A Relação Promíscua Entre a Banca e os Políticos


Consta que naquele tempo, o fundador do JP Morgan, no princípio da sua carreira, havia feito promessas aos seus clientes, as quais não pôde concretizar devido a uma qualquer crise. Quando todos julgavam haver perdido os seus investimentos, o banqueiro assumiu todos os compromissos que haviam sido contratados com os seus investidores.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - Luís Vaz de Camões

Hoje de facto os políticos, a polícia e os pseudo-banqueiros são os gestores do nosso suor, lágrimas e broa (€530?); senão vejamos:

I

A polícia quis envolver forçosamente elementos estranhos ao seu serviço, quando alegou incapacidade no combate ao crime organizado (cartéis da droga, tráfico de seres humanos, tráfico ilegal de armas, roubo de arte e negociatas feitas com sacas cheias de dinheiro – tudo coisas que já se fazem desde que o mundo acolheu a humanidade) e, assim, solicitou aos políticos que apertassem a malha legal.

II

Os políticos ávidos do mediatismo político, sem pensar e seguindo tendências de uniformidade, elaboraram leis fúteis sendo a mais gritante a da lavagem de dinheiro cuja eficácia é nula, pois partiu de um pressuposto estrangeirado e irracional. Mesmo assim os Bancos foram obrigados a relegar a finança para segundo plano, e a dedicarem-se à profissão de polícia co-adjuvador.

III

Os banqueiros aceitaram a missão a troco de uma factura baseada na criação de variadas taxas bancárias e os políticos foram os seus mediadores:

  • obrigatoriedade de abertura de conta bancária, e por cada obtenção de NIB exigia-se €200
  • pagamento por cada operação bancária
  • pagamento para despesas de manutenção de conta bancária
  • pagamento para ter cartão de crédito e por não ter um
  • pagamento de taxa sobre juros de empréstimos
  • pagamento de um esclarecimento bancário
  • pagamento de uma avaliação para obtenção de um empréstimo à habitação
  • pagamento da renda, água, luz e melhorias dos gabinetes do estabelecimento bancário
  • cobrança de imposto a favor do Estado sobre os juros dos depósitos

Quem foi que se tramou com a pseudo-incapacidade policial, com a escandalosa falta de imaginação dos políticos e com a usura praticada pelos bancos? Foram a dona de casa desenrascada, a mulher a dias, os empregados domésticos, a doceira artesanal, o merceeiro, o marceneiro, o mecânico, o canalizador, o electricista, o estucador, o sapateiro, o engraxador, o biscateiro, o vendedor ambulante, o machambeiro, o pequeno e médio empresário, o palhaço de aluguer e os escravos por conta de outrém.

Quem saiu a lucrar com os apertos da tríade? Aqueles que nunca foram, nem nunca serão, obrigados a possuir a tatuagem NIB: milionários, bilionários, traficantes de substâncias ilegais, armas, esclavagistas da era moderna etc; etc...

Quem são os culpados, da crise bancária no mundo? Os políticos que ao comerem da mesma gamela, e dormirem na mesma esteira com a polícia, clonaram um monstro inescrupuloso e inimputável chamado Banco e foram honrosamente assistidos pela justiça.

Os políticos e os cabecilhas que se sentam no topo e conduzem os negócios do país, sempre que podem criticam os banqueiros, estes todavia fazem parelha com os governantes e recebem cheques assinados em branco. Para quê? Para que todos possam jogar pela mesma bitola, por exemplo:

  • Quando os governos estão sem dinheiro para a despesa corrente do Estado, os banqueiros são chamados e instados a emprestarem dinheiro (dos depositantes) a troco de garantias governamentais.
  • Os Bancos por sua vez vão aos mercados internacionais tentar repor o dinheiro dos depositantes nos seus cofres, a um juro por vezes superior ao garantido pelo Estado, pois o desconto à cabeça da garantia pode ascender a 10% que é o lucro dos banqueiros dos dois lados. O custo destes juros irá ser suportado pelos depositantes (povo) a favor do Estado na forma de impostos, pagos pelos não isentos. Mas...
  • Quando tudo fede devido a erro crasso, negligência grosseira por parte dos banqueiros e por incompetência da entidade reguladora - banco central (testa de ferro do estado); os governos sem permissão do povo delapidam os cofres do erário público e injectam capital nos bancos em apuros; matando assim dois coelhos com uma só cajadada: não só não têm que explicar as jogatanas feitas com os bancos como também encobrem crimes de gestão danosa por parte dos seus comparsas.
  • Debaixo de falsos remoques contra os banqueiros, os políticos vêm para a praça pública chorar lágrimas de crocodilo e simultaneamente anunciam que os depósitos do pequeno e médio aforrador estão garantidos até €100.000; quem tiver para cima disso terá que recorrer aos tribunais (ninguém te manda ser poupado e abastado). 
  • Qual é o tribunal que vai obrigar um banco a fazer o que quer que seja, se a polícia e o governo dizem que está falido? Claro que os banqueiros são investigados, enxovalhados, o seu bom nome é arrastado pela lama, não obstante é um pequeno preço a pagar pela futura absolvição porque errar é humano e não se provou a intenção da prática de negligência...

