O Premier de Portugal é também CGD


Os Tweets, e mensagens no Facebook, com o hashtag #ConselhosdoCosta do passado fim-de-semana contra o primeiro ministro foram hilariantes; mas escárnio à parte, os conselhos do governante são deveras preocupantes e demonstram a ligeireza da sua mentalidade.

Na sua “chegada de compromisso” com a UE acerca do Orçamento Geral do Estado, e pela sua reacção política, o premier desmascarou-se e não só demonstrou-nos que o Partido Socialista está nas mãos da ala mais esquerda da ideologia do socialismo democrático como também provou a sua submissão às mulheres do BE, e aos amuos velados do PCP.

Em vez de dividir o mal pelas aldeias - i.e diminuir eficazmente a despesa corrente do Estado (NB: todos temos variados interesses dentro da máquina do mesmo) - não... esta parceria do proletariado português em ascensão (liderada por António Costa e pelo BE) assumiu o controle do aparelho do estado, pondo em marcha o seu programa de ressentimento e inveja, senão vejamos:

Taxar ainda mais a Banca

Não sei o que se pretende com esta medida, a não ser o facto de tirar a uns para gastar, logo de seguida, em futilidades do estado social (se calhar foi ideia do Ulrich do BPI). Não compreendo o que se pretenda com esta ideia mesquinha, particularmente numa altura em que o BCE (Banco Central Europeu) aconselha que os bancos emprestem dinheiro às empresas, aos jovens empresários, a inovadores e por aí fora como medida de incentivo à criação de emprego, aumento de consumo e finalmente melhoria económica.

Depois vem o primeiro ministro armado aos cucos dizer aos portugueses que recorram menos ao crédito - pois está claro, só o governo tem direito de contrair dívidas com emissões de papéis a juros escandalosos (dado o preço do dinheiro neste momento) para continuar a alimentar o sorvedouro que é a máquina do estado, e endividar-nos por arrastamento.

Os bancos não devem ser o bode expiatório para todos os males, estes devem é ser supervisionados insistente e persistentemente para que os cidadãos (humildes, classe média e ricos) não percam as suas poupanças nem os seus investimentos, porque o Estado indolente, e negligente, deita-se com a Banca na mesma cama.

Aumento dos combustíveis

O politiqueiro-mor veio dizer-nos para utilizarmos mais os transportes públicos - é bonito dizer isso quando, por exemplo, nos subúrbios (digamos, na área da Amadora) os motoristas da Lisboa Transporte são mal educados, por vezes saltam as paragens, chegam atrasados e, a empresa aos sábados, domingos e dias feriados só disponibiliza transportes de hora a hora. Quando as paragens dos comboios não são seguras, a partir de uma determinada hora, e quando chove algumas metem água de tão bem que foram concebidas; e finalmente a Carris, que é a única companhia credível, em Alfragide só trabalha até às 21 horas durante a semana e aos sábados, domingos e feriados não trabalha.

Novidade das novidades, os operadores dos transportes públicos não podem aumentar o preço dos bilhetes, nem dos passes, aos utentes porque o Estado irá subsidiar a diferença, ou seja: o imposto sobre os Bancos vai pagar essa diferença (capitalistas a subsidiarem outros capitalistas por imposição do Estado).

  • Mas então e o pequeno e médio agricultor que resolva investir num tractor, numa máquina para a apanha disto e daquilo, que queira adquirir um novo gerador para poder competir com os espanhóis? Vai o Estado duplamente subsidiá-lo para que ele faça face às despesas do combustível?
  • E o pequeno e médio Armador, vão também ser subsidiados para a compra do combustível e assim continuar a dar emprego aos pescadores e mais ou menos tentar competir com a Pesca Nova nos preços?
  • E o Pescador costeiro, como fará com este aumento?
  • Vão mais uma vez os Bancos pagar por isto? Ou os fundos da UE é que tratarão deste murro nas costelas das PME (Pequena e Médias Empresas) portuguesas? 
A experiência diz-nos que os portugueses nunca preenchem os requisitos e os fundos acabam por voltar a Bruxelas.

O imposto sobre o Tabaco

O intimidador-mor lá veio dizer-nos para que deixemos de fumar: como senão soubesse que o assalto aos bolsos dos fumadores tem feito muito jeitinho aos programas dos sucessivos governos (Por que não te calas, pá?).

Eu até concordaria se o montante dessa taxação fosse para um fundo que revertesse a favor do IPO, e se destinasse à pesquisa da cura contra o cancro do pulmão, dos doentes que o tivessem obtido directa e indirectamente.

Fim do quociente familiar como previsto para o OE 2015

Agora passa-se a ter uma dedução fixa de €550 porque – na opinião dos radicais - o quociente, desenhado pelo anterior executivo, era regressivo e injusto para os meninos mais pobres. Pronto, pronto vamos supor que sim, mas:

  • Os mais pobres estão automaticamente isentos de pagamento de impostos directos; 
  • Os mais pobres não injectam tanto dinheiro na economia porque consomem menos que os mais ricos, 
  • Os mais ricos contribuem mais com os chamados impostos indirectos pois gastam muito mais do que os mais pobres; 
  • Os mais ricos adquirem produtos de marca para os seus meninos “ricos e mimados”.

Em suma, a esquerda socialista democrática rege-se pela inveja e ressentimento: sem exactamente despojar o capitalista da sua propriedade e dos meios de produção (já que precisa daquele), esta classe proletária faz o cerco aos abastados pelo incremento fiscal, para de uma vez por todas assaltar e manter-se no poder perpetuamente, através da compra do voto com as suas políticas de redistribuição fraudulenta. Isto lembra o Nationalsozialimus de Hitler.

