Activismo Missionário, Político & Violento: Peças do Mesmo Puzzle

Estado Islâmico
Na semana passada, o Canadá sofreu dois ataques terroristas (em 48 horas); Jerusalém sofreu mais um resultando na morte de um bébé de 3 meses, o Negev sofreu outro; a Casa Branca sofreu mais uma invasão e Nova Iorque foi palco de um acto terrorista perpetrado com um machado. Não há  coincidências. Estes ataques foram coordenados.
A América avisou acerca de ataques jihadistas contra alvos ocidentais - a Austrália, a Grã-Bretanha e a França aumentaram o seu nível de alerta e tomaram medidas de prevenção; mas, apesar de tudo, o terror continua. Estarão os nossos políticos a fazer o suficiente para nos protegerem?

Aumentar os níveis de alerta e medidas de segurança, dar mais poder aos serviços secretos etc é importante mas não o suficiente. A menos que os políticos admitam que o Islamismo é, neste momento, um problema e que todos os grupos Islamistas seguem um mesmo plano; nenhuma operação militar, nenhuma medida de contra-terrorismo, será capaz de parar completamente a hemorragia. Neste momento, temos de poder chamar as coisas pelos seus nomes e enfrentar a verdade.

Activismo Islamista
Todo o indivíduo envolvido em Activismo Missionário, Político e Violento é, na verdade, uma peça diferente do mesmo puzzle, a trabalhar para atingir o mesmo objectivo: o estabelecimento do Califado Global.

Activismo Missionário: fazer campanha a nível individual de forma a gerar mudanças na sociedade. Este tipo de activismo é feito por indivíduos que não desejando envolver-se em actos de violência, querem todavia contribuir para a causa. Nesta categoria estão incluídos os activistas das redes sociais & trolls (que na maior parte das vezes praticam racismo, anti-Semitismo, incitamento ao ódio e violência); recrutadores individuais (usando a amizade como isco); membros de instituições de caridade e fundações; líderes de comunidade em centros culturais Islâmicos; Imãs nas mesquitas e outros organizadores comunitários.
Activismo Político: operar dentro do sistema para influenciar & gerar mudança. Este tipo de activismo é levado a cabo por indivíduos que em tempos possam ter-se envolvido em activismo violento, ou por activistas missionários. Neste categoria estão incluídos os líderes de Organizações Terroristas Híbridas; representantes do Islão Político; Manifestantes Pró-Palestina; elementos do Movimento BDS; membros de ONGs & Grupos de Pressão com ligações a causas Islamistas.
Activismo Violento: levado a cabo por actores locais (tendo como alvo o inimigo próximo: governo), actores regionais (buscando reter território que acreditam terem perdido) e actores globais (tendo como alvo o inimigo distante). Alguns exemplos:
- Actores locais: al-Nusra buscando depôr Bashar al-Assad e o IS querendo depôr tanto os governos iraquiano e sírio, de modo a cimentar o Estado Islâmico em Terra Muçulmana.
- Actores Regionais: o Hamas e a Fatah mais os seus respectivos grupos terroristas que buscam matar todo o Judeu em Israel para que o Estado Islâmico possa também cobrir o território da Palestina Histórica.
- Actores Globais: a Al-Qaeda, o Khorasan - mais outras filiais - buscam vingar-se do Mundo pelas agruras da Ummah; e finalmente estabelecer o Califado Global sob a Lei da Shari'a - considerada o melhor sistema para a humanidade.

Colaboradores 
Para além de seguirem de perto as células Islâmicas, as agências de segurança têm também de seguir os colaboradores ocidentais que servem de rede de apoio a grupos terroristas.
Por exemplo, o George Galloway, um Membro do Parlamento Britânico, é claramente um colaborador, por isso, de que está à espera a Grã-Bretanha para abrir um processo contra ele, e todos aqueles como ele? Já foi um primeiro passo ter fechado a sua instituição de caridade (Viva Palestina) já que "Em março de 2009, Galloway fez questão de, forma desafiante, levantar um saco de dinheiro vivo no ar antes de o entregar a um ministro do Hamas, apesar da Grã-Bretanha ter designado o Hamas como um grupo terrorista. Líderes proeminentes da Viva Palestina apelaram abertamente à destruição de Israel" (fonte: aqui); mas então e a Oxfam e outras organizações que estão profundamente ligadas a caridades Islâmicas que financiam Terrorismo Islâmico à volta do mundo?
O PM Tony Blair tentou, seguir o exemplo da Alemanha e, banir o Hizb-ut-Tahrir (um partido político trans-nacional, fundado em Jerusalém em 1953, cuja ideologia é o Islão e tem como objectivo a restauração do "Califado e o governo por Alá" in Hizb-ut-Tahrir al Islami, Relatório da 'Transnational Terrorism, Security & Rule of Law', 2007) mas aparentemente a "Associação de Chefes da Polícia, o Corpo de Líderes dos Serviços Secretos e grupos de liberdades civis reagiram ao dizer que o Hizb-ut-Tahrir era um grupo não-violento que não estava envolvido em terrorismo e que não mantinha laços com a Al-Qaeda" (idem) - obviamente os objectores ignoravam o poder do Activismo Missionário e Político e o seu papel na promoção de terrorismo.
O governo do PM Cameron expressou a intenção de controlar (não banir) as actividades da Irmandade Muçulmana no princípio deste ano, mas a organização é só a ponta do iceberg; logo, é vital ir atrás de toda e qualquer instituição Islâmica responsável por discursos de ódio (via oral e/ou escrita) e por financiar terrorismo.

Politica não é desculpa para a inacção
Os políticos, preocupados com os votos de um crescente eleitorado muçulmano, deveriam ter uma conversa com líderes e comunidades muçulmanos para lhes explicar porque é que certas operações estão a ser conduzidas: não é um ataque ao Islão (ainda que este deva ser questionado) mas sim guerra às ambições e terror Islamistas.
Os cidadãos muçulmanos que se levantarem contra tais medidas deverão ser investigados por colaborarem com o inimigo; visto que o muçulmano patriótico deverá apoiar tais operações já que estas garantem a segurança, e liberdade, de si próprio e da sua família.

Meias acções por conveniência política, e em nome do politicamente correcto, são detrimentosas à segurança nacional dos nossos países.

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