Passos-Costa: A Mediocridade do Debate Deveu-se ao "Moderadores"


Os moderadores do debate entre o senhor Primeiro Ministro Passos Coelho e o líder da oposição, António Costa, foram: Clara de Sousa (SIC), João Adelino Faria (RTP) e Judite de Sousa (TVI).
O debate não foi enfadonho, nem cansativo...foi simplesmente medíocre e muito por culpa destes jornalistas.

A maneira como o debate foi conduzido deu azo a que os candidatos atacassem e contra-atacassem sem um fim à vista daquele “sim, não...não, sim...fiz, não fez...mas fiz, isso é o que pensa...mente, não minto...engana, não engano...sim senhor, não senhor” - falaram, falaram, mas esclareceram nada.
As perguntas sobre a economia, a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde deveriam ter sido mais directas de modo a se obterem respostas concretas. Por exemplo:

Economia
  • Vai o governo legislar para o aumento do salário mínimo para €1.000? 
  • Vai o Estado deixar de financiar as escolas privadas? Vai com esse corte às privadas restruturar a Educação Pública? 
  • Vai o Estado deixar de ser uma máquina sugadora do erário público, emagrecendo-se? 
  • Vai o Estado fazer justiça social fazendo com que todos os trabalhadores sem excepção paguem impostos? 
  • Vai o Estado deixar de ser o elemento perdedor compulsivo nas Parcerias Público Privadas?
  • Como vai o governo e o país fazer para que os investidores se interessem por Portugal? 
  • Como fará o governo para incentivar a criação de indústrias em Portugal que é afinal uma grande fonte de emprego? 
  • Os incentivos para a dinamização da economia, serão rebate nos impostos ou continuarão com a rebaldaria da total insenção durante X anos? 
  • Como irá fazer o governo para acabar com a burocracia para quem queira iniciar uma actividade em Portugal? (O governo de Sócrates tentou facilitar mas depois havia leis que iam contra as facilidades concedidas).
Segurança Social 
  • Qual será o modelo a adoptar que seja seguro, e fiável, para o contribuinte que queira confiar as suas poupanças ao Estado? 
Serviço Nacional de Saúde
  • Quando baixará o governo a média de acesso às escolas de medicina, para que tenhamos médicos portugueses para todos os portugueses?

Se o debate tivesse corrido assim, teríamos tido tempo para abordar temas como:
  • Os imigrantes indesejados e os ditos refugiados
  • A Defesa da nação
  • A Segurança Nacional
  • A dívida grega a Portugal
E assim, teríamos ficado a saber o que realmente pensa cada um dos candidatos, e quais as suas ideias, acerca destes temas tão vitais; porque Portugal não se deve esquecer que os estrangeiros também acompanham a política nacional, e o nosso país não se deve comportar como um evangélico que repete o mantra "estou neste mundo mas não sou deste mundo".

Avaliação dos Candidatos 
António Costa quase que captava a minha atenção, mas a sua postura fez-me recordar que ele é um bully psicótico (i.e. deixou o José Seguro fazer-lhe o trabalho de sapa, para depois abocanhar o lugar ao homem, estando absolutamente convencido que é lider do PS por mérito próprio) que chama mentiroso ao primeiro ministro (desrespeitando a figura de estado que tanto quer), que quando não tem argumentos começa a empregar termos como “muito sério, o nosso plano macroeconómico foi elaborado por gente qualificada e séria”, repete a demagogia do aumento da divída; fala dos jovens que imigram e dos pais destes que estão supostamente a sangrar por dentro; e dirige-se ao seu oponente com a frase chavão e bem treinada “acha que isso é sério? Mas acha que isso é sério?”. Para além disso, António Costa não se considera português já que se identifica como Goês Católico – como é que uma pessoa destas se acha competente para liderar a índole portuguesa?

Passos Coelho: Caro primeiro ministro, o senhor esteve quase bem, calmo e composto. Mas para a próxima não fale tanto de José Sicuta. Quando o acusarem de ter aumentado a dívida para 30 mil milhões, responda que quando se compra uma casa com empréstimo bancário com o pagamento dos juros, o valor da dívida sofre um incremento de quase duas vezes, e o povo entenderá melhor do que qualquer outra explicação técnica. Seja o povo! Lembre-se de como pensam as pessoas, em Massamá, quando têm de fazer contas para pagar contas.
Quanto ao desemprego: foram eles que o criaram.
Quanto à rapaziada com licenciaturas ir labutar para o estrangeiro: eu acho que deva orgulhar-se dessa ideia, porque lá fora eles têm chance de vencer pois o mercado é maior, o salário é melhor, vão ganhar experiência e vivências enriquecedoras que um dia trarão para Portugal como estrangeirados – o alvo preferido do prof Marcelo Rebelo de Sousa.
O “programa VEM” para trazer jovens portugueses (e já agora, espero que o programa tenha sido enviado para consulados e comunidades portuguesas no exterior) que estão desempregados no estrangeiro é óptimo, porque antes os filhos de emigrantes a retornarem do que os “fugees” e as suas idiossincrasias (por assim dizer). Mas como sempre, esta excelente proposta (que o governo não poderá garantir um regresso massivo, nem que os jovens venham a solicitar alguma ajuda estatal) foi mal explicado dando azo ao esquerdista Costa para encher a boca e transformar a solidariedade sanguínea numa coisa suja e corrupta.

