A PT e o GES: a Firma e a Camorra


As comissões parlamentares são muito interessantes porque os seus componentes às vezes parecem que estão na caça às bruxas, outras vezes brincam ao jogo do apanhei-te e outras vezes ainda dão a impressão que estão ali para se vingarem de alguma coisa na pessoa dos inquiridos. O quê que está de errado com este estratagema? Os parlamentares perdem o foco, impacientam-se, ficam emotivos e as boas perguntas ficam por fazer.

Outra coisa, já percebi que não existe um dress code em nenhuma Instituição portuguesa, mas manda o bom senso que as pessoas estejam apresentáveis de acordo com a ocasião. Por exemplo: a representante do Bloco de Esquerda (BE) que está ali com aquela pose de “The Dame in revenge against capitalism”, nunca acerta na vestimenta: se não são aquelas camisas aos quadrados multi-colores a la comisiones obreras, são aqueles casacos a la macho ou então aquele black atire a la lesbo...ou será vanguarde?
E creiam-me, Mariana Mortágua, mestre de económicas e quase doutoura, além de bonita é inteligente e faz boas perguntas, mas há algo que se atravessa na sua mente, porque exactamente quando está prestes a acertar na mouche, ela corta-nos o orgasmo intelectual.

Enfim, Zeinal Bava, o antigo homem forte da PT conseguiu, com o seu comportamento condicionado, agastar sobremaneira os deputados que, na Comissão Parlamentar de Inquérito, o interpelavam acerca das ligações da PT com a teia dos Espírito Santo.
Todos os parlamentares, inclusivé o presidente da mesa, ficaram perplexos ao tomarem conhecimento de que o ex-CEO da PT desconhecia os meandros do funcionamento da sua própria Firma.
Quem é Zeinal Bava? É um oficial e cavalheiro.
Oficial porque foi um profissional que na PT desempenhou as suas funções conforme lhe foram designadas e, é um cavalheiro porque irá honrar até ao fim o estabelecido no Non-Disclosure Agreement (NDA), i.e. confidencialidade e lealdade acima de tudo.
Foi Zeinal o patrão da PT? Não, era um testa de ferro.
Zeinal era o charmer para os investidores estrangeiros, era a face jovem e simpática do maior Grupo das Telecomunicações em Portugal, era o cérebro imaginativo, catalizador e captador de recursos, era o Yes man da entourage dos verdadeiros patrões da PT: Sócrates, Henrique Granadeiro e sua quadrilha.
Sócrates declarou-se o patrão e até dono da PT quando decidiu encetar uma luta feroz para que a PT não fosse adquirida primeiro por Belmiro de Azevedo – o mesmo que dizer Banco Santander – depois pela companhia espanhola Telefónica; claro que mais tarde veio a cobrar o serviço prestado: as pensões da PT passaram para os cofres do Estado e, para compensar esta usurpação consentida, Sócrates permitiu que Bava impusesse uma taxa de €0,30 em cada carregamento de telemóvel – e uma loja de indianos de Moçambique na baixa de Lisboa cobrava €0,50, 30 para a PT e 20 pelo seu serviço – o povo pagou e calou.
Eram as conversas de Zeinal Bava com o Ricardo Salgado genéricas? En général, porque nas festas não se fala de dinheiro, elogia-se a senhora Fátima Bava pelo Kofta hara masala, Naans Chapatis, Mung Dhal, Pakora, Ghoogra e pelo Jalebi.
Porque quando Ricardo Salgado precisou de mali para tapar os buracos na Rioforte, falou com o gang do Henrique Granadeiro, este falou por alto ao Bava e, sem delongas, o GES, BES e família Espírito Santo com a conivência dos “bons rapazes” na PT, extorquiram €897milhões à Firma de Bava.

Eu quase que estou inclinada a compreender a posição de Zeinal Bava – tudo tem a ver com os milhões de Euros do seu pacote de compensação – mas quando Bava escolheu omitir os factos invocando o desconhecimento de tudo, a deputada Mortágua deveria ter questionado acerca da mecânica por detrás da atribuição dos prémios que Bava ganhou enquanto funcionário da PT em 2003, 2004 e 2005 como CFO (Chief Financial Oficer), i.e. Director Financeiro.

