Os 7 Piores Momentos Políticos de 2012

Tempestade sobre a Campagna Romana de Karl Blechen
2012 foi certamente um ano atarefado e como quase toda a gente vai falar do melhor de 2012 e nomear a personalidade do ano; nós decidimos falar do pior do ano que finda:

1. A Novela Iraniana. Os Iranianos enganam o mundo há anos; mas apesar das sanções pesadas que lhe foram impostas, o Irão ainda consegue fazer os diplomatas ocidentais dançar ao som da música persa; ao mesmo tempo que planeia e patrocina ataques terroristas contra o "Grande Satã" e o "Pequeno Satã". 

2. A Série Síria. Bashar al-Assad assassinou cerca de 40,000 cidadãos Sírios, desde Março 2011; simplesmente porque detesta a democracia, porque se quer agarrar ao poder e principalmente porque o Irão lhe enfiou na cabeça a ilusão de que a Síria desempenha um papel vital em apressar o retorno do Mahdi. Para garantir o retorno de um homem, o Irão e al-Assad estão mais que dispostos a sacrificar uma nação inteira e a assassinar milhares de crianças. 

3. O Documentário Republicano. O principal objectivo do partido republicano tem sido o mais errado possível desde o princípio: deitar abaixo o Presidente Obama a qualquer custo. Os republicanos cegaram de tanta irracionalidade e, infelizmente, estão a fazer figura de tolos - o mundo está a assistir, a seguir os acontecimentos de perto e, a rir às gargalhadas deles (perguntem ao PM Dmitri Medvedev).

4. Standup Comedy de Romney. No terceiro debate presidencial, Mitt Romney afirmou "Sr. Presidente, a América não ditou as outras nações. Nós livrámos as nações dos ditadores." 
O governador Romney foi um adversário de respeito durante a campanha às presidenciais Americanas, sem dúvida alguma, contudo de todas as gafes que cometeu a afirmação acima mencionada foi a pior de todas porque soa a uma piada de mau gosto; já que ainda está bem viva a memória da ingerência, que os EUA faziam, nos assuntos internos de vários países em cada continente do globo (muitas das vezes com resultados devastadores). 

5. O Thriller Egípcio. O Presidente Morsi teve a oportunidade de brilhar, no palco internacional, depois do Exército Egípcio (nos bastidores, afim de proteger os seus interesses) ter negociado um cessar-fogo entre o Hamas e Israel. Uns dias mais tarde, o Pres. Morsi anunciou que ele havia usurpado todos os poderes para si e, que iria criar uma nova Constituição Islamista (que não protege os direitos das mulheres e das minorias) sujeita, conforme a lei, a referendo. Ele cumpriu a sua promessa, contudo deu ao mundo um péssimo sinal: a Irmandade Muçulmana não é tão democrática como se pensava e, busca a autocracia. Mas a Irmandade foi eleita pelo povo Egípcio; por isso, este deve arcar com as consequências da sua escolha democrática. 

6. O Filme de Terror Palestiniano na ONU. O mundo votou para elevar o estatuto de uma Organização Terrorista Híbrida na ONU sob o disfarce de Estado Palestiniano com fronteiras que sabem ser impossível de concretizar (N.B: ainda que compreendamos o que o Presidente Obama quis dizer no seu discurso do Médio Oriente, no dia 19 de Maio de 2011, ele inadvertidamente legitimizou o Cliché Árabe). Não vamos nem mencionar o Discurso de Ódio de Mahmoud Abbas porque o +Etnias: O Bisturí da Sociedade não sanciona discursos de ódio. A Europa, na sua imensa miopia, foi comprada pelas nações do Golfo porque não consegue ver onde está o futuro económico - este está na Ásia, não nas Nações Árabes. 

7. O Pesadelo em French Street. A França elegeu um governo socialista por causa da promessa demagógica que François Hollande fez (cobrar um IRS de 75% aos mais ricos) para mostrar o quão amigo do povo era e, porque parecia uma ideia brilhante. Nunca pensámos que ele fosse adiante com tal plano, mas como queria imitar o Presidente Obama (i.e. cumprir promessas eleitorais no primeiro mandato), ele implementou a ideia. Resultado, os ricos de França estão a deixar o país e levam consigo as suas baguettes, o queijo Camembert, o vinho e a sua fortuna. Ainda pensa que foi uma boa ideia, Monsieur le Président?

Em Janeiro dissemos "Ano Novo, Bisturi Novo" e cumprimos o voto porque foi um ano de Blogagem e tanto: mais incisivo, mais mordaz, mais desafiante e mais intelectualmente sexy. Em 2012 demos as boas-vindas à nossa nova colaboradora, Lenny Hannah, o que tornou o blogue ainda mais interessante. 
A todos os nossos leitores, à volta do globo, um grande bem haja pela vossa fidelidade. Aos que comentam nos nossos artigos: agradecemos imenso os vossos pensamentos que permanecem sendo o nosso livro favorito. Vemo-nos em 2013!

Comentários

  1. Festas Felizes e Bom Ano Novo, Max, Lenny e Cristina: a vossa equipa é um espectáculo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Carla :D!

      Obrigada e para ti também. Eu e a equipa do Etnias estamos-te agradecidos; não só pela tua generosidade mas também pela fidelidade :D.

      Vemo-nos em 2013!

      Eliminar
  2. Olá, Max!
    Adorei, adorei e adorei!!!
    Para todos os leitores do blogue Etnias, este ano não se deixem stressar por gente menor e muito menos pelo Império dos Media. Meus caros, desejo-vos umas Festas Felizes e por favor sejam prósperos em 2013.
    Um bem-haja aos leitores das minhas peças semanais, principalmente o Brasil que ultrapassaou, todos os países do mundo, em grande escala: aquele abraço!
    Max, obrigada pela oportunidade, minha linda!
    Bjcas!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Lenny :D!

      Fico feliz por teres adorado.
      Belas palavras, minha cara: de facto devemos imenso aos nossos fiéis leitores...eles são o máximo :D.

      Obrigada eu por teres aceitado o convite para fazeres parte da nossa team :D.

      Beijocas e um grande abraço.

      Até 2013!

      Eliminar

Enviar um comentário

O Etnias aprecia toda a sorte de comentários, já que aqui se defende a liberdade de expressão; contudo, reservamo-nos o direito de apagar Comentos de Trolls; comentários difamatórios e ofensivos (e.g. racistas e anti-Semitas) mais aqueles que contenham asneiras em excesso. Este blog não considera que a vulgaridade esteja protegida pelo direito à liberdade de expressão. Um abraço