Responsabilidade: Portugal é o Molde do Futuro

Bandeira Portuguesa


Saint-Exupéry disse que somos responsáveis por aqueles que cativamos. Mas o que quererá isto dizer? 
Socialmente, quer dizer que se o seu vizinho o odiar, ou gostar de si, você tem a obrigação de se interessar pelo seu bem estar e até incluí-lo nas suas orações (i.e. em caso de ódio, peça a Deus que lhe conceda paciência a si, para não lhe enfiar um murro na bochecha; no caso de gostar de si, interceda junto do divino para que proteja o seu vizinho e o ajude a prosperar).
No seu lar, quer dizer que se por acaso for uma pessoa dominada por vícios horrendos – violência, alcoolismo, consumidor de substâncias ilegais, amoralidade – a sua responsabilidade será adquirir coragem e partir sem olhar para trás.
No emprego, às vezes, também cativamos um ou outro seboso – embora nos interroguemos acerca de tal empatia – e mesmo assim devemos fazer uso da prestabilidade.

Na política significa que um Partido político, por ser um repositório de grandes expectativas, é responsável por centenas de milhares dos seus apoiantes. Portanto os políticos deveríam impôr a si próprios uma conduta de compromisso solene para com os votantes. 
Mas donde vêm estes ocupadores de assentos no Parlamento? Que pretendem eles fazer com esse assento? Até onde irá o seu compromisso com o povo? Estas três questões ficarão, obviamente, sem resposta porque na maioria dos países europeus vota-se em Princípios Partidários e não nas pessoas, ficando assim realmente difícil a separação “do trigo do joio”. Querendo isto dizer que – e tremo ao fazer tal constatação – todo o eleitor europeu está sob o efeito da tremulina.

Todos aqueles que vivem em países democráticos sabem que os direitos, garantias e liberdades são a pedra basilar da convivência democrática; que os golpes de estados são apercebidos como sendo inferioridades anti-democráticas; sabem que os mandatos eleitorais têm uma duração de quatro anos cada um e, que num estado de direito podes dizer e fazer tudo o que te aprouver desde que seja dentro da legalidade constitucional.

Pois, pois...o Tribunal Constitucional chumbou quatro propostas do OE relativo ao corte de despesas, tornando-se assim uma espécie de catapulta para a narrativa da esquerda e, obrigando o governo de coligação a recorrer a uma espécie de “sequester”. Ou seja, os Constitucionalistas caíram na armadilha do governo; o sr. José Seguro, chefe de turma do PS, extrapolou a sua falta de visão política e, colocando uma moção de “desconfiança” contraprodutiva, começou a gritar pela demissão do governo como se vivesse no mundo do n’importe quoi
A mim só me apetece partir a televisão à paulada porque mesmo que jure a mim mesma que jamais voltarei a sintonizar o canal AR – droga... – não resisto!
A minha cabeça roda a mil porque não tenho maneira de explicar à oposição que Portugal não é um brinquedo que se possa exibir aos amiguinhos; nem é um posto que sirva para fazer inveja aos manos, nem tão pouco é um meio para finalmente ganharem a aprovação dos pápás.

Se queres governar, tens de saber que Portugal é uma teia intrincada de vontades e forças, é o equilíbrio entre carácter e imoralidade, é o molde do futuro; por isso, possuir o poder de guiar esta nação é uma grandeza que deve ser transformada em mérito; porque esta Terra não é a extensão penial nem contenção vaginal de ninguém.

Viva Portugal e até para a semana!


Comentários

  1. Olá Lenny,

    José Seguro, pelo que tenho visto, anda perdido e é um dos piores líderes que o PS já teve. Espero que António Costa o substitua: não gosto lá muit dele, mas pelos menos será um desafio bem mais interessante.

    A esquerda portuguesa tem a mania de fazer manifs vãs, moções de censura vãs...tudo em vão. Nunca vi um grupinho com tanta predisposição para não atingir objectivos concretos.

    "esta Terra não é a extensão penial nem contenção vaginal de ninguém."

    Ah, fadista!! Não poderia concordar mais contigo.

    Lenny, amei...amei...e amei :D. E sim, está na hora dos políticos portugueses serem mais responsáveis e assumirem a responsabilidade pelos seus falhanços.

    Beijocas

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    1. Olá, Max!

      Obrigada pelo teu comentário, minha linda!
      A esquerda em portugal: fait honte à voir..!
      Bjcas

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  2. Lenny, impunidade é a palavra que define Portugal isso sim. Um país onde um ministro como o Sócrates não é levado à justiça por ter cometido fraude atrás de fraude e, ainda por cima o convida a regressar ao país para comentar o trabalho do actual governo que tem em mãos limpar a bosta que ele fez...não sabe o que é responsabilidade! Como já te disse antes, deves ser a única pessoa que vê o canal AR: não há pachorra!
    "porque esta Terra não é a extensão penial nem contenção vaginal de ninguém." ahahahahahahahahah....ahahahahaha e pronto, está tudo dito!!! Viva Portugal!!!!!!!

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    1. Hey, hey, hey!

      O canal AR é o meu reality check.
      A RTP é desavergonhada porque esse homem defraudou as expectativasdos portugueses e, tem como prémio um canal aberto, para em alto e bom som exercitar o seu direito de se expressar livremente. Que desgraça!!
      Bjcas, minha linda!

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