Zeinal, ninguém te pediu que entregasses os segredos da Firma. Mas se em 2010, foste o homem mais bem pago (€1.400.000) de Portugal, queres tu convencer-nos de que não conheces o valor do dinheiro e nem te importas com a envolvência do capital numa Companhia?

Pois é, Walter Scott disse “What tangled web we weave when we practice to deceive”, logo, Zeinal: tu és uma fraude, porque ninguém no seu perfeito juízo, ainda que em nome da não auto-incriminação, monta um espectáculo de glorificação à ignorância tão idiótico. Que porra foi aquela de na Casa do Povo, tu teres o descaramento de arrogantemente atirar-nos com “não actuei, não li, não fiz nada” i.e. “non lo so, non vidi, non stetti e se stetti, dormivo”?
Se eu fosse deputada, não terias sorrido tanto e garanto-te que teria havido um confronto de titãs, e os teus medos borrados de medo ter-nos iam dado algo, para ajudar a entender como é possível desbaratar tanto dinheiro, sem que alguém bufe o que quer que seja.
Do you read me, phony?

Até para a semana

(Imagem: Zeinal Bava, Google imagens)

Comentários

  1. Olá Lenny,

    LOL LOL LOL este post é o máximo. LOL
    Mas a mensagem de fundo é excelente: ficamos a saber que um CEO pode ser um cabeça de testa, que não decide coisa alguma, baixa a cabeça e no fim recebe um bom pacote de reforma pelo seu silêncio. Que vergonha.

    Sou capitalista ética, e como tal, este tipo de comportamento faz-me espécie, e considero-o imoral.
    A diferença entre o Bava e o Murdoch? É que o Murdoch é mesmo poderoso, é mesmo CEO; embora tenha dado o mesmo espectáculo perante uma comissão de inquérito inglesa, em 2011.

    Excelente trabalho, Lenny. Ainda estou a chorar a rir.

    Beijos

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    1. Olá, Max!
      O Bava não sabia de nada, o Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo dizem que foram enganados pelo BES (Salgado).
      Este pessoal deveria ser todo responsabilizado e preso; quem gere uma empresa do tamanho da PT que chegou a valer €9 mil milhões deveria saber tudo, porque o seu papel é produzir lucro para os accionistas, logo: exige-se que a gestão não seja das 9 horas da manhã até as 17 horas, mas sim 24x7.
      Os três mosqueteiros que foram ouvidos na CPI, foram elevados grandemente neste país, sendo eles uns grandes calões. E como é próprio de gente moralmente duvidosa, os pobres rapazes agora culpam outros pela sua inaptidão: e esta heim?

      Shabbat Shalom!

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  2. Verdade seja dita, lenny: a esquerda nunca se soube vestir. Então agora não louvam o estilo piroso daquele indivíduo grego, o ministro das finanças? A mortágua é só mais uma esquerdista bonitinha na praça, e espero que ela não seja lésbica ou algo assim. É muito bonitinha.
    Em relação ao bava, ele sabia bem o que andava a fazer, não é tio? Olhe, lenny, como sempre adorei o seu humor mordaz. Um abraço e perdoe-me a ausência.
    JP

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    1. Olá, João Pedro!
      Um amigo meu do coração dizia que, o que distingue os homens dos cães, é uma boa gravata: por favor, conclua o que eu penso desse grego.
      Não sei se é, mas as suas roupitas fazem a imaginação de qualquer um voar.
      O Bava? Esse elemento não engana viva alma: dissimulado da treta!
      Estimei vê-lo aqui; aquele abraço!

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  3. Não assisto a nenhuma sessão das comissões parlamentares mais porque não entendo o que raio eles estão para ali a fazer. Quer dizer, fazem perguntas parvas e no fim dá o quê? Investigações criminais? Processos criminais? Já não vejo!
    Hehehe os esquerdistas vestem-se todos mal, todos. Pode haver uns e outros mais pretensiosos, como aquela mulherzinha a Varela ou a sua coleguinha Moreira que se acham mas no quando olhamos bem vestem-se mal pra caramba!

    Zeinal, Zeinal...mais valia não teres comparecido, pá porque agora ficámos a saber que o gestor de todos os anos é o marioneta de todos os anos, isso sim. Aquele sorrizinho ridiculo na comissão disse tudo! Ainda bem que foste despedido.