Já vi que a vulgaridade é cultural em Portugal, por isso àqueles que dizem que o socialista esteve melhor que o social-democrata; eu digo: bullshit! Passos esteve melhor dentro das suas limitações.

Até para a semana

(Fonte da Imagem: Google)

Comentários

  1. Olá Lenny,

    O PM esteve muito melhor que António Costa, embora pudesse ter estado melhor. Acabei de ler no Observador que no debate de hoje o PM esteve muito melhor que António Costa, que aparentemente nem sabia a resposta de questões que têm vindo a ser faladas no país.
    Mas, como sempre, não se foi a fundo nos assuntos concretos. A culpa é certamente de quem decide que perguntas deverão ser feitas. Posto isto, o povo está sujeito a ser "informado" acerca dos tópicos que os jornalistas querem ver esclarecidos: as necessidades do povo parecem ser irrelevantes.

    As tuas perguntas são perguntas como deve de ser e sim: porque raio nunca se fala de segurança nacional em Portugal? Mas o país acha que está numa concha, protegido dos males internacionais quando o candidato socialista profere que quer trazer migrantes para Portugal (ignorando o caso do ano passado, com os "sírios" [com docs falsos])? Incrível.

    Quanto ao programa VEM: eu sou jovem, emigrante, e se alguma vez pretendesse voltar a Portugal eu não iria pedir dinheiro ao estado para abrir a minha própria empresa (eu tenho respeito pelos contribuintes). O estado não deve distribuir dinheiro, deve incentivar os bancos a emprestarem dinheiro aos jovens empresários.
    Mesmo assim, como é que António Costa ataca o governo no que toca a esta questão, como se este pudesse obrigar os jovens emigrantes a voltar para um país onde são sempre os mesmos a fazer tudo? Um país onde o candidato às presidenciais (de centro-direita) ataca os estrangeirados como eu? E no entanto precisam do nosso know-how e voto. Incrível.

    Parabéns por este trabalho bem feito, Lenny.

    Beijocas

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    1. Olá, Max!
      Os jornalistas fazem perguntas inócuas, aquelas que são debatidas e rebatidas todos os dias e a toda a hora (24 horas de notícias inúteis); perguntas que deem azo a respostas não sem nexo e sem base de sustentação factual só para exacerbar discussóes ridículas e captar audiências de gente ávida de tensões e turbulência.
      Informar? Isso...já era.
      Se o PSD escolher Marcelo R.Sousa como seu candidato, o meu voto será pela primeira vez nulo a não ser que o CDS arrange candidato próprio.
      Se o PSD tem memória curta isso é lamentável, visto que Marcelo R. Sousa e Jorge Sampaio são um dos grandes responsáveis pela chegada de Sócrates ao poder para destruir Portugal.
      O invejoso do professor Marcelo R. Sousa e a bulshiteira Manuela Ferreira Leite devido as suas paranóias destruiram e assassinaram o carácter do então primeiro ministro Pedro Santana Lopes e provocaram também a regressão do PSD uns 10 anos.

      Cheers

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  2. Boas questões, lenny. Mas infelizmente não serão nem colocadas aos candidatos nem respondidas.

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    1. Olá, Anónimo!
      eu sei que a simplicidade e a frontalidade não suscitam paixões, nem insultos: o calmante dos portugueses.
      Estou-me nas tintas porque não me deixo enredar na mediocridade nem no exarcebamento dos sentidos, portanto não assistirei impávida e serena ao baralhamento intelectual perpetrado pelos Media sobre os telespectadores.
      cumprimentos

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  3. Lenny, tu deverias ser política, a sério! Fazias melhor trabalho que esta gente. Não vi o debate mas realmente se Costa não se vê como português, como quer ser chefe dos portugueses?

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    1. Olá, Leila!
      Recorrendo aos 7 embustes: pobreza; desigualdade; taxação progressiva só para ricos; paraísos fiscais; subsídios, restaurar fé (sendo ele agnóstico) e dívida soberana.
      Os portugueses não pensam nessas coisas, só pensam e acreditam nos subsídios; não faz diferença quem os chefie.

      Aquele abraço

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