Arrogância...



Israel é conhecido pela sua segurança apertada (eu adoro a pergunta com a qual dão as boas-vindas aos estrangeiros “Por que é que veio ao nosso país?” – não é em vão que sejam os melhores em questões de segurança) e, a emissão de vistos faz parte da teia de segurança nacional complexa que este país teceu para si. Contudo, alguns indivíduos não compreendem isto e, mais, ainda se sentem ofendidos por não terem um estatuto especial no que toca à aquisição dos seus vistos...leiam, por favor, as palavras do Sr Jay Bushinsky (um ex-reporter diplomático do Jerusalem Post):

“Na maioria dos casos, e nem todos, a permissão é concedida. Mas quando isso acontece, já o jornalista se sente ressentido, senão hostil. O visto B-1 que é emitido aos correspondentes internacionais é idêntico àquele concedido aos trabalhadores manuais Africanos, Chineses, Tailandeses e Europeus e, aos Filipinos que trabalham com incapacitados. O visto permite-lhes trabalhar aqui por um ano, após o qual é renovável anualmente por um período máximo de 5 anos.”

Permitam-se a ponderar na seguinte frase “O visto B-1 que é emitido aos correspondentes internacionais é idêntico àquele concedido aos trabalhadores manuais Africanos, Chineses, Tailandeses e Europeus e, aos Filipinos que trabalham com incapacitados.”...poderia este jornalista reputado ser mais arrogante?
Primeiro: o tom no qual este “cavalheiro” fala dos trabalhadores manuais e dos que cuidam de pessoas com incapacidades, sugere que estes sejam inferiores a ele, e à sua classe (imprensa internacional). Segundo: ao especificar certas nacionalidades (Africanos, Chineses, Tailandeses, Europeus [com certeza Europeus Latinos e do Leste] e Filipinos) ele deixa transparecer o seu preconceito para com os que aparenta acreditar serem cidadãos mundiais de segunda categoria.

Falando de preconceito…Bushinsky…não é um nome Judaico? É sempre uma delícia ver um membro do Povo Escolhido; um povo que foi perseguido e abatido como gado (não há muito tempo...pois ainda nos lembramos e fazemos luto pelo HaShoah); a praticar a arte enganadora do preconceito, do racismo e da estupidez máxima. O Povo Judeu ainda é alvo de racismo...como é que pode qualquer um deles ter memória curta e ser preconceituoso?
O Sr Bushinsky intitulou o seu artigo “Israel atirou no seu próprio pé” mas eu diria que o Sr. Bushinsky, com a sua paupérrima escolha de palavras, foi quem atirou no próprio pé arrogante.


Imagem: Medusa de Caravaggio

Comentários

  1. Mas bah, guria.
    Horroriza a falta de senso, é inconsebível que um profissional use linguagem tão eivada de preconceitos.
    Parabéns pela aboradagem.

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  2. Sabe, Max, esse texto me fez lembrar de um certo comandante de uma aeronave, ambos estadunideneses, que por ter sido convidado a passar pelos trâmites burocráticos do nosso país, levando em conta o "princípio da reciprocidade", achou-se no direito de insultar o Brasil, a polícia federal e o que mais fosse, num gesto obsceno e vil (deu uma dedada ao país), arrogância parece ser quase uma regra para aqueles que se acham acima do bem e do mal!

    Beijos, queridona!!

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  3. Oi Diler :D!

    É horrível mesmo! E concordo contigo: é inconcebível que um jornalista use linguagem tão ignóbil.
    Obrigada :D!

    Um abraço

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  4. Oi CB :D!

    É...e o mais engraçado é que o jornalista, em questão, também é Americano...

    Beijos, querida!

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