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    1. Olá, Cêcê!
      No fim não dá pevia. Acho que é só para os deputados fingirem que estão interessados: that's democracy for you!
      Zeinal é um perigoso, je pense qu'il a peut-etre vécu dans un boot camp de l'art de la mensonge.
      Bom fim de semana, ma petite amie!

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  4. Ai lenny, camorra é o nome mais apropriado para classificar toda este gente! A família espirito santo geria uma máfia em portugal, debaixo dos nossos narizes e todos nós que temos conta no BES, bem agora tem outro nome, andámos a sustentar a máfia! Aprenderam bem quando estiveram na cadeia no pós 25 de abril, ah pois foi!
    Mas a mulher deste individuo indiano cozinha assim tão bem? A lenny já provou?

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    1. Olá, Maria Joaquina!
      Como diria o brasileiro: o malandro do Ricardo Salgado enrolou todo o mundo de uma só vez e ao mesmo tempo: pode? Ninguém merece!
      Tenho a certeza que sim, ainda que os pratos possam ser confeccionados pela sua criada indiana; custa imenso orientar a criadagem....
      Já provei porque em Moçambique tive o privilégio de privar com todas as raças e etnias; e além do mais temos família indiana: dou graças a Deus por me ter feito nascer num país maravilhoso, onde todos conviviam sem constragimentos: uma maravilha.
      Maria Joaquina, eu posso categoricamente afirmar que tenho amigos de todas as raças incluindo ciganos e amerindios: amo a raça humana e a sua diversidade.
      Bom fim de semana, minha querida amiga!

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  5. Lenny, vi o video...iiiixxx, é bom saber que lá na terra nunca nos enganámos em relação aos monhés! Que dissimulação, meu Deus!
    Ele era o chefe todo o poderoso e não sabia de nada? Como?
    Hehehehehe gostei da parte da mulher dele cozinhar; ela é mulungo?

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    1. Olá, Leila!
      Yah, o homenzinho é um mentiroso de primeira apanha!
      Vai ver, o tipo nem sequer se lembra ou tem memória de que alguma vez tenha sido CEO da PT.
      Acho que seja Mulungo, pelo que vi numa revista no consultório do meu dentista.

      Boa semana de trabalho.

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  6. Senhores e Senhoras,

    Não tenho qualquer tipo de vínculo com nenhum partido político. Creio que em todas as esferas há pedaços de verdade, depois somos nós que criamos a nossa. Acredito que todos temos direito à nossa opinião. No entanto, não me sinto obrigado a aceita-las como válidas.
    Quando me deparei com este blog fiquei verdadeiramente surpreendido com o carácter redutor das opiniões aqui expressas. A maioria das opiniões limitam-se a dizer mal, porque sim. Não há bases sustentadas. Vivem no limitado mundo da maledicência.
    Nunca pensaram em criticar de uma forma construtiva? Fundamentar as vossas opiniões em conceitos com lógica? Eu compreendo que quando se vive num passado ultramarino e a riqueza é apenas uma miragem, tudo custa mais. Mas não deixo de me lembrar o que diz a minha mãe: "O novo pobre é como o novo rico, são ambos patéticos. Felizmente somos ricos há muitas gerações".
    Meus caros, abram a mente, cresçam para fora da vossa tacanhez. Se continuam a vomitar fel as paredes vão começar a encolher e o espaço à vossa volta será cada vez menor!

    Cumprimentos

    PS - Se não perceberam a verdadeira razão da atitude do Bava, eu um dia explico-vos. É tão óbvio que até dói. :-)

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    1. Olá Tiago,

      Seja bem-vindo ao Etnias.

      Se tem necessidade de começar o seu comentário com "não tenho qualquer tipo de vínculo com nenhum partido político" há que questionar a verdadeira intenção das suas palavras, que confessam um qualquer vínculo político (ou então uma simpatia - socialismo?).

      Não vejo o que é que este artigo tenha a ver com partidos políticos. A crítica foi feita à desresponsabilização professional de um Gestor de uma grande empresa como a PT - gestor esse que foi considerado o Gestor do ano, durante alguns anos.
      É incrível como agora o Tiago tenta desviar o foco dessa crítica para outras avenidas que nada condizem com o tema em questão.

      Obrigada pelo seu conselho: tentaremos abrir a nossa mente à tacanhez portuguesa, e à sua tão característica falta de objectividade.

