  5. Soube que o governo tuga cortou na educação. Xii pensei que a esquerda amasse a educação, o que aconteceu? O mano costa vai-se lixar direitinho, vais ver lenny! Depois do que a minha família passou em Moza, e até eu em parte, o capitalismo é a melhor coisa que há! A sério...só fala de socialismo quem nunca passou por ele.

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    1. Olá, Leila!
      Cortou na Educação pública: vê-la tu! Depois dizem que foram armadilhados pela direita: pode?
      O problema desse homenzinho se lixar é Portugal ter de sofrer as consequências devido a uma ambição burra, incompetente e inconsequente.
      Quando tu perdes as eleições, põe-te de lado e se fores chamado a cooperar: honra o voto dos que se deram ao trabalho de ir ás urnas(apoiante ou não).

      Clamar por socialismo, confortavelmente, vivendo num sistema capitalista é uma forma grosseira de desvio de carácter; essa ideologia já foi testada e só produziu todo o género de pobreza.

      Yah... quem viveu e vive em Moza sabe bem o que é o socialismo marxista-leninista

      Aquele abraço, guerreira de Moza

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