Taxa dos Sacos: Não, Obrigada...Estou Farta de Pagar!



Eu adorava andar debaixo da ilusão de que os sacos de plástico  disponibilizados pelo supermercado – para mais tarde reutilizá-los como portador das três categorias de lixo doméstico – que eram absolutamente gratuitos. Mas, meu Deus que nevralgia; o Estado Português no passado dia 15 deste mês, por decreto, acabou de arruinar a minha ilusão.
Ao criar uma taxa em si taxada com 25% de IVA sobre os sacos plásticos alados, o governo clama que irá conseguir reduzir o uso do dito acessório ou seja: cada português passará a consumir anualmente 50 sacos contra o número 500 que tem vindo a ser observado até à data.
Com esta medida, diz ainda o governo “ambicionar revolucionar o comportamento das compras”; qualquer que seja o significado desta frase. E eis que finalmente veio a confissão da verdadeira razão por detrás deste decreto, arrecadar cerca de €40 milhões; para quê? Para subsidiar a reforma fiscal IRS mais amigo das Famílias.

O Establishment chama a este embuste “medida emblemática da reforma da Fiscalidade Verde”...ó por favor, não me façam chorar, porque não sois tão maquiavélicos quanto pretendeis parecer - qualquer simplório poderia ter recorrido a esta “tendência” internacional. O Canadá e a Irlanda têm a dita taxa, mas têm outras alternativas como sacos de papel caqui ou oferta de caixas de papelão para os clientes transportarem as sua compras - e tudo isto tendo o salário minímo bem superior ao nosso.
Estou um pouco apreensiva com a oposição, visto que este seria o momento em que a esquerda devesse ter batido o pé e dito “tudo bem, todos queremos ver a utilização do plástico reduzido a zero, mas não à custa do povo português”; por esse motivo, exigimos que o governo arranje uma verba num dos mecanismos da UE para incentivar os fabricantes e fornecedores de plástico a mudarem para sacos de papel caqui”.

Pois bem, meus caros leitores, como não gosto de ficar à espera de ninguém resolvi que não pagarei o que quer que seja, vou voltar ao antigamente: levar um saco de juta para poucas compras e levar na bagageira uma caixa de papelão para compras grandes.
Se o governo inventou o dito IRS amigo das famílias e agora precisa de fundos para o financiar, basta decretar que o salário minímo suba para €1000 e todos começarão a pagar o seu IRS, as deduções serão sobre gasto com saúde, educação, vestuário e calçado das crianças até aos 16 anos, conta da farmácia tanto para crianças como idosos da família.
Se o governo quer fazer bonito que trate os cidadãos de igual modo, porque o que ganha mais ou tem mais, paga também mais; logo, não lhe deve ser imputada responsabilidade financeira nacional sempre que um governo invente medidas sem saber como vai pagar por elas.
Não, não pagarei 20$00 por um saco plástico cada vez que for às compras: esqueçam-me

Até para a semana

(Imagem: Google Imagens)

Comentários

  1. Olá Lenny,

    O que me espanta mais é a cobrança de uma taxa sobre uma taxa; e o povo português parece estar contente com a situação, é incrível.
    O políticos matam-me: "revolucionar o comportamento das compras" mas que raio é que isto quer dizer? Do modo como a frase foi construída, só posso concluir que o propósito seja de, e perdoem-me a expressão, dar graxa à esquerda (revolução, obsessão com o ambiente etc).
    Bem preparem-se para ver as pessoas a andarem com as comprinhas nas mãos lol...

    Bom trabalho, Lenny, como sempre.

    Beijocas

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    1. Olá, Max!
      Ao menos o Bava quando comandava a PT introduziu uma taxa fixa (30 centimos por carregamento) para nos penalizar por preferirmos a sua companhia.
      O Ministério do Ambiente cobra um imposto (IVA) sobre um imposto porque governa gente de brandíssimos costumes; a ver vamos se consegue o tal bolo de €40milhões para sustentar o dito IRS amigo das Fam´lias: até parece...

      Bjcas e Shabbat Shalom!

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    2. A ver vamos, já dizia o cego...

      Shabbat Shalom

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  2. Xi, cobrar taxa nos sacos de supermercado sem oferecer uma alternativa? O governo aí está a ser caloteiro, pá. IRS amigo das famílias, epá já é muito termo estranho para mim; olha, lenny, bom fim-de-semana, mana.

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    1. Olá, Carlitos!

      Está a ser caloteiro no que toca ao VAT:ok?
      Eu também desejo a protecção ambiental para que os meus netos vivam num mundo melhor, mas extorção tem limite.
      De estranheza em estranheza cá nos vamos arranjando, o que não está certo é a cobrança de uma taxa sobre uma taxa, ponto final parágrafo.
      Aquele Abraço!

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  3. Pronto, já ouvi de tudo! E esta taxa serve para cobrir a isenção de outra taxa? Sim, senhor...e a esquerda nada diz agora, não é? Pois, as famílias afectadas pela amizade do IRS não iriam votar neles, pronto ok.

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    1. Hey, hey, hey...
      A esquerda é capciosa quando se trata de extorquir dinheiro ao povo; eu sei que para os tipos da esquerda 20$00 (10 centimos do €) não é nada; mas a mim faz-me diferença porque reduz as minhas poupanças semanais na garrafa das moedas, as quais servem para comprar puzzles aos meus netinhos.
      Ciao, bella mia!

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