      Cumprimentos

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    2. Tiago, primeiro diz-se: senhoras e senhores. Seria de esperar que uma mãe tão sábia como a sua lhe tivesse ensinado boas maneiras. Segundo, o seu comentário aos do ultramar faria todo o sentido se não estivessemos todos nas mãos deles agora, não acha? veja lá que até o nosso presidente é um retornado. Terceiro, não temos culpa que a riqueza seja para si uma miragem; olhe, faça como todos nós, trabalhe mais. Quarto, enquanto português agradecia-lhe que não me envergonhasse junto destas pessoas sofisticadas!

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    3. Olá, Tiago!
      PS, PCP, BE, CDS, PSD; branco, pretos, ciganos e mulatos são todos bem-vindosneste espaço.
      Aqui neste espaço, o que nos interessa é debater ideias, aprender uns com os outros (mesmo com quem seja contra), jogar conversa fora e rir.
      Não se sinta nunca obrigado a fazer, dizer e/ou aceitar o que quer que seja; eu também não.
      Tiago é preciso um maledicente para conhecer outro; contudo, apreciaria muito que nos apontasse, a quem é que este blog manchou ou assassinou o carácter. Grata desde já!
      Gosto imenso que o sr. e sua família sejam "felizmente ricos" assim não contribuirão para a delapidação dos cofres do Estado.
      Se lê verdadeiramente este blog sabe que nós somos apologistas do progresso material do indivíduo, porque de pessoa a pessoa portugal tornar-se-á um país rico e próspero: abaixo a pobreza! Pois esta é a bandeira da esquerda, sem aquela a sua narrativa é zero.
      Será que estou interessada nas verdadeiras razões da atitude do Bava? Não! Não estou.
      O Zeinal Bava mentiu descaradamente e perante o povo português desgraçou por completo os gestores portugueses.
      Tiago, mais uma vez não é obrigado a gostar do nosso espaço, mas se gosta do confronto como modo de chegar à luz: seja bem-vindo, porque seja lá como tenha sido: estimei vê-lo por aqui e obrigada pelo seu comentário.

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  7. João Pedro, agradeço a tentativa pouco conseguida de tentar me ensinar o protocolo. Os pormenores tacanhos são apanágios dos pequenos, que na ausência de argumentos os usam amiúde.
    Quanto a dinheiro, deve ter lido ou percebido mal o que escrvi. Eu sempre tive dinheiro, primeiro de família depois ganho com o meu trabalho. Logo a miragem em relação ao dinheiro deve ser sua, eu sou rico, mesmo!
    Em relação ao presidente retornado, eu devo andar distraído, pois não sei a que se refere. Nosso presidente retornado!? Qual?
    Por último, o João Pedro não precisa que o envergonhem, fá-lo muito bem sozinho, como que escreve.
    A talhe de foice, não se esconda atrás de um nome "João Pedro" assuma quem é, faça como eu seja um homemzinho e de caminho aprenda o que quer dizer sofisticado para não dizer disparates.

    Cumprimentos

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    1. Tiago, não tem de me agradecer, o prazer foi meu, mas agora seja homem para admitir que foi mal-educado e peça desculpa aos demais presentes. A boa educação nunca é um pormenor tacanho, pelo menos foi o que a minha santa mãezinha me ensinou.
      Quem é rico não diz que o é: sabe, é de mau tom. Já quem não é...
      O nosso presidente ainda é Aníbal Cavaco Silva? Ele esteve em moçambique: viveu lá, teve lá casa no Alto Maié, a esposa ensinou no liceu Salazar, teve uma vida e depois regressou a portugal. Isto não o qualifica como retornado na sua 'nobre' opinião? E já que entende tanto, assim como a sua deliciosa mãe, de retornados diga-me: eram todos novos pobres? Foi muitas vezes a camarate ou aos balteiros foi? Os que conheci não eram.
      "homemzinho"...não será antes "homenzinho"?
      Olhe, o menino é um pândego.

      JP

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  8. Olá Max,

    Antes de mais agradeço o facto de me ter dado as boas vindas.

    Em relação a ter começado o meu texto de ontem a afirmar que não tenho conotações com nenhum partido político é a mais pura das verdades. Se não fosse assumia-o. Não procure lógicas complicados para aquilo que é simples. Realmente não tenho conoto com qualquer partido. Bebo de quase todas a ideologias um pouco, formando a partir dai as minhas bases para a minha forma de ver e pensar a sociadade e o indivíduo.

