Nuno Crato e Decisões Precipitadas

Nuno Crato (Fonte: Google Images) 
Sei bem: havia dito que estaria de férias, que iria descansar e havia planeado deixar-vos um video, porém a minha primita de 10 anos disse-me: "Eu detesto os waiting musics e, acho foleiro tu estares a pensar em impôr o teu gosto aos teus leitores". E com isto, cá vai!

Estava eu a tomar uma lição com a miúda sobre a razão pela qual o mel daquela região é tão escuro, quando um primo de 14 anos, viciado em novas, me disse “Lisboa faz mal às pessoas! Então, o ministro da educação diz e  desdiz-se, num abrir e fechar de olhos: deve ser da água que por lá bebéis!”.
Como é suposto estar de férias, encolhi os ombros. Contudo, o meu hipotálamo começara a enviar-me mensagens cruzadas: por um segundo senti febre; por três segundos fiquei estupefacta e, por meio segundo pensei na infantilidade do detentor da pasta da educação.
Pois, pois meus caros leitores, vejam que estamos perante um cavalheiro que normalmente é peremptório nas suas respostas; porque quando lhe foi concedido o cargo, um jornalista perguntou-lhe sobre a sua posição quanto ao acordo ortográfico e, sem hesitação, o ministro respondeu que aquele era irrevogável.
Bem, eu como eleitora e amante da língua de Camões, Eça de Queirós, Alexandro Herculano, Gil Vicente, Almeida Garret and so forth, exijo um referendo porque não aceito que o Brasil dite as regras da linguistíca da Lusitânia.

Mas voltando à vaca fria, partindo de uma premissa rebuscada de que nas Actividades de enriquecimento Cultural não haveria igualdade entre os alunos, decidiu através do despacho nº 9265-b/2013 de que a oferta do ensino do inglês no 1º ciclo deveria ser decidido pelas escolas; bonito..! Se a escola tiver um director bronco, mancomunado com um conselho directivo sem visão, vai passar-se exactamente o que aconteceu: escolas que ministravam a disciplina pura e simplesmente suprimiram-na; os pais estão agastados, os professores de inglês e os sindicatos estão abismados porque acham que o seu patrão da educação é um supressor do desenvolvimento intelectual.
Ah...esperem, o ministro voltou atrás! O inglês não será uma oferta e nem dependerá mais de cada escola, porque finalmente a língua dos Bifes será uma disciplina obrigatória desde o 1º ao 3º ciclo, e haverá exames escrito e oral no 9º ano, cujo resultado não afectará a nota final.

Papás respirem de alívio. Professores o vosso job está guarantido e agitadores sindicais ide arranjar outra coisa útil para ajudarem a reparar.

E eu como continuo de férias, deixo-vos mas sem antes dizer uma coisita ao sr. dr. Professor e Ministro de Portugal Nuno Crato “Before making any decision, make sure you got the facts, for the People of this lovely country do not need the hassle” - Lenny Hannah on Crato’s messing up.

Comentários

  1. Olá Lenny,

    Eu fiquei chocada com a primeira decisão do Ministro da Educação, confesso. Foi a promoção da desigualdade (de oportunidades) mais escandalosa que já vi. Ainda bem que voltou atrás - era a coisa mais sensata a fazer.
    Agora deveriam fazer o mesmo quanto ao Acordo Ortográfico ou então levá-lo a referendo e deixar que o povo decida.

    Bom trabalho, minha querida.

    Beijocas

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  2. Lenny, foi terrível e verdadeiramente precipitada a decisão de Nuno Crato; mas ao mesmo tempo pergunto-me se não terá sido uma jogada política, sei lá. De qualquer maneira ele voltou atrás e o partido está de parabéns - o que está certo e funciona não se muda.
    Mas concordo com o Max: eles que eliminem o acordo ortográfico. Um grande abraço.

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  3. Uau! A tua primita só tem 10 anitos mas faz favor...! ahahah. Não estou surpreendida com Nuno Crato, é tudo o que posso dizer. Mas estou encantada com o PSD: way to go!!!! Mais um voto para o partido. Shabbat Shalom!

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  4. Ainda bem que Crato voltou atrás, pois não fazia sentido nenhum! Ufa, que alívio!

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