Rui Machete em Barcelona: A Reunião dos Bons Naïfes



O ministro dos negócios estrangeiros português esteve em Barcelona numa reunião informal sobre segurança e contra-terrorismo, organizada pela Letónia; país que preside a União Europeia.
Nessa reunião estiveram presentes a chefe da diplomacia comunitária a Alta Comissária Federica Mogherini, o Comissário Europeu de Vizinhança Johannes Hahn, os representantes dos negócios estrangeiros dos países da UE e os parceiros da vizinhança sul: Argélia, Palestina (será referência aos terroristas da OLP e do Hamas que são representantes dos árabes em Israel?), Túnisia, Líbano, Marrocos, Egipto, Jordânia e Israel. A Líbia e a Síria não foram convidados.

No decorrer da acima descrita informalidade, o ministro Rui Machete declarou que o combate moderno ao terrorismo islâmico exigia uma maior coordenação dos serviços de informação, que a cooperação devia ser encarada com um espírito novo, mais equânime e com maior igualdade, entre os SI Europeus e os SI dos países da orla sul do Mediterrâneo.
À margem da reunião, o ministro Rui Machete terá também tido encontros com os seus homólogos Salaheddine Mezouar de Marrocos, Sameh Shukry do Egipto e Nasser Juded da Jordânia.

A minha opinião começando pelo último parágrafo: eu acho bem que o ministro converse com os Marroquinos, pois quase todos os europeus têm por lá barcos de pesca, mas franchement que dicas darão os marroquinos sobre o combate ao terrorismo? Muitos apologistas do terror islâmico estão por lá acoitados.
Hakuna matata que o ministro encete um diálogo com o seu homólogo egípcio: não é que os serviços secretos do Egipto não tenham infiltrados membros da Irmandade Muçulmana. Mas pronto, a Europa poderá aprender como foi que logo após o pronunciamento os generais se livraram tão rapidamente do Morsi e sua camarilha.
Hakuna mahka, até acho delicioso que o ministro peça dicas sobre o combate ao terrorismo à Jordânia, país que não tem onde cair morto, mas que investe fortemente em armas letais em vez de tecnologia agrícola. Mas certamente explicarão aos Europeus que, de há 40 anos para cá têm conseguido combater o terrorismo, através da manutenção de pessoas em campos de refugiados (leia-se concentração), sem produzirem coisa alguma e em completa letargia graças ao subsídio de continuação da miséria, providenciado pelo mundo ocidental. Detalhe: no reino dos Hussein existem muitos infiltrados da Irmandade Muçulmana e células adormecidas simpatizantes do grande califado.

O ministro quer o combate moderno do terrorismo islâmico, todavia parte de premissas velhas e gastas: educação, desemprego, desencanto, subdesenvolvimento.
O cliché da iliteracia não é causa e efeito para o recrutamento, visto que no Ocidente entre os recrutados (do Daesh), a maioria dos rapazes tem o liceu concluído, a maioria das raparigas tem formação universitária concluída ou por concluír, e a liderança tem doutoramentos.
Mas, se o ministro estiver a sugerir que no ocidente se deva obrigar os pequenos sacanas (muçulmanos e ocidentais convertidos) a sair da escola somente após o mestrado e o douturamento de gratis: a conversa é outra - Nesse caso vou fazer sociologia, seguido de um mestrado em sociologia dos conflitos e finalmente doutoramento em sociologia do flagelo das mulheres em zonas de guerra. Depois vou para a Síria – como sou velha, já não sirvo para ser objecto sexual da rapaziada do ISIS – abro um prostíbulo, dou uma barrela nas rameiritas caídas em desgraça e por cada marcação, cobro 2 mil dólares. Quando a coisa amainar, volto de mansinho, irei dar aulas ou então peço uma bolsa e profissionalizo-me como investigadora sobre o esclavagismo sexual no campo de batalha.
O desemprego é outra falácia, porque na União Europeia a taxa de desemprego Jovem, segundo a TSF, é de 28,1%, e que se saiba, os jovens não estão inscritos em nenhum site terrorista e nem sequer partiram para a Turquia à procura de sensações sanguinárias.
O desencanto da juventude? Se um jovem se sente desencantado com as primeiras frustrações e obstáculos no seu caminho, e como solução vai decapitar gente, ou então violar gente de outras religiões: esta pessoa é uma merda infame de nascença.
A ideia do subdesenvolvimento como mais uma das variáveis que contribui para a busca do terror é um argumento obtuso e irritante porque a Espanha e Portugal nos anos 70 e 80, do século passado, eram países subdesenvolvidos e no entanto os seus jovens não encetaram guerras por incompreensões banais, nem tão pouco andaram a degolar gente de outras denominações religiosas.
Quanto ao ministro e ao seu recurso a teorias bric à brac, eu pergunto: dom Machete, ¿andas borracho?

