Homicídio contra a Alma



Tatiana precisa desesperadamente de um emprego. Logo, decide partilhar a sua preocupação com uma amiga, que lhe dá uma cartão de uma agência de emprego.
Uns dias mais tarde, ocorre uma reunião. Sonja diz à Tatiana que tem o emprego perfeito para ela: ser babysitter dos filhos de um Sheik. Tatiana fica tão feliz com a notícia, quase que nem acredita na sua sorte...vai até à igreja para agradecer a Deus por esta fantástica oportunidade – envolta pelo santo silêncio o seu ser enche-se de medo...o frio nasce no seu coração e espalha-se pelo corpo...medo.
Um mês mais tarde, aterra no Egipto (essas foram as instrucções) onde Katrina lhe dá as boas vindas de braços abertos...Tatiana sente que poderão vir a ser boas amigas. Após uns dias, Katrina apresenta-a a uns homens. Um deles pergunta-lhe quando poderá testar o produto, “Agora, se quiseres!” responde Katrina...o homem puxa Tatiana; que está confusa, pois não compreende nada do que se está a passar; um outro rasga-lhe a roupa, ela tenta resistir, outro dá-lhe um murro no nariz, ela cai no chão...estes homens apalpam-na, percorrem o seu corpo com as suas mãos nojentas e, violam-na um a um. Ela grita, nem consegue acreditar no que lhe está a acontecer; grita por Deus “Fá-los parar! Fá-los parar!” mas eles não param...homicído contra a alma...

Os pais do Paulinho morrem. Está completamente sozinho no mundo, logo as autoridades locais levam-no para o orfanato do estado. Como este se encontra lotado, enviam o miúdo para um orfanato privado (com quem mantêm um acordo: sempre que estiverem lotados enviam-lhes as crianças que não possam albergar).
Paulinho chega ao novo local pela mão da senhorita Catarina, que lhe diz “Estas pessoas irão tomar conta de ti! Mantém sempre um sorriso nos lábios para que possas ser adoptado logo, logo!” Paulinho sorri.
Um mês depois, 10 crianças estão alinhadas no jardim para dar as boas vindas a um grupo de estrangeiros que desejam adoptar miúdos. Um deles adopta o Paulinho e leva-o consigo para o seu país.
O anjinho dorme na sua cama, no seu quarto repleto de brinquedos...ele nunca teve nenhum antes. De repente, sente o seu pai ao seu lado, a tocá-lo, a fazer-lhe algo...dói...”Pára, pai! Pára!” mas ele não pára...homicído contra a alma...

A mãe da Kim fala com um homem, que lhe entrega um envelope cheio de dinheiro. “Kim, anda cá!” ela obedece à sua mãe “Vai com este senhor e obedece-lhe!” a jovem está confusa, mas mesmo assim segue as intruções da sua mãe.
No carro, o homem informa-a de que irá trabalhar para a mulher dele, mas que ela deve esperá-lo à noite – a coitada não percebe o que ele quer dizer com isto; e pergunta se poderá continuar a ir à escola...o homem ri com desprezo.
Kim trabalha o dia inteiro: limpa, lava, cozinha, passa etc. O dia inteiro Kim é humilhada pela dona.
O corpo de Kim é violado à noite pelo dono...ela pensa na sua mãe “Porquê?”...engravida; a raiva invade o seu ser mas ao mesmo tempo ama o ser dentro de si. O bébe nasce, o seu dono tira-o dela...ela chora, ela odeia, dói por dentro...homicído contra a alma...

Não costumo advogar a pena de morte, mas esta gente immoral & amoral não merece viver; pois ao se aproveitarem de pessoas inocentes e ao assassinarem a sua alma, estão a cuspir na cara de Deus.

Imagem: Contrapposto de Jenö Barcsay

Comentários

  1. Max, uma afronta à dignidade humana. Merecem sim a penalização máxima. Covardes!

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  2. Oi Luma!!

    Concordo contigo! É de facto uma afronta, e estes covardes são um nojo que deveria desaparecer do cimo da terra!

    Obrigada, minha linda, pelo teu contributo :D!

    Beijos

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  3. OI Max
    É inacreditável que tamanho mal seja corriqueiro, pensar numa condenação...é impossivel não julgarmos nestes casos afinal a lei dos homens também tem de ser cumprida, bem... assim a gente espera, e é claro da lei de Deus eles não escaparão,mas sabe o que é pior, quando se pensa numa maneira de punição, quando esta é mais severa já vem os direitos humanos, que ultimamente vejo que só funciona para quem comete transgressões.

    beijos

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  4. Max
    São situações tristes e enojantes essas que você descreveu, mas que infelizmente acontece a todo momento.
    O pior é que em determinadas situações, há a conivência da própria família, talvez por medo ou por necessidade, mas não há nada que justifique isso.
    A pena de morte nesses casos é uma punição muito rápida, o legal é ver o indivíduo sofrer a cada dia, desejando sim a morte.

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  5. Oi Adriana!!

    "É inacreditável que tamanho mal seja corriqueiro, pensar numa condenação...é impossivel não julgarmos nestes casos afinal a lei dos homens também tem de ser cumprida, bem... assim a gente espera,"

    É um horror!! Sim, assim a gente espera!

    "e é claro da lei de Deus eles não escaparão,"

    Amén!

    "mas sabe o que é pior, quando se pensa numa maneira de punição, quando esta é mais severa já vem os direitos humanos, que ultimamente vejo que só funciona para quem comete transgressões."

    Isso é que me mata. Eu pergunto-me se este tipo de criminoso merece ter direitos humanos...principalmente quando não são humanos, mas sim sub-humanos (pelo tipo de crime covarde que cometem).

    Adriana, minha linda, muito obrigada pelo teu comentário...como sempre complementaste o artigo na perfeição!

    Beijos

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  6. Oi Cidão!!

    "São situações tristes e enojantes essas que você descreveu, mas que infelizmente acontece a todo momento."

    É verdade: são! E sim acontecem a toda a hora, infelizmente....

    "O pior é que em determinadas situações, há a conivência da própria família, talvez por medo ou por necessidade, mas não há nada que justifique isso."

    Concordo contigo em género, número e grau!

    "A pena de morte nesses casos é uma punição muito rápida, o legal é ver o indivíduo sofrer a cada dia, desejando sim a morte."

    Sugeres a tortura?

    Gato Cid, muito obrigada pelo teu comentário joia...também tu complementaste o artigo!

    Beijos

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  7. Max, isto dói tanto em mim! Tantas vezes sinto-me sujo por fazer parte da dita humanidade! :-(

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  8. Juca,

    "Max, isto dói tanto em mim! Tantas vezes sinto-me sujo por fazer parte da dita humanidade! :-( "

    Eu sei! Como te compreendo...eu também fico doente e enojada com o que a pseudo-humanidade é capaz de fazer...é uma vergonha!

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