Roubar a uns e dar a outros: isto também faria de mim, um bom ministro das finanças; porque não teria que fazer nada de grandioso e justo, só teria que aplicar medidas gastas e retrógradas; bastar-me-ia recorrer às ideias de Keynes, de Krugman, Piketty e outros lunáticos que ainda não perceberam que existem pobres no século XXI porque os desafortunados não têm acesso ao capital, visto que os governos de esquerda lhes estão a fazer competição ao sacarem os depósitos das pessoas para financiarem políticas de terra queimada.

António Costa não é um ser politicamente brilhante, é um ser politicamente agressivo e, politicamente arrogante porque se nomeou comandante-chefe do povo português; e com os votos da mulheres do BE, o António Costa é também CGD (Chefe do Grupo Dinamizador) cujo trabalho é distrair o povo com retórica perigosa a la Nicolae Ceausescu e as suas “recomendações” ao povo romeno.

Até para a semana  
 
(Imagem [Ed.]: António Costa a suar - Expresso)

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. O quoficiente familiar não estava previsto para o OE de 2016? De qualquer maneira este OE é anti-investimento. Sinceramente gostaria de saber como é que António Costa prevê gerar postos de trabalho sem investimento e com o congelamento de contratações na função pública, não que eu seja a favor delas. Parece que andamos aqui a brincar.

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    1. Olá, Anónimo!
      Não sei o qu'ele pensa, mas sei qu'ele pensa mal!
      Investimento? Não me faça chorar; depois do FT considerar-nos iguais a Argentina e a Venuzuela: só os árabes e similares poderão pensar em Portugal, mas não para criação de emprego, mas como um vasto porto amigável para traficar drogas a favor dos persas através das redes montadas pelo Hezbollah e Hamas.

      Cumprimentos

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  2. Xi, deixem ver se percebi bem: o tal de Hitler, amaldiçoado seja ele, também fazia as mesmas políticas económicas que os socialistas fazem? Isso é grave, mana. Do pouco que li Hitler fazia défices enormes, no fim da guerra a Alemanha pouco ou nada tinha! Eh, isto está bonito. E se moçambique não se puser a pau...ui.

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    1. Olá, Carlitos!
      Tal e qual, sem tirar nem pôr: lembra-te que Hitler era fã de Karl Marx; só que o tinhoso do Hitler dizia que ia melhorar as ideias de Marx, ou seja o comunismo.
      Claro que fazia défices (resultado da promiscuidade insidiosa) enormes: a despesa corrente máquina do Estado, os subsídios sem nexo e o estado social chupam dinheiro, mesmo que se roube ao grande capital para pagar isto e aquilo, acaba tudo numa salgalhada.
      Moçambique é um aprendiz de feiticeiro, por isso vai a tempo de acordar e conduzir-se como deve de ser: poder a iniciativa privada e um estado pequeno, um regulador q.b. mas severo na fiscalização e na defesa dos interesses do povo.

      Aquele abraço, sobrevivente de Moza

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  3. Ó lenny, então a menina não sabe que o imposto sobre o tabaco até é benéfico? Assim, os portugueses fumam menos e gastam menos nos tratamentos da saúde. O antónio costa tem tudo bem pensado, não vê isso? :-)
    Este país vai de mal a pior. Mas como diria a nossa amiga maria joaquina rezemos irmãos para que o costa não decida fazer double-taxation aos emigrantes, como fazem os americanos; já que ele está numa de importar costumes...
    JP

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    1. Olá, olá...João Pedro!
      Heeheeeheeeh.... esse homem é um tratado; olhe eu deixei de fumar há mais de 20 anos porque quis. Não fui aos fumadores anónimos ouvir um tonto qualquer dizer coisas que as pessoas sabem de cor e salteado; não é agora que vou ficar quieta a tomar lições de alguém que não sabe nada da vida das pessoas. Saber coisas da sua família e amigos não é o mesmo que conhecer as motivações de cada cidadão português: que petulância da parte do António Costa!
      Tão mal, que parece que estão a impor a censura, veja só que os tipos do PS denunciaram uma página nas redes sociais que satirizava com o primeiro ministro. Isto faz lembrar os governantes escurinhos em África, os quais se julgam acima da crítica: bem ele é também um goês escurinho daí revelar tanta sensibilidade.
      Se calhar os donos dessa página devessem organizar uma manif e trazer uns cartazes que lessem: eu sou o artigo 37º da constituição portuguesa
      Estes socialistas são uns ridículos, ao menos o Sócrates ia atrás dos jornais através dos tribunais.

      JP aquele abraço e um lovely weekend

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  4. Olá Lenny,

    Até gostei de alguns conselhos do PM Costa, como o andar de transportes públicos; só que o conselho teria sido bem recebido se fosse dentro de um contexto ambiental e não fiscal. Contudo, confesso ter gostado das sátiras.

    E por falar em Sátira: com que então o PS, e os seus apoiantes, andaram a denunciar ao Twitter uma certa conta, fazendo com que a página fosse removida (seria bom se empenhassem tamanho esforço nas páginas dos terroristas - ah, espera...mas esses são combatentes da liberdade lol).

    "a esquerda democrática social rege-se pela inveja e ressentimento"

    Toda a esquerda se rege pela inveja e ressentimento. Basta ler o 'Manifesto de Comunismo' de Marx para ver que é universal. E desse deve-se passar para o Mein Kampf, outro manual da inveja, ressentimento e recalcamento.

    Esta história do OE é uma salgalhada tal, que só tenho pena de não estar em Portugal para seguir os debates no parlamento, na TV, com um bowl de pipocas à minha frente - dispensando contudo o vinho LOL LOL... :)

    Beijocas minha linda. E óptimo trabalho como sempre.

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