Por último o ministro quer cooperação entre os SI europeus e muçulmanos?
A PIDE (tive família e amigos torturados e assassinados) era eficaz, a SNASP era eficaz, o FBI do Hoover era eficaz, a CIA era eficaz, a Mossad era eficaz, o MI6 era eficaz, Stasi era eficaz, Gestapo era eficaz, KGB era eficaz. Estas organizações eram infernais; mas ao menos, no ocidente, havia ordem acrescida da noção de perigo.
Verdade seja dita que, na ânsia de quererem travar os abusos das secretas, os políticos, sem querer, paralizaram-nas; conclusão: a secreta deixou de se questionar acerca de muita coisa e também do mais óbvio, como por exemplo os danos colaterais do multiculturalismo, com receio de parecer xenófoba ou ser rotulada de racista nas comissões de inquérito.
Pois...a ameaça que antes fora exógena, é agora interna e está culturalmente cimentada numa filosofia religiosa de ódio e sangue, envenenando assim a boa convivência entre os concidadãos.
Pessoalmente não consigo descortinar o interesse em facultar Intel aos países muçulmanos; principalmente, quando o Ocidente enfrenta um perigo real, na figura de cidadãos muçulmanos naturalizados que podem vir um dia a trabalhar para os serviços secretos - isto não é xenofobia, nem racismo é o sinal de alarme; porque qualquer muçulmano, esteja ele onde estiver, é antes de tudo um fiel seguidor dos ensinamentos de Mohammad e só depois da dita nação - e todos sabemos que não é possível servir a dois senhores.

Até para a semana!

(Imagem: Rui Machete, Google Imagens)

Comentários

  1. Olá Lenny,

    França sabe bem o que é ter infiltrados nas forças de segurança: o último grande ataque terrorista, em Paris, em Janeiro deste ano teve (em parte) sucesso graças a uma agente das forças policiais que se havia convertido ao Islão, e que estava a dar informação aos terroristas sentadinha na sua secretária. Quantos mais haverão como ela?
    A Alemanha, teve problemas com cidadãos muçulmanos que serviram no exército (tendo recebido treino altamente especializado) e que depois foram lutar com os ISIS, podendo retornar a casa um destes dias.
    Os EUA tiveram o mesmo problema. A Grã-Bretanha impediu um ataque terrorista no seu território planeado por um grupo Islâmico que tinha membros que haviam trabalhado para as forças policiais. E por aí a fora...logo, a infiltração é um problema - como é que Rui Machete pretende resolver esse problema?

    Fazer uso da palavras como "modernidade" ao mesmo tempo que se sustenta um apelo em premissas obsoletas, é política barata (lembremo-nos de Ana Gomes). Mas se calhar o Ministro Machete quis dizer que os países muçulmanos devessem tomar mais responsabilidade educativa pelos seus jovens; mas mesmo assim: um dos terroristas do 9/11 tinha estudos superiores tirados num país muçulmano e nada o impediu de contribuir para a morte de 3.000 pessoas. Talvez, Rui Machete quisesse dizer que os países muçulmanos se devessem desenvolver mais para que os seus não tivessem que vir para este lado, serem presos? Não sei....não faz sentido.

    Bom post para reflectir, Lenny. Obrigada.

    Beijocas

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  2. Olá, Max!
    Esses países da orla do mediterrâneo têm vindo a receber dinheiro para se desenvolverem, até ao momento nada feito de relevante para os respectivos povos.
    Todos eles se concentraram no investimento turistíco (desordenado) em vez de infraestruturas, agricultura, escolas técnicas para formação de profissões perenes: canalizadores, carpinteiros, estucadores, padeiros, cozinheiros, etc...
    Ana Gomes que Deus abençoe o seu coração, mas a mulher é uma espalha brasas; para ela tudo serve para chamar a atenção sobre si: c'est du n'importe quoi.

    Beijocas

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  3. Xi, bom ver que a SNASP continua na tua mente, lenny. Este machete é mais um político que para aí anda, logo tudo o que ele diz tem segundas intenções e mais, como ministro dos negócios estrangeiros ele está ali só para garantir ligações e negócios para portugal. Mas com esses negócios vem um preço a pagar, né? Nisso eles não pensam.
    Mas, mana, o que é isso de dizer que vai abrir um bordel para o isis? Xiiiii....

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    Respostas
    1. Olá, Carlitos!
      Acho maravilhosos que o ministro Machete garanta negócios para Portugal; pois o país precisa de dinheiro.
      Heeheeheeheeheehee, well my boy, it's just a business opportunity ;)
      Aquele Abraço

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  4. Bem, a mim parece-me que estejam a querer dar o ouro ao bandido! Na tentativa de agradar a gregos e a troianos estes políticos só arranjam confusões e convidam ao caos. Gosto do toque "informal" que é o mesmo que dizer: só estamos aqui para mostrar quão tolerantes somos, o nosso problema não é o islão é o terrorismo desse bando de desocupados (a religião é uma coincidência), mas no fim não vamos fazer nada!
    Deveriam mas é fazer reuniões sobre a imigração ilegal na europa, isso sim!
    P.S: gosto do novo look aqui, quando partilho aparece uma mensagem a agradecer e a sugerir outros artigos. Gosto muito e agora posso reler alguns dos meus favoritos!

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  5. Olá, Carla!
    A Max é o máximo; não é? Foram ela e a Ana que conseguiram arranjar esse novo feature: fantástico!
    A reunião já decorreu e foi inconclusiva isto é: a Itália a troco de uns tostões continuará na linha da frente como receptora dos ilegais, bandidos, assassinos e terroristas à mistura.
    Como vês estamos entregues à bicharada: políticos sem espinha dorsal

    Aquele abraço

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