Meus caros leitores, pelo acima exposto ficou demonstrado que o povo é verdadeiramente lixado pelos governos e não pelos banqueiros. Podeis observar que pelo andar da carruagem (castigado por poupar muito), os governos vão empurrar as pessoas para a economia do submundo, estagnando os países que vinham avançando no desenvolvimento humano, visto que os impostos decrescerão e o consequente avanço civilizacional dos países conhecerá uma direcção indesejada; onde a causa da esquerda (i.e. a manutenção da pequenez avançará exponencialmente) e onde os patrões da banca continuarão inimputáveis, porque a corrupção é um elo que partilham com os vermelhos e, além disso agrada-lhes mais quando a esquerda está no poder, visto que a safra é-lhes sempre mais favorável,

Meu povo, esta dança macabra entre políticos e banqueiros tem de acabar, através da mudança do sistema: pela supressão de leis obsoletas e sulfurosas e pela erradicação da esquerda (pelo voto claro está).


“Abre o olho Tomás....”


Até para a semana


[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Olá Lenny,

    O que me incomoda é a teia que se criou para garantir que o estado pudesse sempre recorrer ao mealheiro:

    - Toda a gente é obrigada a ter conta bancária
    - Fazem-se leis de lavagem de dinheiro
    - Para ter conta bancária tem de pagar n taxas
    - O estado quando precisa pede a bancos para se engasgarem a comprar dívida soberana
    - Os bancos fazem-no e depois quando estão nas lonas o estado faz-lhes o manguito
    - Depois de brincarem com o dinheiro (depósitos, poupanças etc) das pessoas, o estado não garante a totalidade dos fundos depositados
    - Se as pessoas quiserem manter o seu dinheiro em casa, que melhor estaria protegido, duas coisas poderiam acontecer:
    1. seriam acusadas pelo estado de lavagem de dinheiro e evasão fiscal
    2. os bancos criariam gangues para assaltarem as casas de modo a levarem as pessoas a depositarem os fundos de volta no banco.

    Moral da história: quem se lixa é o povo, sempre.

    E a esquerda portuguesa, o que faz afinal? Nada.
    Já vi governos de direita de outros países serem mais eficazes e mais justos para com o povo, tendo até acabado com as taxas bancárias absurdas (mas também se calhar não usam os banquitos para maquilhar contas). Mas falamos de outras culturas, não é verdade...?

    Bom trabalho, Lenny :D. E Bom Ano.

    Beijocas

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    1. Olá, Max!
      O Estado é um ladrão credenciado já todos sabemos, o povo é o seu autentificador e os políticos são os seus extorcionários e caceteiros. Pois se assim não fosse o sistema já teria sido virado pela voz soberana: a do dito povo.
      As leis são todas elaboradas para espezinhar quem tem mais, quem faz mais e quem sabe melhor; são todas elas baseadas na inveja e no roubo descarado: tal qual faziam os reis, também os políticos enchem os seus bolsos em primeiro lugar, mas agora é com a conivência do povo.

      Ouve duas coisas que eu vinha pedindo para Portugal: fim de taxas bancárias absurdas e salário mínimo de €1000.
      Pois bem, foram concretizadas em Israel: salário mínimo de 5.000 shekels (€1.000) e acabaram com as taxas bancárias sem nexo regressando à base (despesas de transferências e pouco mais) e os imbecis da UE ainda se armam em justiceiros perante um país que luta pelo seu povo e para seu povo: outras culturas e outros políticos, sim senhora.

      Para ti também, bom ano.

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    2. Max, bem explicado. Olhe, o povo é que sai sempre tramado, essa é que é essa! Estou muito mal com isto tudo, muito mal mesmo. Estamos nos fins dos dias!

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  2. Ai lenny, olhe: não vou nem votar nas presidenciais, não vou pronto! Estou tão desgostosa com a política portuguesa, parece-me tudo tão perverso que tudo o que me resta fazer no domingo de eleições é ficar mais tempo na igreja e rezar! Rezar para que este país não caia, porque é para a queda, para o inferno, que nos encaminhamos! Oremos irmãos.

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    1. Olá, Maria Joaquina!
      Amiguinha vale mais ir votar nesse palerma do Marcelo; ao menos partilhamos valores comuns com o cabra (como diriam os brasileiros).
      Deus nos livre que isto caia nas mãos dos socialistas na figura do ex reitor Nóvoa ou da senhora Maria de Belém.
      Já nem sequer consigo imaginar Portugal nas mãos do padreco vermelho e nem nas da labrega do Bloco de Esquerda.
      Miriam de Fátima é rainha de Portugal, creio firmemente na sua protecção, mas também acredito de devamos fazer qualquer coisita e neste momento é salvar Portugal com o nosso voto: Marcelo é o menor de todos os males por isso: Maria joaquina vá votar!

      Bom fim de semana

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