    Em relação ao meu comentário, não me estava a referir ao texto sobre o Bava. Desculpe se o induzi em erro. Falava da generalidade dos texto que li. Da forma como se desfazem carácteres e personalidades, por aqui, apenas com um assopro. Podia e devia haver aqui, neste blog, um pouco mais de consistência e fundamento quando se fala mal de alguém.
    Tenho lido alguns textos com qualidade, bem formatados e fundamentados, nomeadamente o último texto de hoje. Mas como já disse atrás, o problema é quando se fala de A ou B, ai tudo resvala num ravina de vulgaridade cujo único intuito é deitar abaixo.

    Cumprimentos

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    1. Olá Tiago,

      De nada, meu caro.

      Um cocktail ideológico jamais é algo simples; mas por ora, aceito a sua explicação (a qual desde já agradeço).

      Se por "desfazerem carácters e personalidades (...) com um assopro" se refere à crítica de posturas públicas, à crítica de rendimento profissional, então meu caro, lamento dizer-lhe que a autora em questão (e creio estar a referir-se à Lenny Hannah) tem todo o direito de o fazer - ninguém está acima da crítica, concorda?
      Mas se me disser que aqui se fez um ataque pessoal, ou que se invadiu a vida pessoal de alguém (com a divulgação de moradas, números de telefone, endereços de email etc); então teremos de tomar medidas sérias.

      Mas disse algo interessante:

      "Podia e devia haver aqui, neste blog, um pouco mais de consistência e fundamento quando se fala mal de alguém"

      Não me diga que se está a oferecer para escrever uma coluna de fofoca social aqui neste blogue? Mas se sim, como é que se fala mal de alguém (o que difere de crítica) com fundamento e consistência (explique-me se puder, por favor, porque não é a minha área)?

      Obrigada por nos ler. E saiba que é sempre bem vindo aqui no Etnias. Seja a nossa voz discordante.

      Cumprimentos

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  9. Lamento algumas gralhas do texto que acima publiquei. Devem-se ao facto de ter sido escrito de supetão e não o ter relido. As minhas desculpas por este facto.

    Cumprimentos

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    1. Tiago,

      Não tem de se desculpar de maneira alguma. O que interessa é que o entendamos - e eu, pelo menos, entendo-o.

      Cumprimentos

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  10. Meus Caros(as),

    Vamos por partes. Começando pelas observações do João Pedro.

    Parece-me ser o mais pragmático deste grupo, e, aqui, pragmático não é um elogio. Tem, ao contrário dos seus amigos, pouco "fair play", como se diz no futebol "entra a pés juntos". Falta-lhe sentido de humor e algum sarcasmo. Uma pitada de subtileza também lhe caía bem. Se calhar é melhor trocar o pragmático por outro adjectivo, talvez básico se ajuste melhor ao seu perfil.
    Na verdade não parece ter lido o meu pedido de desculpas pelas gralhas que o texto apresentava, "But...let it be".
    Respondendo à sua critica sobre a minha ostentação de riqueza,não vejo nenhum mal nisso, se fosse pobre também o diria com a mesma naturalidade. Não se melindre com coisas menores, constatação de realidades pouco importantes.
    Quanto ao professor Aníbal Cavaco Silva, para si que não o conhece de lado nenhum, tenho pouco aprender consigo. Afinal andei ao colo de sua mulher, Dra.Maria Cavaco Silva, quando era pequeno e conheço a família desde sempre. E respondendo à sua não menos nobre pergunta, não, não o qualifica como retornado. Se bem que, na sua opinião, eu seja contra de retornados. está profundamente equivocado. Alguns dos meus melhores amigos vieram das colónias depois do 25 de Abril. Não julgo as pessoas pelo pormenor, prefiro olhar para o todo. Não sou redutor em nada na vida.

    Por último, o "menino" faz-me lembrar aqueles "Wannabe" que queriam imitar os outros meninos e, por isso, bebeu chá com um garfo já depois da puberdade.


