As Gentes e os Grunhidos

Matança do Porco de Joachim Beuckelaer

A maioria, que apoia o governo no Parlamento, passou o Orçamento Geral do Estado (OGE) na generalidade, com os votos contra da oposição (PS, PCP, Verdes e BE). Nada de novo, dirão as pessoas, pois essa é a norma.
Assim seria se não fosse a esquerda nos ter presenteado com um dado perturbador: os desocupados, os arruaceiros, os preguiçosos e as raparigas folclórico-vulgares receberam convocações pelos canais do costume (Twitter, Facebook, SMS, Google Talk e E-mail) para se reunirem em frente à Assembleia da República e expressarem o seu desagrado contra o povo português pelo facto deste ter eleito uma maioria que está a desempenhar o seu papel: limpar a caca deixada aos portugueses pelo governo do PS.

Imagino que as razões pelas quais compareceram tenham sido as seguintes: os desocupados estavam ali pelos filhos e netos que de momento se encontram no desemprego; os arruaceiros ali estavam porque querem a direita e a tróika fora de Portugal; os preguiçosos haviam respondido com um sim à convocação porque lhes era difícil ir trabalhar sob uma lei laboral imposta pelo governo ladrão; e as raparigas indicaram que nesse dia lhes apetecera cobrir parcialmente a cara e ir gritar ordineirices para a rua porque os seus gajos não haviam “comparecido” etc etc...
Caros leitores, não acham estes manifestantes ternurentos, e solucionadores da trapalhada em que se encontra Portugal?

O Primeiro Ministro esta semama propôs ao PS uma conjugação de esforços para a “Refundaçãodo Programa de Ajustamento Económico e Financeiro de Portugal”. Ora, o ex-Secretário de Estado do ex-PM Sócrates, Deputado Carlos Zorrinho, não entendeu aquele linguajar, embora no tempo em que ele esteve no governo, fosse bem visto fazer uso de linguagem rasteira e até insultar deputados da oposição (foi alvo disto Manuela Ferreira Leite, entre outros).  
Diz este tal Carlos Zorrinho que “o governo ao criticar o secretário geral do seu partido e, simultaneamente, querer convidá-lo para ajudar a solucionar os problemas do país”, é sinal de “esquizofrenia política ou má fé”,  continuou dizendo que este “governo revela uma teimosia, cegueira e deslumbramento com o poder”, e ainda que o “governo não tinha perdão pelos erros monstruosos que comete, porque desde o 1º dia foi alertado pelo PS para o caminho errado que estava a percorrer”.
O Sr. deputado Carlos Zorrinho está certamente confuso e, provavelmente com dores de consciência devido à sua inconsciência ao não ter proferido aquelas mesmas palavras contra o seu ex-patrão eng. Sócrates quando igualmente no governo a soldo da pomporra, e em nome do Estado Social, só pediram ajuda à oposição para aprovarem os malfadados PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) para aumentar ainda mais a Divída Nacional.

Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, compreendo que gostasse de ter uma plataforma mais alargada para a resolução dos problemas no país, daí o seu convite ao maior partido da oposição e, seu precedente, no leme da acção governativa; mas por favor deixe-se de lérias porque venho a preveni-lo acerca desses tipos encarregados de controlar, e verificar a sua governação, como sendo um bando de gente destituída de senso inovativo; Ok?
Não tema, saia do pantanal da distracção, deixe-se de lamichices de querer palmadinhas nas costas da oposição (Jesus man, they ravaged Portugal), lidere a nação, e por favor deixe que o Povo Português seja o seu julgador!

Viva Portugal! Abaixo os grunhidos!

Comentários

  1. Olá Lenny!

    Estas manifs já se estão a tornar cansativas, sinceramente. Uma coisa é fazer uso do direito ao protesto, outra coisa é abusar desse direito - e francamente, o que é que signifca protestar contra algo que já foi aprovado? O protesto foi criado para levar os governos a percorrer um caminho diferente; mas uma vez que percorram o dito caminho de que serve o protesto? De nada.
    Quanto à vulgaridade das jovens: vi uma cobarde (de cara tapada) a proferir impropérios na televisão, em directo. A cobardolas parecia intoxicada, porque nem sequer conseguiu explicar à jornalista porque é que ali estava "Ainda é preciso explicar? Tá à vista!"...bem, não está à vista, não; dada o contexto do dia (a maioria, no parlamento, aprovou o orçamento; ponto final).

    Quanto à austeridade: o povo esquerdista faz-me lembrar aquelas criancinhas mimadas que de tanto estarem habituadas a um determinado estilo de vida, quando (por força maior) lhes é retirada são incapazes de se adaptarem e, choram meses a fio. É uma vergonha.

    Sou crítica deste governo (embora tenha votado nele), mas compreendo a situação terrível que herdámos e, estou disposta a ajudar a Pátria. Contudo espero que findo o período de austeridade, o governo seja capaz de repôr a normalidade (i.e. os ricos não têm de pagar a conta da classe-média perdulária).

    Beijinhos

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    1. Olá Max!
      E pensar que, as pessoas precisam de paz de espiríto e transportes disponíveis, para ir procurar emprego.
      É Lamentável...
      Bjcas

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  2. Epá, eu vi essa rapariga a falar com a cara tapada na TV: ela não estava bem da cabeça! Quase que começou a chorar quando disse à jornalista "Larguem isso e venham para aqui!" e algo como "Vocês têm o poder" coitada...vive na ilusão. Onde já se viu um Português que não sabe quem realmente tem o poder em Portugal? Até a jornalista estava espantada.
    Quanto ao PS: cara-de-pau!!! Pá, esse partido deveria passar este mandato do PSD inteiro, caladinho pois não tem legitimidade alguma para dizer o quer que seja - o povo Português deveria era manifestar-se em frente à sede dos Camaradas Socialistas, no largo do rato, e exigir que aqueles que estiveram no governo anterior fossem levados perante as barras dos tribunais.
    Mas quem é que tem coragem para isso? Nadie tiene cojones en Portugal!

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    1. Hey, darling Ana!
      Estou, seriamente, desconfiada dessa rapariga; porque em Portugal ninguém precisa de cobrir a cara para dizer o que pensa.
      O Ministério Público e os respectivos Procuradores-adjuntos estão assoberbados, e se por acaso abrissem agora um processo, este prescreveria devido a morosidade dos tribunais: so why bother; right?
      Coragem? Só se estás a falar da peça de teatro, soberbamente, representada pela Eunice Munõz, em a Mãe coragem. Lol, lol, lol!
      Em Portugal o confronto não é bem visto, ponto final.

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