    Respondendo agora a Max:
    Eu não teria dito melhor... "Cocktail Ideológico", é isso mesmo. Mas nada tem de complicado.
    Quando me refiro a desfazer caracteres e personalidades... com um assopro, estou a referir-me a julgarem o livro pela capa ou mesmo pelas primeiras páginas. Um livro é muito mais que isso e uma pessoa mais ainda. As vossas críticas à Isabel Moreira e Raquel Varela são demasiado duras e destrutivas, não que eu não concorde com alguns factos aqui relatados sobre as ditas, mas acredito que não devemos julgar furiosamente fundamentados em informações pouco directas ou em actos isolados sem conhecimento mais profundo das pessoas em causa.Alguns comentários roçaram mesmo o ordinário.
    Mas Sabe Max, gosto de si. Tem uma forma estruturada de olhar o mundo. Usa com mestria a inteligência, recorrendo ao sarcasmo com delicadeza e saber. há muito mundo em si, tanto vivido como lido. Espero poder trocar algumas opiniões consigo, se me for permitido, por aqui.
    Ah, já agora Max, criticar e dizer mal são o mesmo quando não há nada de construtivo nas entrelinhas :-)


    "Last but not least", algumas palavras para a sagaz Lenny:

    O seu discurso fácil, no bom sentido, à laia de boa conversadora, permite-lhe chegar onde pretende com imensa facilidade. Agrada-me a forma directa como cresce nas suas dissertações. Trata a ironia por tu e é conhecedora do "pocker escrito", escondendo o jogo o suficiente para se defender sem deixar de dar espaço aos restantes jogadores.Mais óbvia que Max no uso do sarcasmo, não deixa a inteligência por mãos alheias.
    Gostava, também, de poder trocar algumas opiniões consigo, se bem que, com o devido respeito, a Max mexe mais comigo intelectualmente.Espero que se divirta com esta parca análise.

    Cumprimentos

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    1. Olá, Tiago!
      A sua análise está fantástica; respeito quem discorda de mim; porque, a maior parte das vezes, feitas as contas, o meu intelecto sai enriquecido.
      Quanto à Max, embora tenha idade para ser minha filha, ela é também minha boss, portanto posso categoricamente afirmar que ela possui o intelecto de uma raposa velha.
      Caro Tiago, se não se importa, vou aproveitar a sua crítica para no artigo desta semana, abordar o assunto: desde já kanimambo!
      Sempre que queira trocar opiniões é só entrar pela porta; yeh com a Max será mais mano a mano; mas comigo, que já sou uma "quota" vai ser "no surrender" :-)
      Cordialmente

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    2. Tiago, prazer em trocar palavras consigo. Estive em portugal recentemente, e tive o desprazer de assistir ao Barca do Inferno: o que fazem a Raquel Varela e a tal Moreira senão serem ordinárias ali naquele programa? Já viu como a Varela se referiu ao Cristiano Ronaldo e à mãe dele? Se calhar ela foi de uma classe fabulosa! E há uns anitos quando ela tentou deitar abaixo um miúdo que criou o seu próprio business? Também foi um primor. A outra Moreira fala do primeiro ministro e do presidente com desrespeito mas depois quer respeito pelo mário soares e pelo sócrates; o que espera que se diga destas mulheres?
      Oiça, tudo o que vi a lenny fazer foi fazer uma observação à figura que elas fizeram na televisão. Os nossos comentários reflectem a nossa opinião acerca da figura que elas fazem em público e, claro da sua cara feia. Quem é ordinário, merece comentários ordinários, é o Karma.

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    3. Tiago, publiquei o meu comentário às 18:21, você publicou o seu pedido de desculpas pelas gralhas às 18:22, tire as suas devidas conclusões.
      Por mim o menino até poderia ter andado ao colo de Mário Soares que não me faria diferença nenhuma. Olhe, não se explicou bem porque deu a impressão de ser contra os retornados, e dizer que tem amigos assim é como o racista dizer "não sou racista porque até tenho amigos negros". Fico-me por aqui. Seja bem educado com as senhoras.
      JP

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    4. Cara Ana Raquel, eu já disse que concordo com alguns dos comentários dirigidos a Isabel Moreira e Raquel Varela. No entanto, não posso concordar consigo quando diz: "Quem é ordinário, merece comentários ordinários". Não faz sentido descer ao nível dos ordinários! Há maneiras mais requintadas de retaliar contra a ordinarice alheia.

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    5. Tiago,

      "Eu não teria dito melhor... "Cocktail Ideológico", é isso mesmo. Mas nada tem de complicado."

      Não empreguei a palavra "complicado", somente disse que esse tipo de cocktail nada tem de simples.

      O que as figuras públicas mostram às pessoas é a capa, ou mesmo as primeiras páginas; logo, o que fica sujeito à crítica são as respectivas capa e páginas. Todo o resto (i.e. o privado) deve ficar de fora do alcance da crítica (porque incluí-lo caíria na categoria do "falar mal", já que seria feito sem conhecimento do background e sem outro propósito que não a invasão da vida privada alheia e a sua difamação).
      Posto isto, se Isabel Moreira e Raquel Varela (e outros) tiverem um problema com as nossas críticas (ao seu desempenho público) então que mudem a sua "capa" e "primeiras páginas". Mas se optarem por continuar a fazer figura pública ridícula, então estarão sempre na mira deste blogue.

      Quanto à crítica ser destrutiva: sugiro que leia o meu comentário no artigo desta semana, onde falo deste assunto.
      Quanto aos comentários dos nossos leitores: são livres de dizer o que quiserem, desde que cumpram as nossas orientações no que toca aos comentos (porque se desrespeitarem as nossas directivas, então os comentários serão apagados, pura e simplesmente).

      Apraz-me trocar opiniões com quem quer que seja, pois o debate enriquece-me...sempre. Por isso, será um prazer tê-lo entre nós e conversar aqui consigo. Fui sincera quando disse "seja a voz discordante".

      "Ah, já agora Max, criticar e dizer mal são o mesmo quando não há nada de construtivo nas entrelinhas"

      Lamento que pense assim, já que a diferença entre a crítica e o dizer/falar mal é amplíssima. Tal como referi no princípio deste comentário.

      Cumprimentos

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    6. "Não faz sentido descer ao nível dos ordinários! Há maneiras mais requintadas de retaliar contra a ordinarice alheia." - sabe, Tiago, no curso de PR aprendi uma coisa fabulosa "mind your audience" o que quer dizer que temos de falar numa linguagem que a audiência específica entenda. Se um Kiswahili vier falar consigo, e o Tiago só falar português, o Tiago não vai perceber nada! É o mesmo com os ordinários: se eu tentar ser requintada com eles, eles não me compreenderão!
      Por isso, desça do seu cavalinho e diga-nos de uma vez o que quer porque já nos está a cansar.

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  11. Olá meus amores! Mas o que é isto, novos comentadores? Tiago Telles, bem-vindo ao nosso canto da controvérsia!
    Bem, o Bava nunca me convenceu, nunca. Gestor de todos os anos...pois, agora já se sabe como, não é? Quanto aos espirito santo, não vale a pena bater mais no ceguinho...a luta deve continuar quando eles se levantarem da lama.

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    1. Cara Ana Raquel Antunes, grato por me considerar bem vindo.

      Cumprimentos

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  12. João Pedro, por acaso até andei ao colo do Dr. Mário Soares. Por mais estranho que lhe possa parecer. A minha mãe foi colega de liceu da Maria Silva, hoje, Dra.Maria Cavaco Silva. E o meu tio é um dos melhores amigos do Dr. Mário Soares. Por isso, andei ao colo de ambos :-)
    O menino até parece um mestre da arte divinatória.E esteja descansado que eu sou bem educado com toda a gente, especialmente com senhoras e velhos.

    Cumprimentos

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  13. Lenny, tirou-me as palavras da boca quanto à mortágua, coitada! Isto é assim, ouvi dizer que o Bava foi esperto nas suas ligações sociais desde jovem e assim garantiu o seu futuro. Em portugal se formos aos jantares certos, aos almoços certos, ganha-se uma bela posição professional a ser o bouc emissaire dos manda chuvas de portugal.

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    1. Olá, Carla!
      Olha no que deram as ligações e as jantaradas: tudo fictício, porque quando "a caca entrou no ventilador...."
      Não obrigada, não me interessa estar no meio de gente que abusa da confiança em si depositada: aqui usam as pessoas e depois deitam-nas fora.
      Os meus peeps contam-se pelos dedos, mas se for preciso alguma coisa não importa o quê, estamos lá umas para as outras.
      Nunca compreendi os homens. Contudo, acho-os pragmáticos, práticos, despegados, de uma lealdade extrema uns para com os outros; até mais que as mulheres; no entanto são capazes de deixar cair o seu"amigo" se a situação não lhes for favorável: quão deplorável é isto? O bouc emissaire que me responda; isto é: se não lhe falhar a memória.

      Aquele abraço.

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